sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Open bar com picolé

Publicado em 19 de novembro de 2010

Liderada pelo ator e cantor Fiuk, banda Hori se apresenta em evento que não vende bebidas alcoólicas e oferece refrigerante, água e muito sorvete

A banda Hori, sensação entre a meninada, faz show domingo no Atlanta Musica Hall. A turma do Fiuk, filho do Fábio Jr., sobe ao palco para tocar músicas que fazem sucesso como trilha sonora da “Malhação”, a novela teen da Rede Globo, além da canção Eterno para você que faz parte da trilha brasileira do filme de vampirinhos românticos Eclipse da saga “Crepúsculo”. Diga que me quer é a nova música de trabalho da banda e certamente será cantada na noite de domingo.

O show faz parte da turnê 2010/2011 que tem cenários e iluminação novos. Amanhã, eles cantam em Brasília. Em entrevista ao DMRevista, Fiuk diz estar ansioso para tocar em Goiânia. Na semana que vem, o grupo segue para o Paraná, onde se apresenta na cidade de Ponta Grossa. A direção do evento é de Joana Mazzucchellli que já dirigiu diversos artistas “Os públicos de Goiânia e Brasília foram muito receptivos da primeira vez que estivemos nas cidades. Os shows foram demais e esperamos repetir a dose.”, comenta Fiuk.
Apesar da haver uma censura de 16 anos, os teens que não atingiram essa idade podem entrar com a presença dos pais. Aqueles acompanhados por responsáveis devem apresentar uma carta registrada em cartório na qual um dos progenitores autoriza a ida dos pimpolhos acompanhados por outras pessoas. Os adultos mais preocupados podem relaxar um pouco. Neste show da banda Hori, não é permitida a venda de bebidas alcoólicas para o público. O open bar será de água, refrigerante, picolé e sorvete.

Fuik, responsável pelo vocal, é o mais novo deles: completou 20 aninhos no dia 25 do mês passado. O baterista Xande Bispo é o mais velho com 27, o guitarrista e tecladista Renan Augusto tem 22, o baixista Fê Campos tem 24 e o outro guitarrista Max Klein também tem essa idade. A pouca experiência de vida dos integrantes dessa banda de pop rock talvez possa explicar o sucesso entre os adolescentes. Porém, a força da Hori se deve bastante ao front man Fiuk.


Baladas românticas e pop rock são o forte da banda que já é sucesso em todo o País com seu estilo eclético


[+]

Apesar da assessoria de imprensa do grupo propagar o slogan “somos um ou somos nada”, certamente é o filho de Fábio Jr. quem atrai mais fãs. Tanto é verdade que todo o material de divulgação se refere aos meninos como “Fiuk [+] Banda Hori”. Se o vocalista resolver deixar a banda, os outros garotos terão que se esforçar bastante para não voltar ao anonimato. Nada errado com isso, pois a ascendência de Fiuk deu a ele o rótulo de celebridade desde seu nascimento e ele soube se aproveitar disso para divulgar seus trabalhos e seus talentos congênitos e adquiridos.

Em 2003, Fiuk criou a banda Hori, em 2008, o grupo assinou um contrato com a Warner Music e, em 2009, eles lançaram seu primeiro álbum. No dia 14 deste mês, Fiuk [+] Banda Hori receberam o Disco de Ouro no Domingão do Faustão por terem vendido 20 mil cópias do álbum “[+]Hori”. Um feito que realmente merece prêmio em tempos de downloads piratas grátis.

No entanto, Fiuk e companhia sabem usar a internet a seu favor. A presença constante de todos os membros nas redes sociais garante uma exposição constante e contato direto com seus admiradores que não só comentam os TTs, mas comparecem aos shows e compram discos ou qualquer publicação em que apareça Fiuk e a Banda Hori.

