quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cora Coralina – Coração do Brasil, no Rio de Janeiro

Publicada em 03 de fevereiro de 2011

Exposição reúne manuscritos originais, correspondências, fotografias e outros artigos próprios da poetisa goiana. A mostra, idealizada por Júlia Peregrino, fica em cartaz até o dia 13 de março



A exposição mostra a vida de Cora desde menina no banco das mais atrasadas no colégio até a jovem intelectual que publicou seu primeiro texto aos 14 anos e que colaboraria, ao longo da vida, com centenas de jornais em Goiás, São Paulo e várias outras cidades brasileiras

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro recebe, até 13 de março, a exposição Cora Coralina – Coração do Brasil, após ser vista por mais de 400 mil pessoas no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A mostra, idealizada pela curadora Júlia Peregrino, exibe uma visão profundo do universo da poetiza, contista e intelectual goiana, desde que nasceu, em 1889 até sua morte, em 1985. A exposição é também uma homenagem aos 25 anos do falecimento de Cora Coralina traduzida em fotos, vídeos, documentos e arquivos que nunca haviam saído da Casa de Cora Coralina, na Cidade de Goiás. A cenografia jé assinada por Daniela Thomas e Felipe Tassara e funciona como um portal para as sensações que permeiam a presença forte de Cora na literatura brasileira.

Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Segundo a assessoria de imprensa da exposição, o nome Ana existia aos montes em Goiás por conta da padroeira Sant' Anna. “Por medo de que minha glória literária fosse atribuída a outra Ana mais bonita do que eu”, justificou Cora, resolveu encontrar um nome “que não tivesse xará” e, após muita busca, decidiu-se por Cora. “Mas ainda era pouco para mim”, revela, e não descansou até encontrar Coralina e atribuir-se um nome sonoro, marulhante como as águas inconstantes do seu amado Rio Vermelho.

Aninha começou a escrever aos 14 anos, mas o primeiro livro de Cora Coralina só foi publicado aos 76 anos. A poetiza ficou conhecida nacionalmente após estrelar uma emocionada crônica de Carlos Drummond de Andrade. Doceira de profissão, Cora produziu uma obra rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular, dos becos e ruas históricas da cidade de Goiás, onde nasceu, no coração do Brasil.

A escritora colaborou, ao longo de sua vida com centenas de jornais em Goiás, além de São Paulo e outros estados brasileiros. Corajosa, decidiu, em 1911, viver com um homem separado e partiu para São Paulo, onde criou quatro filhos seus e um do primeiro casamento do marido. Foi vendedora de porta em porta de livros da Editora José Olympio, atuou como comerciante, sitiante e atuou em diversas causas. Foi voluntária da Revolução Constitucionalista de 1932, batalhou pelo voto feminino e recomeçou a vida aos 67 anos de volta a Goiás, fazendo doce para vender. Tudo isso sem se afastar de sua poesia inspirada na sua terra e na própria memória e com a qual conquistou o Brasil aos 91 anos de idade.

Coração do Brasil
Quando: Até 13 de março (de terça-feira a domingo, das 9h às 21h)
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Primeiro de Março, nº 66 – Centro, Rio de Janeiro
Entrada franca
Informações: (21) 3808-2020

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Garotas da folhinha


Publicada em 30de janeiro de 2011

Criado inicialmente apenas para marcar os dias e os meses do ano, o calendário também serve para decorar a casa, fazer propaganda, informar sobre os mais diversos assuntos e ainda angariar fundos para causas beneficentes


Quando se fala em calendário, talvez a primeira imagem que venha a mente seja a de uma foto de uma bela mulher em uma pose sensual pendurada na parede de alguma borracharia. Dispositivos para marcar os dias e os anos existem há milhares de anos, porém, usar imagens sensuais para ilustrá-lo é coisa do início do século passado, quando os calendários passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. Na verdade, esse tipo de ilustração em posteres, cartões e maços de cigarros datam do fim do século XIX. Esta tendência começou em Paris pela influência dos artistas Alphonso Mucha e Jules Cheret, mas a idéia de imprimir o mês na folhinha é mais recente mesmo.

