quarta-feira, 9 de março de 2011

De cara limpa no carnaval

Publicado em 08 de março de 2011

Não importa se bateu aquele sono depois da folia... Jamais vá dormir sem retirar a maquiagem. Pele suja causa obstrução dos poros, o que promove o surgimento de cravos e espinhas e prejudica a renovação das células do seu rosto

Carnaval é tempo de excessos. Dança-se muito, come-se muito e bebe-se muito. O exagero aparece em tudo, inclusive na maquiagem que costuma ser bem mais pesada que no dia a dia ou na balada em outras épocas do ano. Por isso, depois de foliar bastante, não deixe se levar pela preguiça, cansaço ou ressaca, pois nenhuma desculpa serve para dormir de maquiagem. Ricardo Cosenza, “make up artist” da  Dior é enfático: maquiagem não faz mal à pele, o que é ruim mesmo é não tirá-la após um dia de trabalho ou depois de uma festa. Sujeira acumulada na superfície da pele pode causar obstrução de poros e acentuar o aparecimento de cravos e espinhas. Além disso, se ela não for limpa, a sua renovação celular (feita durante o sono) fica prejudicada. Não limpar a pele também deixa a cútis mais sensível e pode até provocar alergias.

O maquiador Fernando Toquartto, em seu recém-lançado livro O Boticário – Maquiagem,  ensina que a limpeza da pele deve ser acompanhada por mais dois passos: a tonificação e a hidratação. Segundo ele, esses três passos básicos devem fazer parte da rotina feminina assim como passar fio dental, escovar os dentes e usar protetor solar. Ele ainda lança um desafio àquelas que costumam pular essa etapa da higienização cotidiana: “Pratique o ritual básico de cuidados por 15 dias consecutivos e avalie na própria pele a diferença. Segundo o maquiador, a pele ganha viço, luminosidade e fica mais sedosa.

Limpeza

Este deve ser o primeiro passo da sua prática diária de cuidados com a pele e repita à noite, antes da tonificação e da hidratação. Limpar o rosto antes de aplicar a maquiagem garante que ela se fixe melhor. A dica é, pela manhã, lavar o rosto com sabonete específico e água fria ou morna. Não use água quente, pois ela agride o manto hipolipídico, uma proteção natural da pele, o que pode provocar ressecamento. Para retirar a maquiagem, use um demaquilante e, na sequência, lave o rosto com o sabonete facial. A esfoliação, responsável por uma limpeza mais profunda, não deve ser diária, mas precisa ser feita regularmente. Use esfoliantes específicos para a face à base de micropartículas que não agridam a pele.

Tonificação

Muita gente costuma pular esta parte, indo direto para a hidratação por não saber para que isso serve afinal. A principal função do tônico facial é equilibrar o PH da pele que fica levemente alterado após a limpeza. Além disso, um bom produto ajuda a remover resíduos e impurezas, promove a renovação celular, combate os radicais livres (que podem envelhecer a pele) e ainda ajuda a diminuir a oleosidade. Muita responsabilidade para um frasquinho só.

Hidratação


Agora seu rosto está pronto para ser hidratado. O truque aqui é escolher um produto que seja adequado ao seu tipo de pele, sua idade e até à sua cor. Também existem produtos diferentes para a noite e para o dia. Os cremes mais modernos hidratam, controlam a oleosidade e ainda ajudam na cicatrização de cravos e espinhas. Torquatto dá outra dica: algumas bases de boa qualidade dispensam o uso prévio de hidratante.
E lembre-se, na dúvida, consulte um dermatologista que pode indicar quais são os me-lhores produtos para você.

Hits de Carnaval

Publicado em 06 de março de 2011

Abram alas porque é hora de afinar os ouvidos com os ritmos que agitam os foliões. Várias músicas-tema, sensação do momento, devem ser repetidas exaustivamente. Há também aquelas que marcam época e são entoadas em todo o País

O brasileiro tem um gosto eclético quando o assunto é música. Durante o carnaval, quando trios elétricos, blocos carnavalescos e escolas de samba tomam conta das ruas e os bailes tomam conta dos clubes e boates, estilos como marchinhas, samba, axé, pagode, funk e pop se misturam no repertório dos músicos e dos DJs e muitos dos hits que vão tocar pelo resto do ano nas rádios e nas festas são consolidados. Alguns desses sucessos extrapolam a validade anual e são lembrados por muito tempo.