Aliás, além de fazer um especial para a Globo que mistura realidade e ficção (“Tal filho, tal pai” ) com Fábio Jr neste fim de ano e ter sido escalado para uma novela da Globo, Fiuk lança sua biografia mês que vem, uma idéia surgiu com uma conversa com seu emrpesário. “O diário de Fiuk”, editado pela Criative Books e escrito pela jornalista Clene Salles, conta a trajetória dos 20 anos de vida deste garoto que parece ter experiência suficiente para encher um livro. Fiuk encerra nossa entrevista solicitando aos fãs que continuem pedindo suas músicas no rádio e comparecerem ao show.


fiuk [+] Banda Hori
Quando: Domingo, a partir das 19h
Onde: Atlanta Musica Hall - Br 153, Km 10, saída para São Paulo
Ingressos: R$ 30,00 (meia-entrada - pista sem open bar), R$ 40,00 (individual Camarote Teen - refrigerante, água, sorvete e picolé), R$ 40,00 (individual Front Stage - refrigerante e água), R$ 400,00 (mesa amarela para quatro pessoas - refrigerante e água), R$ 300,00 (mesa azul para quatro pessoas - refrigerante e água)
Pontos de venda: Creme Mel Sorvetes (Flamboyant, Portal Shopping, Shopping Cidade Jardim e Plaza Doro) / Atlanta Music Hall

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Katia Dotto apresenta novo álbum na Capital

Publicado em 11 de novembro de 2010

Cantora, guitarrista e compositora carioca sobe aos palcos de Goiânia pela primeira vez. Repertório reúne bagagem de sua carreira independente

Katia Dotto vem do Rio de Janeiro, dá um pulo hoje em Brasília e faz show no FNac Park Shopping antes de se apresentar amanhã, na Taverna do Ogro, em Goiânia. As apresentações fazem parte da turnê “Amabile” que divulga o mais recente álbum da cantora que também leva este nome.

A abertura será feita pela banda goiana The Galo Power e a discotecagem fica a cargo da dupla Oh! Mess, formada pelos DJs Naya Fidelis e Geeh Ferreira. É a primeira vez que Katia sobe aos palcos da região Centro-Oeste.

A cantora já havia lançado dois EPs anteriormente: Do lado de dentro (2003) e Katia Dotto (2005). Na época de lançamento dos EPs, Katia se apresentou pela cena independente do Rio de Janeiro, participando de pequenos festivais. Em 2005, ela ficou, pelo voto popular, entre os três finalistas selecionados pelo festival “Oi tem peixe na rede”.
Como prêmio, Katia ganhou uma miniturnê pelo país e uma indicação no site da Trama Virtual. Vale lembrar que a disputa envolveu mais de 800 bandas, cantores e artistas.



A guitarrista Katia Dotto tocou baixo nas bandas Leela, Penélope e “mim” (atualmente Madame Mim), antes de se lançar na carreira solo.
Segundo sua assessoria de imprensa, sua trajetória pela cena independente carioca possibilitou que Katia acumulasse bagagem suficiente par lançar, nas palavras da própria artista, seu primeiro “disco cheio”. O nome do álbum Amabile (2009) foi inspirado pelo sobrenome da avó paterna de Katia que também significa agradável em italiano. As lúdicas ilustrações da capa do CD são de autoria da artista plástica Juliana Russo.

O site da cantora e guitarrista afirma que referências como a infância, a afetividade e o amor resultaram em uma sonoridade leve e agradável que pode ser ouvida nas composições de Amabile. Ao todo são dez músicas, cuja metade foi composta pela cantora. As três músicas que abrem o disco são de autoria da baixista Erika Nande que também produziu o álbum de Kátia e o show que acontece amanhã. Erika e Katia dividem a autoria de uma música e a cantora Martha V assina uma canção do disco. Todo o disco está disponível para download no site oficial da cantora.

Na taverna do Ogro, Katia Dotto interpreta, além das canções próprias, músicas nacionais e internacionais. Sua versão da It's oh so quiet, bastante conhecida na voz da cantora Björk, se propõe a surpreender o público. Do ex-Titãs Arnaldo Antunes, a canção Fora de si ganhou uma releitura. Amanhã, Katia sobe ao palco acompanhada pelos músicos Flávio Abbes (guitarra), Erika Nande (baixo), Márcio Saraiva (bateria) e Jeferson Victor (trompete).