Na década de 1940 e 1950, desenhos de garotas em posteres e cartões viveram seu auge. Nesta época, ser fotografada nua era atentado ao pudor, mas usar lápis e tinta para retratar mulheres sensuais não. O ato de pendurar essas ilustrações com calendários ou não na parede acabou por apelidar este estilo de desenho de “pin-up girl” ou, literalmente, em português, garota pendurada. Os soldados americanos levavam esses desenhos para a batalha e os chamavam de suas “armas secretas”. Nas décadas seguintes, principalmente na década de 1970, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa das pin-ups graças a filmes e revistas pornográficas. Da mesma forma, os calendários com fotos de mulheres nuas foram se tornando cada vez mais vulgares e as folhinhas passaram a ilustrar lugares predominantemente masculino como as borracharias e oficinas mecânicas.



Baptiste Giabiconi posa para calendário da Pirelli


O calendário da Pirelli, empresa italiana famosa por seus pneus, remonta meados da década de 1960. A publicação acompanhou o auge e a decadência das pin-ups, mas, na década de 1980, conseguiu elevar o calendário de mulher pelada ao status de obra de arte. Ao contratar fotógrafos famosos para fotografar supermodelos para seus calendários, a folhinha da Pirelli se tornou cult. O fato de não vender a publicação livremente e de imprimir poucos calendários também são estratégias de marketing que eleva não só o preço do calendário, mas também seu valor como objeto de colecionador.

Na edição da Pirelli deste ano, o fotógrafo e estilista Karl Lagerfield foi convidado para clicar belíssimas modelos e atrizes e o escultural modelo Baptist Giabiconi. No time feminino, nomes como o de Julianne Moore, Freja e Isabeli Fontana ilustram alguns meses do ano. Em 2011, o calendário da Pirelli atinge sua 38º edição e, sob o título de “Mythology” (mitologia), Lagerfield retrata sua paixão pelas lendas e mitos da cultura greco-romana. Apenas 12 meses por ano parecem ser pouco para a edição deste ano, pois o calendário traz nada menos que 36 imagens distribuídas em 24 temas.

Publicidade

Apesar da aura artística que envolve a produção do calendário da Pirelli, ele é, sobretudo, uma peça publicitária. Os calendários são brindes que produzem grandes resultados no que diz respeito a fidelização de seus clientes por permanecer o ano todo às vistas do consumidor, com o nome, a logomarca e o contato do cliente sempre à mão. Mas antes que os anti-capitalistas torçam o nariz para esta arma pró- mercado e que as feministas radicais o classifiquem como sexista, saiba que o calendário com fotos de belas mulheres tem sido largamente usado para disseminar boas idéias em prol de causas beneficentes.



Atriz Juliana Silveira na versão nacional do calendário da L'Oreal


Em setembro do passado, a Fundação L'Oreal, em parceria com a Unesco e com o apoio do Ministério da Saúde, lançou a edição nacional 2011 do Calendário da Campanha Cabeleireiros Contra Aids. A peça faz parte da campanha mundial da L'Oreal, cuja a idéia central é usar os profissionais de beleza como difusores de informações para o combate à Aids e ao HIV. A parte da multinacional é suprir o salão com material informativo e de divulgação e treinar os cabeleireiros. Já a estes, cabe conversar com suas clientes sobre a doença e informá-los corretamente. Desde 2006, mais de 120 mil pessoas foram treinadas pela L’Oreal.

A folhinha é mais contida que o calendário da Pirelli – traz apenas uma foto por mês. As imagens são assinadas por fotógrafos de moda e exibem mensagens de prevenção a Aids. Este ano, em sua terceira edição, 14 artistas vestiram a camiseta da campanha criada pelo estilista Carlos Tufyesson. Com o slogan “Quem cuida da beleza, cuida da saúde”, as atrizes como Camila Morgado, e Flávia Alessandra, as apresentadoras Fiorella Mattheis, Caroline Bittencourt e Penélope, as gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres, o DJ Jesus Luz, o modelo Paulo Zulu e os namorados Thaila Ayala e Paulo Vilhena exibem seus belos corpos nas folhas do calendário. Cada peça sai a R$ 10,00 e toda a renda será destinada à Sociedade Viva Cazuza. Somente no primeiro mês já foi arrecadado R$ 2 mil para a instituição. A idéia brasileira foi tão boa que a L'Oreal resolveu fazer este ano a primeira a versão internacional do Calendário Contra a Aids.

A octogenária Betty White no calendário em prol dos animais
A atriz norte-americana Betty White também lançou um calendário beneficente em 2011. A artista usou algumas fotos de seu arquivo pessoal para ilustrar o calendário e posou com animais, cercada por belos homens e, em alguns meses, aparece sem blusa. Toda a renda vai para a Morris Animal Foundation de Denver Colorado, da qual Betty faz parte. O detalhe é que a atriz tem 88 anos. Se você quiser ajudar os animaizinhos ou simplesmente apreciar essas imagens inusitadas, pode adquirir o calendário no site da Amazon por $6,49 mais despezas de envio.