Alguns estudiosos atribuem a criação da primeira marchinha de carnaval para um bloco de rua à popular compositora Chiquinha Gonzaga. Em 1899, integrantes do cordão carnavalesco Rosas de Ouro do Rio de Janeiro procuraram a musicista para pedir um hino para a folia daquele ano. Nasceu então a marchinha Ó abre-alas, que ajudou o Rosas de Ouro a vencer a disputa. A música fez um enorme sucesso entre 1901 e 1910 e se tornou um dos símbolos do carnaval carioca. A composição é conhecida até hoje e é quase impossível não se lembrar do refrão “Ó abre-alas, que eu quero passar/ Ó abre- alas, que eu quero passar/ Eu sou da lira, não posso negar/ Rosas de Ouro é que vai ganhar.”

Muita coisa mudou de lá para cá, mas o carnaval continua sendo uma plataforma de lançamento de muitos hits musicais. Em 1993, quase um século depois de Ó Abre-alas de Chiquinha Gonzaga, a escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro ficou em primeiro lugar na disputa da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) com o enredo Peguei um Ita no Norte. Você pode até não se lembrar daquele desfile ou nem ter nascido naquela época, mas certamente consegue acompanhar cantando “Explode coração/ Na maior felicidade /É lindo o meu Salgueiro /Contagiando, sacudindo essa cidade.” As torcidas organizadas de futebol até hoje entoam este refrão nos estádios, substituindo o nome da Salgueiro pelo nome do time do coração.



A década de 1990 também foi a época de consagração da banda de pagode baiano É o Tchan!. Nascida como Gera Samba, o grupo ficou famosa por suas músicas eróticas e de duplo sentido e a cada carnaval lançava novos hits. O outro fator que contribuiu para disseminação de suas canções foi o trio de dançarinos formado inicialmente por Carla Perez e seus mais de 100 cm de bumbum, Jacaré e aquela outra que quase ninguém lembra o nome, a dançarina Débora Brasil, que resolveu sair e foi substituída por meio de um concurso, pela morena Sheila Mello.

A cada nova música lançada, o trio ensinava a coreografia rebolativa e quase pornográfica que era repetida em todos os lugares do Brasil por pessoas de todas as idades e classes sociais. São raras as pessoas com mais de 30 anos que nunca viram mulheres de vestido longo e homens de gravata ralarem na boquinha da garrafa quando a banda do baile de formatura atacava com um dos hits do É o Tchan!.

A banda acabou em 2007, mas, nesse meio tempo, emplacou várias músicas e forneceu material humano para as revistas masculinas cada vez que uma loira ou uma morena do grupo era substituída por outra. Atualmente, Jacaré investe em uma carreira televisiva, Carla Perez faz discos para crianças e Sheila Mello vive de ser celebridade. Recentemente, a banda se refez e agora ressurge no carnaval baiano 2011 com seis novas bailarinas loiras, morenas e negras. Só faltou uma ruiva e uma albina.

Pancadão

O funk carioca pode estar meio em baixa nos últimos anos, mas já lançou muitas músicas de sucesso durante o alto verão e o carnaval. Um exemplo é o MC Serginho, que começou a ficar conhecido em 2002 com o funk Vai, Serginho. Sua consagração, porém, só aconteceu no ano seguinte com sua Eguinha Pocotó. O reconhecimento popular não foi tanto pela letra da música (“Vou mandando um beijinho/ Pra filhinha e pra vovó/ Só não posso esquecer /Da minha eguinha Pocotó /Pocotó pocotó pocotó pocotó /Minha eguinha Pocotó”). Desta vez, o fator Lacraia, um dançarino magrelo e andrógino que fazia uma dança escalafobética, impulsionou a carreira de ambos. Por algum tempo, a dupla participou de vários programas de TV, sempre rendendo boas audiências, até que eles se separaram em 2009.

O estilo, que também é conhecido como pancadão, é recheado de letras eróticas e de duplo sentido e, assim como o pagode baiano do É o Tchan!, vem acompanhado por coreografias que promovem o rebolado geral. O funk carioca influenciou artistas internacionais, como a cantora britânica de “reggae” e “rap”, que lançou em 2005 o pancadão Bucky done gun. O Rap das armas, dos MCs Cidinho e Doca, não foi lançado no carnaval, mas, depois que fez parte da trilha do Tropa de Elite, foi sucesso em todo o País em 2007.