Amabile – Show de Katia Dotto Abertura com Galo Power e discotecagem com DJs Oh! Mess
Quando: Amanhã, a partir das 21h
Onde: Taberna do Ogro – Rua T-70, Setor Bueno (próximo ao Goiânia Shopping)
Ingressos: R$ 15,00 (até a meia-noite) R$ 20,00 (após a meia-noite)
Informações: 3251-8091 / www.katiadotto.com.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rock filantrópico

Publicado em 10 de novembro de 2010

Banda goianiense Goldfish Memories lança single que doa um centavo por cada download feito gratuitamente


Goldfish Memories alia internet e generosidade no lançamento da música The yellow eyes of the owl, que foi gravada este ano no Rocklab Estúdio

Desde o dia primeiro deste mês, a música The yellow eyes of the owl está disponível para download no site www.goldfishcent.com. Não é preciso meter a mão no bolso ou dar o número do cartão de crédito para baixar a música recém-lançada da banda de stoner rock de Goiânia Goldfish Memories, porém, para cada download feito até o dia 27, será doado um centavo de real para a Casa-Lar Maná, localizada em Mineiros, no interior de Goiás. Campanhas que destinam parte da renda obtida pela venda de produtos e serviços a instituições de caridade existem aos montes e estão por aí há muito tempo. O diferencial deste projeto, batizado de “Goldfish Cent”, é que o produto oferecido pelo site (a música) é gratuito e quem efetivamente desembolsa a grana da doação são as empresas patrocinadoras que têm sede na cidade de Mineiros.

Há quem diga que nada é de graça nesta vida. Então, calculemos os custos desta doação gratuita para quem baixa a música. Se a boa ação for feita em uma lan house que cobra um real por hora na internet, o custo dos 15 segundos dispensados para digitar o endereço do site, ele carregar e o usuário da internet clicar no botão “download” é de 0,0042 centavos. Além desta fortuna elevada à potência negativa, o internauta também gasta, durante todo o processo, 0,4 quilocalorias. Dessa forma, a Goldfish Memories conseguiu a proeza de fazer com que as pessoas façam doações gastando virtualmente nada, movendo apenas alguns dedos e ainda levando de brinde uma música da banda. Este é um bom exemplo de divulgação que alia internet e filantropia, uma equação na qual todos ganham, inclusive as empresas patrocinadoras que têm seus nomes aliados a uma boa causa.

O publicitário Danilo Melo, também conhecido como o guitarrista Xidan da Goldfish Memories, conta que a ideia do download do bem lhe ocorreu durante uma viagem de retorno a Mineiros, após a última sessão de gravação da música The yellow eyes of the owl. Ele queria lançar a música de forma diferente e ousada, visto que a banda é independente, sem selo ou gravadora. Se por uma lado, a banda não teria apoio externo para o lançamento, por outro, a Goldfish Memories tem total controle sobre seu material. Uma vez concebido o esboço do projeto, a proposta foi lapidada na Juicebox Publicidade e Propaganda, agência de Mineiros onde Xidan trabalha, e a estruturação, programação e montagem do site foram feitas com o apoio do Clube do Design e da Sofun. O guitarista/publicitário diz que acredita na originalidade da ideia e espera o apoio dos amigos e dos meios de comunicação para que tudo dê certo.

Um centavo por download pode parecer muito pouco, mas, segundo Xidan, o número de músicas baixadas é imprevisivel. Além disso, o site é bilíngue e, estando exposto a todo mundo que tenha internet e que leia em inglês, a ação pode receber divulgações expressivas a qualquer momento e, se o valor alcançado fosse extremamente alto, as empresas teriam dificuldades em cumprir o compromisso, explica Xidan. Como todo movimento feito na internet, o projeto lança mão das redes sociais para divulgação. Twitter, Orkut e Myspace estão sendo articulados pelos idealizadores, membros da banda e ativistas amigos da causa, exatamanete como a cartilha do marketing social manda. Dessa forma, se o projeto for bem sucedido, o grupo terá muita divulgação não só na internet, mas também em outras mídias.