 A empresa Eizo mostrou mais do que nudez em seu calendário

Outro calendário diferente foi produzido no ano passado pela Eizo, uma empresa multinacional de produtos e suprimentos médicos. O Eizo Pin-Up Calendar trouxe em suas folhas mulheres mais do que peladas. Ele exibiu 12 radiografia de corpo inteiro de mulheres que usavam apenas um sapato de salto em poses sensuais. A versão impressa foi feita apenas em 2010, mas a versão 2011 para download está disponível em diversos sites da internet.

Gyn Rock City

A designer e fotógrafa Rafaella Pessoa se juntou a sua amiga e colega designer e também fotógrafa Marília Assis a fim de criar um produto que divulgasse ses trabalhos. Como queriam algo diferente do que havia nomercado, elas viram o calendário como uma excelente plataforma de criação. Assim nasceu o calendário Rock Years no ano de 2010. “Como era um projeto inicialmente, sem pretensões lucrativas, decidimos incorporar a temática do rock'n roll por um gosto pessoal e pelas inúmeras possibilidades visuais que este estilo nos daria”, conta Rafaella. Para isso, elas optaram por mostra, além da beleza, a atitude roqueira das mulheres de Goiânia. “para que essa ideia ficasse clara nas imagens era preciso ressaltar as características do rock no estilo de cada uma, como piercings, tatuagens, juntamente com a maquiagem e o figurino”, completa a designer.

 O calendário goiano Rock Years ainda não lançou seu vol. 2

O resultado foi um calendário em um a embalagem e dimensões que lembram as capas dos LPs recheado imagens muito bem produzidas que mostram garotas goianienses que são envolvidas no meio roqueiro e que esbanjam estilo e beleza. Para este ano, Rafaella ainda não sabe dará continuidade ao projeto, pois é algo que exige muita dedicação e pouco retorno financeiro. “É difícil encontrar uma equipe que dispõe a trabalhar de graça e com competência, como foi na primeira edição.” Se você quiser dar uma olhada no calendário do ano passado é só acessar o flickr de Rafaella: www.flickr.com/rafapessoa. Tomara que o projeto arranje patrocinadores, pois o calendário Rock Years não tem o mesmo peso internacional que o calendário da Pirelli, mas pode muito bem ser visto como uma obra de arte e guardado como ítem de colecionador.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Conheça minhas mães e meu pai

Publicado em 28 de janeiro de 2011

Filme, da diretora Lisa Cholodenko, estreia hoje no Brasil. O longa trata de um casal de lésbicas que se vê às voltas quando os filhos, gerados por inseminação artificial, resolvem procurar o homem que doou esperma para que eles fossem gerados

Nic (Annette Benning) é uma médica organizada que mantém sua família no prumo. Ela é casada há 20 anos com Jules (Julianne Moore), uma paisagista hipponga que já tentou vários trabalhos antes do seu atual. As duas se amam e tem dois filhos: Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Cada uma deu à luz um deles, concebidos por inseminação artificial, e o pai é um doador de esperma anônimo, Paul (Mark Ruffalo). À primeira vista, tudo anda às mil maravilhas e, quando o pai entra em cena ao ser procurado pelas crianças, os problemas desta família moderna se evidenciam e a aparente harmonia vai por água abaixo. Tudo se complica ainda mais quando Jules se envolve com Paul.





Esta comédia dramática, Minhas mães e meu pai (The kids are all right - 2010), é exatamente como muitas outras: uma família que tem uma vida estável até que uma nova pessoa surge para conviver com ela e desestabilizar a situação. A variação, neste filme, são os pais, neste caso, mães, do mesmo sexo que vivem na liberal Los Angeles. O começo é caricatural, com direito aos clichês da rica Costa Oeste americana ecologicamente correta. A intimidade de Nic e Jules serve para, a princípio criar piadas, mas o tom de humor não se mantém por toda a película. A grande sacada da diretora Lisa Cholodenko, que co-assina o roteiro, é tratar a homossexualidade como mais um fato da vida sem levantar bandeiras e até fazer uma ou outra piada com isso. Mostrar na tela um casal do mesmo sexo como algo corriqueiro é uma excelente tática de aceitação adotada por Cholodenko.