Soteropolitanamente

Salvador, a capital da Bahia, poderia ser considerada a maior exportadora de hits de carnaval do Brasil. De lá, saem muitos sucessos que embalam os dias oficiais de folia e as festas de carnaval fora de época que acontecem por todo o ano no País. Lá, o assunto é levado a sério e prêmios como o “Troféu Bahia Folia” elegem, com a ajuda do voto popular no site www.portalibahia.com.br, a melhor música do carnaval de Salvador. Outra premiação, o “Troféu Dodô e Osmar”, entre diversas categorias, como camarote mais animado, melhor cantor e cantora e melhor bloco afro, também escolhe a melhor música do carnaval por votação on-line (veja o site do prêmio: www.trofeudodoeosmar.com.br).


Rebolation, cantada por Léo Santana, do grupo Parangolé, abocanhou as duas premiações em 2010. A banda gostou tanto do nome da música premiada no ano passado que mais parece uma onomatopeia que lançou neste carnaval a música Tchibirabiron, cuja coreografia pode ser aprendida no YouTube e o refrão aqui no DMRevista. Pode decorar porque é fácil: “Pega na cabeça e vai /Pra frente, pra frente /Cintura, cabeça /Tchubirabiron.” As veteranas Claudia Leitte e Ivete Sangalo também investem em músicas com letras que não dizem muito, intituladas de Água (de Claudia) e Aceleraê (de Ivete).



Um outro hit é o forró Minha mulher não deixa não, de Reginho e Banda Surpresa. Sua letra divertida, que foi inspirada em um problema doméstico vivido por Reginho, é um diálogo entre dois amigos no qual um convida o segundo para se divertir e este diz que sua mulher não deixa. O hit já contagiou todo o País e é vídeo mais visto no Youtube. A música narra um amigo tentando chamar o outro para sair, beber e se divertir. A resposta? “Vou não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não.” Já a música Liga da Justiça, do grupo Leva Nóiz, teve sua letra inspirada na amizade dos superamigos. Nas apresentações da banda, o vocalista se veste de Super-Homem e dança com duas Mulheres Maravilhas. Na letra, ele aconselha a Mulher Maravilha a fugir com o Superman. Porém, para conhecer os novos hits do carnaval, não precisa dar uma fugidinha para Salvador. Basta esperar sentado que logo os novos sucessos estarão por todos os lados e será quase impossível escapar deles.

Letras & Livros 02

Publicado em 06 de março de 2011

Orgulho e preconceito e zumbis

“Alegrias como essa são cada vez mais raras desde que o bom Deus decidiu fechar os portais do inferno e condenar os mortos a vagar entre nós.”


Em 1813, Jane Austin publicou pela primeira vez Orgulho e preconceito que ela havia escrito 16 anos antes, enquanto ainda morava com os pais. A história, que se passa no início do século XIX, mostra como a jovem Elizabeth Bennet, a segunda de cinco filhas de um proprietário rural, lida com os melindres da rígida moral da aristocracia inglesa. Ao mesmo tempo, seu pai luta para sobreviver a alimentar as filhas enquanto sua mãe só se preocupa em lhes arranjar maridos. Nesta nova versão da obra-prima de Jane, o roteirista Seth Grahame-Smith achou que a vida de Lizzy não estava difícil bastante, então ele adicionou zumbis à trama. Agora, as irmãs Bennet não só têm que saber costurar e cozinhar, mas também têm que ser experts em dar chutes e cortar cabeças dos “não mencionáveis”. Ainda bem que os espartilhos só voltaram à moda na segunda metade do século XIX, senão, seria muito mais difícil para Elizabeth Bennet matar zumbis enquanto escolhia um esposo. 

Este gênero literário que consiste em pegar clássicos da literatura e adicionar o grotesco e o fantástico na narrativa é apelidado de “mash-up”, mistura em inglês. E Grahame-Smith o faz tão bem neste livro que parece que foi a própria Jane que o escreveu assim. É realmente divertido ver uma dama manter seus modos à mesa após decapitar uma dezena de zumbis.

Título: “Orgulho e preconceito e zumbis”
Título original: “Pride and prejudice and Zombies”
Autores: Jane Austin e Seth Grahame-Smith
Tradutor: Luiz Antonio de Aguiar
Páginas: 320
Editora: Intrísica
Ano: 2010
Preço médio: R$ 29,90


O alienista caçador de mutantes

“A Casa Verde foi o nome dado à instituição, por alusão à cor das janelas e também ao que se acreditava ser a cor dos marcianos”



Esta versão do conto de Machado de Assis é mais uma adaptação livre do que um “mash-up” legítimo. Isso porque a coautora Natália Klein não usa o texto integral original, inserido novos elementos, mas faz um novo texto. Mesmo assim, parte do estilo está lá. Desta vez, o fantástico fica por conta de alienígenas que chegam à vila de Itaguaí depois de colidirem sua nave espacial com a Terra. Após alguns contatos imediatos de primeiro grau com alguns humanos, eles desapareceram, porém gases infestados por vírus de outro planeta começam a contaminar as pessoas e transformá-las em mutantes. Para estudá-los, Itaguaí recebe o doutor Simão Bacamarte que, ao invés de ser um especialista no estudo dos alienados, como no original, é um infectologista apelidado de alienista, uma mistura de “alien” e especialista.