Show beneficente

Os membros da Goldfish Memories parecem estar a fim de conseguir um carma para lá de bom nesta vida. Além dos downloads do bem, o show de lançamento do projeto “Goldfish Cent”, que acontece hoje no Bolshoi Pub, a partir das 22 horas, cobra como entrada dois quilos de alimento não perecível para doações ou R$ 10,00. Até o pessoal do Bolshoi entrou nessa de fazer caridade e resolver dar um chope Heineker extra a quem comprar uma unidade da bebida, mas só até às 23h30.

Orquestra Abstrata, banda instrumental que também já tocou em outros eventos beneficentes, divide o palco hoje no Bolshoi Pub
myspace.com/orquestraabstrata



Para dividir o palco com a banda stoner rock humanitária Goldfish, foi chamada a Orquestra Abstrata que, até 2008, era conhecida como Seven. Rica em referências psicodélicas e experimentalismo, esta banda explora improvisação e mistura rock, música eletrônica e jazz. Tudo isso sem um vocalista. A banda instrumental tem uma formação básica: Eduardo Kolody nas guitarras sintetizadores e programações, Wassily no piano e os teclados e Hudson na bateria. A fim de fazer cada show diferente, a Orquestra sempre convida músicos para complementar a formação e executar verdadeiras jams sessions nos palcos.

Memórias do peixinho

A memória de um peixe dourado dura apenas três segundos. No entanto, a história da Goldfish Memories é um pouco mais longa do que isto. A banda surgiu no cenário alternativo de Goiânia em 2006 e lançou, em 2007, um EP com quatro músicas que levou o mesmo nome da banda. O grupo encerrou suas atividades no fim de 2008, quando Xidan se mudou para Mineiros. Em julho deste ano, a banda voltou para um show com Pablo Villas Boas no vocal, Renato Cunha na guitarra e backing vocals, Chicão Maia no baixo, Danilo “Xidan” Melo nas guitarras e backing vocals e Lucas Ribeiro na bateria. Com o cachê da apresentação, todos se enfurnaram no Rocklab Estúdio, gravaram a música The yellow eyes of the owl e, como afirmou Xidan em entrevista ao DMRevista, “lançamos o projeto e reticências”.

Saiba mais

Links Goldfish Cent
www.goldfishcent.com
www.twitter.com/goldfishcent
www.myspace.com/g0ldfishmemories
www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=44572002

Empresas socialmente responsáveis
Associação dos Hospitais Regional Mineiros
Cirurgião Dentista Rodrigo Braga
Clínica de Ortopedia Dra Joice Melo
Colégio Ágape
Contato 10 eventos e publicidade
Juicebox Publicidade e Propaganda
Marchiò Materiais de Construção

Casa-Lar Maná
Fundada em 1989, a casa oferece moradia, alimentação, encaminhamento para escolas, acompanhamento, atendimento psicológico, desenvolvimento da espiritualidade, esporte, lazer, inclusão social e atividades culturais como dança, música e teatro. A casa conta hoje conta com 38 residentes e um dos objetivos da campanha é angariar recursos para providenciar uma mudança do local de funcionamento, uma vez que a infra-estrutura da sede atual já não comporta as necessidades da instituição. www.ministeriopaodoceu.org.br

Lançamento do projeto Goldfish Cent - Show com Goldfish Memories e Orquestra Abstrata
Quando: Hoje a partir das 22h
Onde: Bolshoi Pub - Rua T-53, esquina com T-2, nº 1.140, Setor Bueno
Ingressos: 2 Kg de alimento não perecível ou R$ 10,00 (tome um chope Heineken e ganhe outro até as 22:30)
Informações: (62) 3285-6185 / (62) 3274-1309 / (62) 9972-6396 / (64) 9653-6119

sábado, 6 de novembro de 2010

Diga adeus à bagunça

Publicado em 04 de novembro de 2010

Armário desorganizado? O personal organizer pode ajudar você a colocar em ordem tudo que está fora do lugar

Imagine a cena: você está atrasado para o trabalho e não consegue encontrar seu crachá. Já procurou na pasta de documentos, na mochila da academia, na sala, na cozinha e até no banheiro. Você então começa uma busca detalhada e afobada pelo quarto. Pega as coisas que estão no chão e joga, uma a uma, em cima da cama e nada. Daí, sobra para a cama e o que está em cima dela vai para o chão. No meio do desespero, encontra a fatura do cartão de crédito que venceu ontem e você acabou não pagando por não a ter encontrado. Mas não é isso que você quer: cadê o crachá?