Minhas mães e meu pai foi considerado pelos críticos do Festival de Cinema de Berlim a sensação do evento. Durante a edição deste ano, em fevereiro, o longa levou o prêmio Teddy que é concedido a filmes com temática GLS. A atuação de Annnette Benning, cujo personagem é uma lésbica masculinizada, lhe rendeu a indicação ao Oscar de melhor atriz. O fato da diretora ser homossexual, lhe deu certa liberdade para tratar o assunto como bem queria, fazendo piada com o assunto em alguns momentos ou ignorando o tema em outros. Por exemplo, a certa altura do filme, uma das mães começa a ter um caso amoroso com o pai das crianças. Se um heterossexual tentasse fazer as mesmas cenas em outros filmes, muitos militantes de plantão poderiam taxá-lo como homofóbico.

Peculiaridades

Este é um dos raros casos em que o título brasileiro acaba sendo melhor que o original. “As crianças estão bem” não traduz com tanta precisão a trama do longa como o nome em português. Ao contrário das maioria das comédias nacionais ou estrangeiras, as personagens retratadas no filme são mais do que simples esteriótipos maniqueístas que ou são pretos ou são brancos, nunca cinzas. Nesta trama, são retratados seres humanos que lidam com problemas e sentimentos contraditórios.


Boa atuação de Annette Benning lhe rendeu a indicação ao Oscar

Nic e Jules são mães compreensivas que nunca realmente entende seus filhos. Laser é um garoto exemplar que gosta de esportes, mas tem péssimas companhias. Joni vai para uma faculdade de prestígio, mas tem dúvidas sobre o amor. Já Paul é um pai ausente que se viu nesta condição por força das circunstâncias, mas pretende recuperar o tempo perdido apesar da resistência das mães. O personagem de Mark Ruffalo é o elemento desestabilizador da trama, mas passa longe do rótulo de vilão, pois, neste filme, como na vida, não existe alguém totalmente bom ou mau, nem totalmente certo ou errado e, no caso da personagem de Julianne Moore, nem totalmente lésbica, nem totalmente hetero.

Nicolas Cage em um thriller sobrenatural que se passa na Europa medieval do século 14

Publicado em 28 de janeiro do 2011

Película mostra Nicolas Cage ao lado do ator Ron Pearlman em locações como os Alpes austríacos e as belas paisagens da Hungria


A peste negra assolou o continente europeu durante a Baixa Idade Média. Pesquisadores calculam que, durante a epidemia, morreram de 25 a 75 milhões de pessoas em decorrência da doença. Naquela época, quando o conhecimento científico inexistia e a palavra da Igreja era lei, acreditava-se que a peste seria ou um castigo de Deus ou uma praga do Diabo. As bruxas, consideradas principais ferramentas do tinhoso na terra, eram culpadas pelas mortes em decorrência da peste e eram mortas após longos julgamentos torturantes. Seus aliados, os gatos, também eram mortos aos montes pelos crentes na esperança de conseguir assim alguma graça divina. Sabe-se hoje que a peste bubônica é transmitida pela pulga do rato e que a matança de gatos, caçadores naturais de ratos, fez com que a população desses roedores aumentasse, contribuindo para a disseminação da peste.

Para assistir o novo filme de Nicolas Cage, esqueça a explicação científica desta parte da História. Em Caça às bruxas (Season of the Witch - 2011), as bruxas existem sim e são poderosas. Behmen (Nicolas Cage) é um cavaleiro que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, perdeu algumas batalhas, muitos amigos e até a fé. De volta à sua terra natal, ele encontra uma Europa devastada pela fome e a peste negra. Neste cenário de destruição ele se une a um grupo de guerreiros encarregados de levar uma garota, suspeita de ser bruxa e de causar a peste, para um monastério distante. Não leva muito tempo até que o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais e que eles estão prestes a enfrentar um mal além da sua compreensão.

Diferente do papel interpretado por Nicolas Cage em Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas - 1995) que lhe rendeu um Oscar, o personagem Behmen é um mais raso e dá muita porrada. É claro que o cavaleiro tem um passado de sofrimento para combinar com a cara de coitadinho de Cage, mas nada muito além disso. Sobre a escolha de papéis que o ator americano faz ao longo de sua carreira, o New York Times comentou que “desde que ganhou o Oscar por Despedida em Las Vegas, Cage tem, aparentemente, escolhido papéis jogando dados”.

Um dos motivos do ator aceitar interpretar o cavaleiro cansado da guerra foi a mudança de cenários. Das sufocantes e claustrofóbicas locações de “Vício frenético”, Cage passou às extensas paisagens dos Alpes.