O humor aqui é um pouco mais rude que no “mash-up” de Orgulho e preconceito e zumbis. As piadas são um pouco mais toscas do que o absurdo conseguido por Grahame-Smith como o exagero na feiúra da esposa de Bacamarte e a inserção de algumas modernidades como o Google e a Wikipédia. Este livro faz parte da coleção “Clássicos Fantásticos” do selo Lua de Papel que também tem os títulos Escrava Isaura e o vampiro, de Bernardo Guimarães e Jovane Nunes, Senhora, a bruxa, de José de Alencar e Angélica Lopes e Dom Casmurro e os discos voadores, de Machado de Assis e Lúcio Manfredi. Todos os coautores desta série também são roteiristas de TV.

Título: “O alienista caçador de mutantes”
Autores: Machado de Assis e Natália Klein
Páginas: 126
Editora: Lua de Papel
Ano: 2010
Preço médio: R$ 19,90


O Boticário - Maquiagem by Fernando Toquartto

“Fizemos questão de trazer todo nosso conhecimento à tona, ou seja, não escondemos nenhum truque na manga”


Este livro não ensina a fazer maquiagem de zumbi, nem de alienígena, mas pode deixar você, mulher, com um visual do outro mundo. O maquiador Fernando Torquatto, após ser consultor estratégico dO Boticário por cinco anos, consolidou a parceria lançando uma publicação com dicas, truques e muita informação sobre este assunto. O preço pode parecer salgado, mas o livro é enorme, detalhado e tem muitas fotos, além de uma boa quantidade de passo a passo com uma linguagem menos técnica e mais direta. Mas não basta comprar o livro e ficar encarando as lindas fotos (algumas 3D) na esperança de que uma mágica aconteça e você fique belamente maquiada como as modelos retratadas sem ao menos tocar em um pincel. Se quiser se transformar em uma expert em automaquiagem, pratique diariamente
e transforme este guia no livro de cabeceira mais pesado
que você já teve.

Título: “O Boticário – Maquiagem by Fernando Torquatto”
Autor: Fernando Torquatto
Fotografias: Jacques Dequeker
Páginas: 254
Impressão: Posigraf
Ano: 2011
Preço: R$ 89,90

sábado, 5 de março de 2011

Megalomania no Velho Oeste e amor no jardim

Publicado em 04 de narli de 2011

Em Rango, Gore Verbinski, diretor de Piratas do Caribe, repete a dobradinha com Johnny Depp e testa a mão com animação. Elton John produz Gnomeu e Julieta e compõe músicas para o filme

O ator Johnny Depp é a estrela principal de Rango, uma produção da Nickelodeon Movies. Está certo que o visual do camaleão que vive uma crise de identidade foi influenciado pela interpretação do ator enquanto ele dublava o bichinho, mas  isto, não tem muita importância, já que todas as salas de Goiânia que exibem o filme só tem a versão dublada em português.



Rango é a primeira animação feita pela Industrial Light & Magic, a companhia de efeitos especiais criada por George Lucas em 1975

Já a história é original e bastante interessante. Rango, um camaleão que usa camisa florida vai parar no Velho-Oeste e se vê incapaz de se mesclar com o ambiente, literalmente e metaforicamente. Em uma cidadezinha infestada de bandidos, Rango se proclama sherife sem conhecer as reais consequências deste seu ato.

As críticas a respeito do filme são muito boas. Tem  piadas para adultos e para crianças e a animação em 3D, que ficou por conta da Industrial Light & Magic (ILM), é de primeira.
A outra animação que entra em cartaz hoje é Gnomeu e Julieta (Gnomeo & Juliet - 2011). No Brasil, a dublagem dos personagens principais foi feita pelos atores Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo, casados na vida real.



Os adoráveis anões de jardim Gnomeu e Julieta vivem um amor impossível entre flamingos de plástico e cortadores de grama


Nesta nova adaptação da obra de Shakespeare, duas famílias de anões de jardim rivais lutam entre si enquanto Gnomeu nutre um amor impossível por Julieta e é correspondido. Esta é a primeira animação lançada pela Touchstone, produtora da Disney. O cantor e compositor Elton John, além de produzir o filme, cede algumas músicas, compõe outras  e até atua como um dos personagens.