Seu último recurso é procurar em cima da cômoda. Novamente, você joga, um a um, os objetos que estão em cima do móvel no chão. Não encontra o crachá, mas acha algo estranho, marrom, feito de madeira e fixo. Você retira mais alguns trecos de cima de lá e descobre que a coisa estranha que encontrou é o tampo da cômoda que, soterrado pela bagunça, não via há muito tempo. Quanto ao crachá, necas! O jeito é ir trabalhar e levar uma bronca do chefe por não estar usando a identificação obrigatória.

Não é necessário ser um expert em qualquer coisa para saber que, se você se encontra em uma situação parecida com a historinha acima, é preciso tomar uma decisão: se organizar. Felizmente, hoje existem muitos cursos à disposição que ensinam bagunceiros a mudar seus hábitos, além da ajuda de um profissional que organiza sua casa, seu escritório e até sua vida. O nome desse salvador é personal organizer.

Silvana Bessa é uma desses profissionais que dão um jeito na confusão alheia. A denominação que gosta de usar é consultora de organização de residências e escritórios. Dona do site www.organizadoabessa.com.br, ela se mudou de Brasília para Goiânia no início do ano. Apesar de ainda atender muitos clientes no Distrito Federal e dar cursos por lá, Silvana estuda a possibilidade de também ensinar goianienses de-sordeiros a arrumar sua baderna, atender clientes em suas casas, em Goiânia e a abertura de uma loja especializada em acessórios para organização.

Silvana sempre foi alérgica e, por isso, limpeza e ordem são necessárias. Com o tempo, ela foi gostando de deixar tudo arrumado e decorado, fez um curso sobre organização e, há dois anos, dá aulas e atende clientes que precisam de uma mãozinha no quesito arrumação. Segundo o site de Silvana, quanto “mais ordem, mais prazer na vida”. Quando é contratada, a personal organizer pergunta ao cliente o que mais lhe incomoda. Então, ela avalia o espaço, calcula o tempo que levará para organiza-lo e constata se serão preciso acessórios para a casa ou não.

Uma parte importante do trabalho do organizador é incentivar o descarte e o desapego do cliente. “Tem muita coisa que o cliente não usa, mas também não joga fora”, explica ela. Além disso, tirar o excesso inútil abre espaço para guardar o que realmente importa e não acumular mantém a arrumação. Por isso, organizar é um quebra-cabeça que exige método e práticas personalizadas. E não adianta ficar bonitinho se não ficar funcional.

Manutenção

Uma vez que Silvana organiza a casa ou o escritório de um cliente, ele deve se policiar para a bagunça não voltar. Ela diz que, se o cliente não consegue conservar a ordem estabelecida, basta chamá-la para que ela escolha um método de organização que melhor se adapte ao bangunceiro crônico. Até hoje, Silvana ainda não foi chamada de volta, mas ela diz que isso é bastante comum em sua profissão.

O custo, à primeira vista, pode parecer alto: em média R$ 375,00 por dia de arrumação. Já uma consulta pode sair por um preço médio de R$ 200,00. Uma cliente de Silvana achou o preço caro e decidiu resolver sua desorganização sozinha, durante um feriado. No dia seguinte, a consultora recebeu um telefonema da cliente que reclamava de dor nas costas e implorava para que a consultora desse uma jeito na sua bagunça. Silvana, além de ministrar cursos de organização, presta serviços arrumando cozinhas, guarda-roupas e closets, documentos particulares e profissionais, escritórios e clinicas.

cada coisa em seu lugar

Este é o nome de um programa de TV exibido pelo canal fechado “Discovery Home & Health” que ajuda americanos incrivelmente bagunceiros a darem um jeito em suas casas e suas vidas. A desordem mostrada o programa é incrível e o acúmulo de cacarecos extraordinário. Ver famílias norte-americanas que mal conseguem entrar no próprio quarto que se encontra soterrado por roupas sujas e limpas leva a questionar se o que é visto é uma constante naquele tipo de sociedade consumista ou se são apenas exceções. Existem pessoas que guardam presentes sem abri-los e outros que mantém, na pequena sala de jantar, uma gigantesca máquina de refrigerantes da década de 1970 que, ainda por cima, não funciona.