Animação ecológica conta a história de uma tartaruga marinha desde 1959 até 2009

Publicado em 28 de janeiro de 2011

“As aventuras de Sammy”, exibido em 3D faz parecer que a vida marinha está ao alcance das mãos do expectador

As aventuras de Sammy” (Sammy's avonturen: De geheime doorgang - 2010) não é uma produção Disney Pixar, porém suas imagens e movimentação são tão boas quanto o que é produzido pelo estúdio americano. Este filme, produzido na Bélgica mostra a vida de uma tartaruguinha fofinha desde seu nascimento em 1959 até a sua maturidade em 2009. Uma jornada épica de 50 anos.

Sammy luta contra seus predadores naturais no oceano, mas o principal vilão desta história é op comportamento humano e  seu descaso com meio ambiente. Além de fugir de tubarões famintos, a tartaruguinha, que não é ninja, tem que se livrar de embalagens plásticas, evitar redes de pescadores, conviver com entulho jogado ilegalmente no mar e vazamentos de petróleo.

A linguagem escolhida para tratar de todas estas questões importantíssimas para a sobrevivência não só da vida marinha, mas também da raça humana foi a mais simples e direta possível. A fim de cativar as novas audiências para questões ecológicas, os roteiristas e diretores da animação decidiram não complicar. Portanto, na tela, a narrativa diz: uma tartaruga nasce assim, come isso, tem que enfrentar aquilo e isto é o que o ser humano pode fazer para ajudá-la a sobreviver. Em um ponto do filme, Sammy diz, literalmente para a platéia que as pessoas deveriam ser mais conscientes em relação ao meio-ambiente e que as tartarugas marinhas precisam delas para sobreviver.

Apesar de talvez garantir a atenção dos mais novos, a história simples de As aventuras de Sammy tende a dispersar os mais velhos que geralmente acompanham as crianças nas salas de projeção. Aliás, a animação carece do charme e do humor que tanto crianças quanto não-crianças gostam e procuram em desenhos animados.

É claro que o filme consegue fazer com que muitos adultos se sintam culpados por pertencer à raça humana. Porém, isto é uma das boas qualidades da película. Formar audiências conscientes e transformar pessoas indiferentes só pode ser uma coisa boa.

Outra coisa boa do filme é a escolha da tecnologia 3D - o que torna o filme interessante para todas as idades. As inúmeras cenas de ação são bem executadas. Por isso, colocar os óculos especiais, sentar-se no escuro e enganar o cérebro fazendo-o acreditar que a vida marinha está ao alcance das mãos e que seu corpo está se movendo é sempre divertido, independente do tamanho da criança.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Música preciosa no Canto de Ouro

Publicada em 27 de janeiro de 2011

Festival segue programação com apresentação do terceiro elenco formado pelos artistas goianos Milla Tulli, Grace Venturini, Darwinson e Senhor Blan Chu

Esta é a terceira semana de shows do festival Goiânia Canto de Ouro. Ao todo são 13 semanas de música que envolvem 65 instrumentistas e 68 cantores que resultam em nada menos do que 58 atrações diferentes. A programação que começou no último dia 13 só acaba em 16 de abril. Desde sua primeira edição, o evento tem como objetivo aproveitar a diversidade cultural dos artistas do Estado de Goiás e, ao mesmo tempo, oferecer atrações de qualidade para quem fica na Capital no período de férias.

Para este elenco foram escalados os cantores Milla Tulli, Grace Venturini e Darwinson, além da banda Senhor Blan Chu, cujos discípulos, nesta temporada, são os músicos Du Oliveira (compositor e cantor), Nonato Mendes (arranjador e contra-baixista) e Sérgio Pato (percussionista). A banda de apoio, que também será acompanhada pelos instrumentistas do Senhor Blan Chu, é composta por Guilherme Santana, Emídio Queiroz e William Cândido e a direção musical fica por conta de Nonato.

Darwinson



Darwinson: trabalho marcado pela grande diversidade de ritmos e sons


O cantor e compositor goiano Darwinson é filho de Darci Silva, a Rainha do Rádio em 1964. Desde muito cedo, ele teve uma grande influência musical em sua formação. Autodidata, ele se apresenta em shows e casas noturnas de vários estados do Brasil desde 1985. Ex-acadêmico da Faculdade de Sociologia da UFG, seu interesse pelas questões sociais e filosóficas se reflete em suas letras e na brasilidade de sua música.
O trabalho do cantor é marcado pela diversidade de ritmos e sons e falade temas urbanos e existenciais. Fundido à MPB, baião, samba, bossa nova, funk afoxé, blues e muitos outros gêneros são explorados por Darwinson. Desde de 2006, o músico se apresenta com um instrumento criado por ele e apelidado de contra-baixolão. Dessa forma, Darwinson explora efeitos e timbres diferentes e mostra um som exclusivo com novidades nos arranjos e ritmos.