Comédias para toda a família

Publicado em 04 de março de 2011

No feriado, chegam aos cinemas Vovó... Zona 3 – Tal pai, tal filho e Esposa de Mentirinha, estrelados por Martim Lawrence e Adam Sandler, respectivamente

Duas comédias de censura livre estreiam neste fim de semana de Carnaval para que toda a família possa ir ao cinema. Vovó... Zona 3 – Tal pai, tal filho (Big Mommas: Like father, like son - 2011) traz o ator americano Martin Lawrence de volta ao papel que já lhe rendeu muitas verdinhas e Esposa de mentirinha (Just go with it - 2011) que coloca o comediante Adam Sandler para atuar pela primeira vez ao lado de sua amiga de longa data, a namoradinha da América, Jennifer Aniston.

Brandon T. Jackson e Martin Lawrence quase irreconhecíveis embaixo de tanto disfarçe. A maquiagem melhorou muito, já o humor...

O jovem ator Brandon T. Jackson, que atuou em Percy Jackson e o ladrão de raios (Percy Jackson & the Olympians: The lightning thief – 2010), foi convocado para assumir o papel de enteado do personagem de Lawrence. Tudo isso, para reforçar a franquia Vovó... Zona, que teve uma queda de 20% no faturamento do primeiro para o segundo filme e angariou apenas US$ 138 milhões ao redor do mundo com Vovó...Zona 2 (Big Momma's House 2 - 2006). As projeções do lucro para o terceiro filme são boas, já que, na semana de estréia, ele já arrecadou US$ 19 milhões.

Desta vez, o agente do FBI Malcom Tunner (Lawrence) tem que se disfarçar novamente de Vovozona para investigar um assassinato em uma escola feminina de artes. Seu enteado e única testemunha do crime (Jackson) também se vê obrigado a se travestir de mulher para fugir do assassino e ajudar a investigar o crime na escola.

A direção deste filme continua nas mãos de John Whitesell, que dirigiu os dois primeiros filmes. Já o roteiro ficou por conta de Randi Mayem Singer  que fez O fada do dente (Tooth Fairy - 2010). Isso garantiu ao filme um enredo com piadas mais leves, mais adequadas a agradar adultos e crianças.

Mentirinhas

Ainda falando em números, Esposa de mentinrinha teve uma melhor performance na sua estréia nos Estados Unidos e angariou US$ 31 milhões na primeira semana de projeção, praticamente empatando com o documentário 3D de Justin Bieber. Este é o sexto longa em que o diretor Dennis Dugan trabalha com Sandler. Apesar do ator conhecer Jennifer Aniston há mais de 20 anos, é a primeira vez que eles trabalham juntos.

Jennifer Aniston e Adam Sandler, amigos de longa data, dividem os papéis principais pela primeira vez no filme Esposa de mentirinha

Na trama, o cirurgião plástico Danny Maccabee (Sandler) finge ser casado para atrair mulheres que queiram ficar com ele sem compromisso. Um dia, ele conhece Maggie (Bailee Madison), com quem quer ter algo mais sério. Porém ela não quer nada com ele por acreditar que Maccabee seja casado. O cirurgião jura que está deixando a esposa e, para convencê-la da farsa, pede que sua melhor amiga (Aniston) assuma o papel da futura ex. A situação se complica quando Maggie vê o médico com os filhos da amiga e ele diz que são dele.
Nesta comédia as piadas também não elaboradas e o riso é de fácil acesso.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Beleza máscula

Publicado em 02 de março de 2011

Por diversas razões, o homem atual tem se tornado cada vez mais vaidoso. Outra boa notícia é que, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, quem se preocupa com a aparência cuida mais da saúde e vice-versa

Quem tem mais de 30 anos deve se recordar da TV Macho, um quadro humorístico do programa TV Pirata, exibido pela Rede Globo entre 1988 e 1992. O esquete parodiava os programas voltados para o público feminino que existem até hoje e exibem entrevistas e dão dicas de culinária e beleza. Em um episódio o anfitrião Zeca Bordoada, interpretado por Guilherme Karan, recebe dicas de beleza de um caubói americano vivido por Marco Nanini. A certa altura da entrevista, o americano diz que, para se ter uma bela pele de macho, o ideal é pegar uma flecha indígena e cavar um sulco profundo no rosto a fim de obter uma garbosa cicatriz. Para os personagens, não bastava que o homem fosse macho, ele tinha que parecer macho, mesmo que machucado.