A equipe do programa, chefiada pela comediante e atriz Niecy Nash, ajuda as desorientadas famílias a se livrarem de suas tralhas nas famosas vendas de garagem. Cabe à equipe do programa decidir o que vai e o que fica e o dinheiro arrecadado é usado na reforma e organização da casa. Também é surpreendente ver a resistência dos americanos em abrir mão de suas coisas, mesmo que não as usem. Em cada episódio, é engraçado ver as negociações entre a equipe que quer mais espaço e as famílias que parecem ter uma síndrome de castor e tendem a não jogar nada fora.

Peter Walsh é um organizador pessoal e arrumou a baderna de inúmeras casas no “Chega de bagunça”. Autor do livro “Engordei ou minha roupa encolheu?”, Walsh percebeu uma relação entre o nível de bagunça de uma residência e o excesso de peso de seus moradores. No livro, ele afirma que a casa é um reflexo do que se é e a cozinha um reflexo da forma que a pessoa se alimenta. O organizador diz ter percebido que assim que os baderneiros passavam a ter foco nas vidas que queriam, eles começavam a transformar não só as casas, mas todas as áreas de sua vida, como locais de trabalho, carreiras, relacionamentos e atitudes em relação ao corpo. Walsh acredita que “ao se arrumar a casa e organizar a cozinha, a despensa, as compras e os planos alimentares, se faz escolhas mais claras para uma saúde melhor”.

Fim de jogo para o torturador Jigsaw

Publicado em 05 de novembro de 2010

Estreia hoje um dos filmes de terror mais esperados do ano: o último capítulo da série Jogos Mortais, longa dirigido por Kevin Greutert e com tecnologia 3D

O ator norte-americano Tobin Bell interpreta John Kramer, o sádico que tem sua adolescência explorada no sétimo e último filme da série

Se você estiver com vontade de começar o fim de semana sentindo fortes emoções, a sugestão é o filme Jogos mortais - O final (Saw 3D – 2010) que será exibido pela primeira vez nas salas brasileiras de cinema. O diretor é Kevin Greutert, que dirigiu Jogos Mortais 6 (Saw 6 - 2009) e editou os outros cinco primeiros filmes da série. Como o próprio título indica, o sétimo longa da franquia será a última tortura de Jigsaw, o maquinador dos jogos mortais. O motivo para finalizar a série, segundo Greutert, é sair de cena com estrondo e não um murmúrio. “Ninguém quer ver a série deteriorar em qualidade, como é frequentemente visto quando algo bom continua por muito tempo”, explica o diretor no site oficial do filme.
Na derradeira história, o roteiro esclarece passagens que ficaram obscuras nos outros filmes e apresenta alguns fatos inesperados que não serão mencionados aqui para não estragar a surpresa. Jigsaw é mostrado em sua adolescência, quando seu fanatismo por armadilhas torturantes começa. Além da estréia do filme em salas 2D e 3D, um videogame inspirado na trama também será lançado.
Jogos mortais – O final foi filmado no Canadá em estúdios e em diversas locações externas. Uma das armadilhas teve como cenário uma grande praça pública no centro de Toronto, com centenas de figurantes. Os atores Sean Patrick Flanery e Chad Donella são as novas faces do filme e foram bastante elogiados pelo diretor .

Doido sim

John Kramer, também conhecido como Jigsaw, é um assassino que não mata ninguém. Bem, não mata diretamente. O que ele faz é colocar suas vítimas em armadilhas, referidas pelo sádico Kramer como jogos, nas quais os participantes passam por torturas físicas e psicológicas e fazem escolhas difíceis como optar por matar o companheiro de cela ou ter a própria família morta por Jigsaw. A diferença é que este vilão não é apenas um sádico louco. Ele é um sádico louco que tem um propósito: colocar outros humanos em provas mortais, a fim de ajudá-los a apreciar a vida, testando a vontade de viver e o autosacrifício de cada um. Que altruísta da parte dele, não?