Assim como a barulhenta revolução sexual feminina dos séculos passados permitiu que as mulheres adotassem comportamentos masculinos e se apropriassem de objetos antes usados apenas por homens, no século XXI, ocorre uma lenta e silenciosa revolução masculina que permite que os homens adotem atitudes e ferramentas femininas sem ter sua sexualidade (muito) questionada. O cirurgião plástico Sérgio Aidar viu o número de pacientes homens quase quadruplicar em seu consultório nos últimos dez anos. Porém, segundo ele, a quantidade de homens que o procuram ainda é baixa em relação às suas pacientes femininas que representam cerca de 85% do total. A principal diferença notada pelo médico está na atitude dos homens que querem sua ajuda.


Charles Stefani M. de Alencar, cirurgião dentista de 29 anos, ostenta as belas tatuagens, um dragão e uma flor de lótus, em um corpo malhado e saudável


“Hoje, o paciente estético masculino está mais à vontade para procurar ajuda de um cirurgião plástico por questão da modernidade e da abertura de pensamentos”, esclarece o médico. Segundo ele, o homem moderno está mais vaidoso e mais liberal. O médico lembra que, no início de sua carreira, lá pela década de 1990, os homens tinham vergonha de ir ao consultório médico de cirurgia plástica por medo de serem confundidos. Agora não. “Hoje, ele chega, fica esperando a vez dele, opera, conta para o amigo dele e o amigo dele vem e faz a mesma cirurgia”, completa Aidar. Ele ainda explica que, antigamente, as coisas eram às escondidas, os poucos que faziam ainda ficavam escondendo, se diziam machos e machos não fazem isso. “Esse machismo está deixando de existir”, finaliza o cirurgião.

Recentemente, o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) publicou um artigo que afirma que quem cuida da aparência tende a dar mais atenção para a saúde e prevenção de doenças. Os homens tem sido notórios por descuidarem de si. Isso tanto é verdade que o Governo Federal gasta muito dinheiro para incentivá-los a procurar ajuda médica quando ficarem doentes e a cuidar mais de seus corpos. Até o Dia Nacional do Homem, estabelecido como 15 de julho, foi criado para, entre outros objetivos, chamar a atenção para a saúde muitas vezes frágil do sexo dito forte. O médico Sérgio Aidar teoriza que o contrário também é verdadeiro e até mais comum: “eles vão para a academia para malhar, para ficar mais saudáveis. Na academia, eles percebem que podem melhorar esteticamente e o que eles não conseguem ali, procuram um cirurgião plástico para melhorar. É uma interação entre saúde e boa aparência”.

Aparência saudável

Thiago Luiz Leal Borges, personal trainer e líder da equipe de musculação de uma academia de classe alta, faz coro com o médico no que diz respeito à essa dobradinha. E o professor enfatiza: “hoje, a realidade do homem moderno é a dedicação a uma boa aparência e, acima de tudo, à qualidade de vida”. Borges afirma que o padrão de estética masculino vai além de ter braços fortes e gozar de abdominais esculpidos. Seus alunos estão realmente se preocupando mais com a saúde, evitando o estresse do dia-a-dia e ostentando um corpo bem trabalhado, com uma ótima aparência.

A musculação e o fisioculturismo são tradicionalmente vistos como atividades de homens vaidosos cujos excessos e uso de anabolizantes se fez notório. Borges afirma que, felizmente, em sua academia, o uso dessas substâncias não é comum, pois os praticantes conhecem os efeitos negativos dessas substâncias e colocam a saúde em primeiro lugar, investindo, não em anabolizantes, mas na boa alimentação e em suplementos alimentares. “Quanto mais conhecimento o aluno tem, mais ele quer se cuidar”, diz Borges. Além disso, seus alunos sempre costumam realizar atividades diferentes da musculação e cuidam mais de seus corpos, visitando médicos e nutricionistas. Eles também procuram ter belos dentes, cuidam mais da pele, fazem depilação e muitos ainda ostentam belas tatuagens.

O cirurgião dentista Charles Stefani M. de Alencar sabe da importância de se ter belos dentes. Ele conta que homens de todas as idades procuram seu consultório para fazer procedimentos estéticos dentários. Mas Alencar não cuida apenas dos próprios dentes. Como sua profissão exige muito de sua coluna, ele é adepto das atividades físicas para seu bem estar. Além da musculação que o ajudou a esculpir um belo corpo, o dentista corre cinco quilômetros na esteira ou no Parque Vaca Brava. Ele acredita que não faz exercícios demais, nem de menos e, além de cuidar da alimentação, cuida do seu visual, mantendo-se barbeado e de cabelo cortado. Há sete anos, ele fez uma tatuagem em homenagem à sua avó que faleceu. O lugar escolhido para o dragão e para a flor de lótus foi o braço esquerdo, pois ali, não somente ele, mas todos podem ver o belo desenho.

Ex-nadador profissional, o também cirurgião dentista Rogério Penna Costa mantém um corpo sarado, aos 26 anos, com exercícios na academia


Seu colega de profissão e de exercícios, Rogério Penna Costa, também ostenta uma tattoo há quatro anos. O ideograma, que fica na parte interna do seu braço esquerdo, é um amuleto que ele carrega no corpo e que significa “destino vitorioso”. Costa pretende fazer uma outra tatuagem que cobrirá parte das costas e das costelas, mas ainda não se decidiu pelo desenho. O dentista se considera um homem vaidoso, mas se acha longe do esteriótipo do metrossexual. Ele afirma que, ao contrário deste que se veste para os outros, ele cuida de sua aparência porque faz bem para o seu ego. Suas atividades físicas começaram aos quatro anos, quando ele começou a fazer natação. Dos seis aos 20, nadou profissionalmente e, aos 21, ele parou com a natação e começou a fazer academia. Ali, ele não se preocupa muito com suas roupas, mas no seu cotidiano, gosta de estar bem vestido. Costa também se mantém barbeado e com o cabelo bem cortado. Além do xampu e do condicionador, o único cosmético que ele usa regularmente é um pós-barba.

Maquiagem masculina

Este é um assunto delicado (não é um trocadilho) principalmente para os machos de plantão que tem medo de usar uma simples pinça para separar a horrível “monocelha”. Há algum tempo, os homens têm se rendido aos tratamentos estéticos como depilação, lipoaspiração, peelings e até tinturas e luzes no cabelo, porém o uso de maquiagem não é tão difundido assim. No entanto, como cada vez mais os homens têm se rendido aos tratamentos cosméticos em clínicas especializadas e em casa, o uso de base e corretivos é um pequeno passo a ser dado em direção de uma aparência melhor.

De olho neste público crescente, o belo ex-modelo e maquiador Thiago Botelho criou o site www.maquiagemmasculina.com. Ele diz que percebeu, no Brasil, a ausência de alguém, do mesmo sexo, que ensinasse um homem a ter cuidados diários com a pele ou a usar maquiagem de forma simples e natural. No site, ele dá dicas de produtos, ensina a cuidar da pele e a evitar as linhas de expressão e ainda explica passo a passo como um homem deve se maquiar. Resta saber se, nos próximos anos, essa moda pega e se o típico machão vai perder o medo de tirar a sobrancelha e vai começar a usar base com filtro solar.

terça-feira, 1 de março de 2011

Letras & Livros 01

Texto extendido do publicado em 27 de fevereiro de 2011


Meu pai fala cada m*erda – Um relato hilario e verdadeiro da relação pai e filho


“Se o jardim de infancia foi dificil para você, tenho más noticias sobre o resto da sua vida”
Sam Halpern

Justin Halpern escreve para um site e sonha em ser roteirista. Quando leva um fora da namorada e se vê obrigado a morar com os pais, ele percebe que seu pai Sam, um médico aposentado de 73 anos, continua a dizer tudo o que pensa sem medir as palavras. A diferença é que, agora, o filho passa a enxergá-lo com outros olhos e reconhece o valor de se “relacionar com o ser humano mais direto do planeta”. Depois de fazer sucesso com as tiradas do pai no Twitter, Justin escreve “Meu pai fala cada m*erda”, um livro engraçado desde a primeira página. Tomando como base as pérolas do aposentado, o filho recria com brilhantismo as memórias da infância e da juventude.
Em agosto de 2009, Justin começa a postar as frases engraçadas do pai no Twitter e, em pouco tempo, angaria mais de um milhão de seguidores (hoje, seu perfil tem mais de dois milhões). Em outubro do mesmo ano, o escritor assinou um contrato para escrever um livro e, em novembro, a rede de TV CBS anunciou que estava produzindo um série de TV baseada nas tiradas do Twitter e roteirizada por Justin. A primeira edição do livro foi lançada em maio de 2010 e o programa de TV estreou em setembro daquele ano. A série já levou o prêmio “People's Choice Awards” e é exibida no Brasil nas segundas, às 21h, desde 11 de fevereiro, pela Warner Channel.