Cartazes Macabros

A franquia de Jogos Mortais ficou famosa por sua trama, seu vilão Jigsaw e por seus cartazes funestos que mostram partes humanas decepadas

Jogos Mortais
(2004) Dirigido por James Wan e escrito por Leigh Whannell e James Wan

Jogos Mortais 2
(2005) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Leigh Whannell e Darren Bousman

Jogos Mortais 3
(2006) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Leigh Whannell e James Wan

Jogos Mortais 4
(2007) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

Jogos Mortais 5
(2008) Dirigido por David Hackl e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

Jogos Mortais 6
(2009) Dirigido por Kevin Greutert e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Túmulos de estimação

Publicado em 02 de novembro de 2010

Cemitério de animais na França, o mais antigo do mundo, oferece lápides dignas aos pets queridos que já partiram

Quando se fala em cemitério de animais, certamente muitas pessoas se lembrarão do filme de terror Cemitério maldito (Pet sematary – 1989), que foi baseado no livro O cemitério (Pet sematary – 1983) de Stephen King. A história mórbida mostra um cemitério de animais que foi construído sobre solo sagrado e que ressuscita, de forma nada agradável, os seres mortos que porventura são enterrados lá. Porém, não sabemos exatamente para onde vão as almas de nossos bichos de estimação ou mesmo se eles, e até mesmo nós, temos alma. Porém, em todo mundo, inclusive em Goiânia, muitos corpos de pets que expiraram têm um destino, sem dúvida, mais digno que o aterro sanitário ou o esgoto.

A história ocidental dos cemitérios de animais começa na França, na primeira metade do século XIX. Devido à crescente preocupação com as condições de vida dos bichos e com os maus tratos dispensados aos cavalos usados como meio de transporte, foi criada a Sociedade Protetora dos Animais francesa (Societe Protectrice des Animaux - SPA). Com o decorrer dos anos, os avanços no que diz respeito à qualidade de vida e aos direitos dos seres não-humanos foram muitos e o amor das pessoas pelos animais só aumentou. Isso levou a questionamentos sobre o tratamento dado aos bichos queridos não só em vida, mas assim que eles morriam. O destino desses cadáveres, na Paris da época, geralmente era o Rio Sena ou fossas das fortificações.

Monumento no cemitério de animais francês ao são bernardo Barry que, durante sua vida, salvou muitas pessoas da neve

Os pets vislumbraram uma possibilidade de enterro e tumbas dignas com a instituição da lei sanitarista francesa de junho de 1898 que ditava que os animais domésticos deveriam ser enterrados “em uma cova, na medida do possível, a cem metros das casas, na qual o corpo seria coberto com uma camada de solo não inferior a um metro de espessura”. Ativistas pelos direitos dos animais, o advogado Georges Harmois e a jornalista feminista Marguerite Durand, então escolheram um lugar a noroeste da capital francesa, em Asnières, e criaram o Cemitério dos Cães de Asnières (Les Cimetière des Chiens d’Asnières), cuja inauguração oficial aconteceu em 15 de junho de 1899.

Cerca de 40 mil animais já foram enterrados até hoje no Cemitério dos Cães. Não existem somente cachorros e gatos nas covas, mas também jazem por lá o leão de estimação da fundadora Marguerite, um macaco, cavalos, coelhos, hamsters, ratos e pássaros, além de peixes que se salvaram de um funeral risível em volta de um vaso sanitário. Como em todo cemitério famoso e visitado por turistas de todo mundo, o Cimetière des Chiens também possui hóspedes ilustres. O mais conhecido, por certo, é o pastor alemão e ator de rádio e de cinema das décadas de 1920 e 1930 Rin Tin Tin (10 de setembro de 1918 – 10 de agosto de 1932).