Título original: “Sh*t my dad says”
Autor: Justin Halpern
Tradutor: Marcelo Lino
Páginas: 144
Editora: Sextante / GMT
Ano: 2010
Preço médio: R$ 19,90

Dr. House: um guia para a vida: como triunfar com humor e ironia
“Não basta ter um mau dia: é preciso que todos os dias sejam péssimos.”
Toni de la Torre

Este é uma outra publicação que mantém uma relação íntima com a mídia eletrônica, mas faz o caminho inverso do livro de Halpern. Aqui, é a ficção que influencia a realidade e transforma a filosofia de um amargurado, mas amado, personagem de TV em um guia de auto-ajuda meio às avessas. “Este é um livro de auto-ajuda que o Dr. House escreveria”, profetiza a orelha do “Dr. House: um guia para a vida” do espanhol Toni de la Torre que é jornalista e especialista em televisão e novas tecnologias.
Torre faz um raio-x da vida do Dr. House, interpretado pelo inglês Hugh Laurie, e tenta entender porque um médico politicamente incorreto que detona seus pacientes, massacra seus subordinados, engana seus chefes e ainda tortura os amigos pode ser tão carismático. Sarcasmo, cinismo e prepotência são qualidades inerentes ao personagem que, à primeira vista, podem despertar repulsa, mas as convicções firmes de House, sua honestidade brutal e até seu desalinho acabam por provocar atração e admiração. Por isso Torres ensina como viver uma vida cheia de amargura para se parecer (ainda que de longe) com o genial Dr. House. Para ver o doutor em episódios inéditos, sintonize no Universal Channel, nas quintas, a partir das 22h.

Título original: “Dr. House, guía para la vida”
Autor: Toni de la Torre
Tradutor: Ângelo dos Santos Pereira
Páginas: 156
Editora: Lua de Papel
Ano: 2010
Preço médio: R$ 19,90


Educar, uma lição de amor – Como criar filhos em um mundo sem valores

“A família e a escola, no modelo atual, precisam rever seus respectivos papéis”
Tania D. Queiroz

A educadora Tania D. Queiroz se preocupa com a influência potencialmente ruim que as mídias, a TV, a internet e o jogos eletrônicos podem ter no desenvolvimento físico e psíquico das crianças e dos adolescente. É certo que uma consciência em formação, ao assistir séries como “House” e “Sh*t my dad says”, pode não compreender completamente a ironia e o sub texto das falas dos seus personagens principais e passar a imitar seus comportamentos anti-sociais de forma “ipsi literis”. Outras questões como a violência, os vícios, o uso de drogas, a erotização precoce e a exposição à pedofilia e ao ciberbullying também são abordados em seu livro. A autora ainda revela os conflitos enfrentados pelos educadores nos bastidores das instituições de ensino e ressalta a importância da parceria entre pais e escola.

Páginas: 208
Editora: Gente
Ano: 2010
Preço médio: 29,90


NA ESTANTE:
Quincas Borba


“Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”
Quincas Borba

Muito antes do personagem House nascer, Machado de Assis já usava o pessimismo e a ironia para criticar os costumes e a filosofia de seu tempo. Dono de uma descarada falsa modéstia, o escritor brasileiro usou as ferramentas das tramas românticas para rechear o realismo de “Quincas Borba” com humor negro e sarcasmo dissimulado. O livro, que teve sua primeira publicação em 1891, conta a história do ingênuo Rubião, um mineiro que se muda para capital (na época, o Rio de Janeiro) depois de herdar do filósofo Quincas Borba (personagem que primeiro apareceu em “Memórias póstumas de Brás Cubas”) uma boa quantia em dinheiro, uma filosofia meio amalucada e um cão que levava o mesmo nome do ex-dono defunto.
Nesta obra, Machado de Assis primeiro apresenta os fundamentos do Humanitismo, uma paródia da Seleção Natural de Darwin e da Lei do mais Forte, na fala do alucinado Quincas Borba, para depois demonstrá-lo na prática, através da ascensão e queda de Rubião. A natureza quase pueril do mineiro atrai diversos amigos cheios de segundas intenções e sua caridade perdulária com esta corja o encaminha para um final indubitavelmente trágico provando que somente o mais forte é capaz de triunfar tanto na vida selvagem quanto na sociedade carioca do século XIX.

Autor: Machado de Assis
Páginas: 304
Editora: L&PM Pocket
Ano: 2009
Preço médio: R$ 16,00

LEITURA INSPIRADA 
O vendedor de armas

Título original: “The gun seller”
Autor: Hugh Laurie
Tradutor: Cassius Medauar
Páginas: 288
Editora: Planeta
Ano: 2010
Preço médio: 39,90