O cão foi achado, juntamente com sua mãe e quatro irmãos, pelo então cabo das forças americanas Lee Duncan, como sobreviventes em um canil bombardeado em Lorraine, na França, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Com sua irmã Nenete, Rin Tin Tin acompanhou os soldados americanos na guerra para dar sorte e foi para Los Angeles assim que o combate terminou. Na costa Oeste dos EUA ele começou a se apresentar em show de cães, adestrado por Duncan. Depois, o cachorro atuou no cinema e no rádio fazendo efeitos sonoros. Nas ondas sonoras ele se tornou célebre com a série homônima. O cão morreu aos 14 anos e seus descendentes continuaram a estrelar programas e filmes usando o mesmo nome. O Rin Tin Tin original retornou à França e hoje seu corpo se encontra enterrado no Cemitéirio dos Cães sob um belo monumento.

Outra escultura bastante pomposa é a que homenageia o são bernardo suíço Barry (1800 – 1814). Durante sua vida, o cão resgatou cerca de 41 pessoas perdidas na neve. O corpo de Barry não está no cemitério francês, pois figura empalhado no Museu de História Natural de Bern, na Suíça.

Arte funerária animal

As homenagens aos animais que estão enterrados no cemitério são, ao mesmo tempo, inusitadas e enternecedoras. São lápides em miniatura espalhadas por todo o lugar com fotos e nomes dos pequenos amados que já se foram. Mausoléuzinhos e estátuas em tamanho natural de cães e gatos de diversas épocas e estilos figuram lá. Uma esfera de vidro em cima de um túmulo preenchida com as bolas de tênis com as quais o cão em vida costumava brincar é de trazer lágrimas aos olhos dos mais emotivos.
Mais inusitado ainda é perceber que o Cimetière des Chiens não possui apenas animais defuntos. Vez ou outra é possível ver alguns gatos passeando por entre as covas ou tomando sol em cima das tumbas. Nos fundos do local se encontra a Casa dos Gatos, um abrigo mantido por uma organização de proteção aos felinos. O site em inglês Europe for Visitors, que traz uma boa resenha sobre o cemitério de Asières, confidencia que “após passar uma hora ou mais entre os túmulos de animais mortos, é bom fazer contato com criaturas vivas, mesmo que seja uma gato cansado e com o olhar entediado”.

Entre os visitantes turistas do cemitério, uma francesa, que preferiu não dar o nome a nossa reportagem, costumava passar pelos jardins e pelas lápides frequentemente durante o ano de 2006. Ela tinha perdido seu amigo felino há pouco tempo e não quis arrumar outro. Ao ir ao cemitério, ela levava ração para os gatos que moravam lá e acariciava os bichinhos a fim de aplacar um pouco a saudade que sentia de seu companheiro insubstituível.

Cemitério dos
animais em Goiânia
Em 2005, quando a morte levou os cães da veterinária Inês Schroff Machado, a doutora percebeu que não havia um lugar apropriado na cidade reservado exclusivamente ao descanso final dos seus pets. Ela então cedeu uma chácara sua para criar um cemitério de animais em Goiânia. Foi então que surgiu o Cemitério da Dog’s & Cat’s Clínica Veterinária e Pet Shop. Situada no KM 8 da GO-080, na saída para Nerópolis, ele tem hoje apenas cães e gatos enterrados, mas outras espécies de animais domésticos podem ser recebidos pelo cemitério.
O preço dos lotes à disposição dependem do tamanho do bichinho. Animais de pequeno porte podem ter uma cova digna por R$ 255; de médio porte, por R$ 325; e de grande porte, por R$ 420. Os humanos enlutados ainda podem deitar seu querido pet em um caixão e fazer uma lápide que melhor homenageie seu amado animal de estimação. Para informações, ligue 3281-1666.

Le Cimetière des Chiens d’Asnières
Quando: De 16 de março a 15 de outubro: das 10h às 18h / de 16 de outubro a 15 de março: das 10h às 16h
Onde: 4, pont de Clichy - 92600 Asnières-sur-Seine
Quanto: Adultos: 3 euros / Crianças de 6 a 11 anos: 1 euro/ Entrada franca para menores de 6 anos
Informações: www.mairieasnieres.fr / www.europeforvisitors.com