Grace Venturini

Grace Venturini: teve acesso ainda menina à diversos ícones da música

Assim como Darwinson, Grace Venturini teve acesso à música ainda muito cedo. Ouvindo discos do baú da família, Grace aprendeu muito com diversos ícones da música brasileira e mundial. Na adolescência, aprimorou suas habilidades estudando em um conservatório de música e se apresentando em bares de Goiânia, do interior e de Brasília. Seu primeiro single foi gravado em 1999 e seu primeiro álbum foi lançado em 2004. O terceiro CD já saiu no ano seguinte e o disco mais recente foi lançado em 2007. Este último, Pra ser feliz, contém 14 faixas com gravações de sucessos nacionais e internacionais, além de músicas autorais.

Milla Tulli
Milla Tulli: integra a efervescente cena independente da nova MPB

Cantora desde a adolescência, Milla Tulli integra a cena independente da nova música popular goiana. Seu estilo é caracterizado pela pluralidade rítmica e harmônica e pela fuga do óbvio. Milla, com sete anos de carreira, se mostra fiel ao tom intimista e mágico de sua música. Em meados de 2009, a cantora gravou seu primeiro CD solo. Em seu primeiro trabalho, a artista usou a independência musical que tinha e o resultado foi um trabalho autoral que demonstra a verdadeira identidade musical da cantora.

Nascida em novembro de 1987, em Goiânia, Ludmilla Gomes Rodrigues, ainda criança, participou de corais de escolas e igrejas, onde aprendeu suas primeiras melodias. Aos 13 anos, formou uma banda de garagem com os amigos na qual Milla usava o violão ganhado do avô para compor e tocar sem muita pretensão ou ambição. Um ano mais tarde, Milla se aventurou pelos palcos da noite goiana no formato voz e violão. A partir daí, a cantora se dedicou à MPB e, em 2005 formou a banda Libertária para tocar composições próprias que misturavam samba, jazz e folk.

Senhor Blan Chu
Senhor Blanchu é um personagem criado pelo vocalista Du Oliveira

O lançamento do primeiro CD desta banda se deu em 2001, no Teatro de Pirinópolis. Para acompanhar o álbum, um revista de nome Cendal de pensamentos do Sr. Baln Chu contém uma biografia não autorizada do Senhor Blan Chu, além de pérolas do pensamento blanchuísta. Isso tudo para mostrar que, mais do que uma banda, Senhor Blan Chu é uma persona.

As composições da banda utilizam uma fusão de elementos da música tradicional como a catira, a folia de reis, o maracatu, o xote, o baião, o samba, a bossa nova, da moderna MPB, além de elementos rítmicos não brasileiros, como a salsa, o reggae, o jazz, o blues, o rock, o funk. Neste show, o Senhor Blan Chu apresenta cinco músicas inéditas que compõe o álbum que ainda será lançado no segundo semestre deste ano com o longo título Fohiprocksamblanchu.


Goiânia Canto de Ouro
Quando: Hoje, amanhã e sábado, a partir das 21h
Onde: Teatro do Centro Cultural Goiânia Ouro – Rua 3, esq. c/ Rua 9 – Centro
Ingressos: R$ 12,00 (inteira) / R$ 6,00 (meia)
Informações: 3524-2541 / 3524-2542

Jornalistas lançam livro sobre II Guerra Mundial

Publicada em 27 de janeiro de 2011

As jovens jornalistas formadas na Faculdade ALFA, Belisa Monteiro, Dérika Kayra e Letícia Santana lançam amanhã o livro Lembrança da luta, no Instituto Casa Brasil de Cultura. A obra, beneficiada pela Lei Goyazes de Incentivo à Cultura, traz relatos de pracinhas (ex-combatentes brasileiros) que participaram da Segunda Guerra Mundial, além dos depoimentos de seus familiares, o testemunho da 1ª enfermeira brasileira voluntária na guerra.


Dérika Kyara, Letícia Santana, e Belisa Monteiro lançam livro Lembrança da luta, no Instituto Casa Brasil de Cultura

As autoras lançam mão das ferramentas do jornalismo literário para compor as narrativas do livro. Dessa forma, as jornalistas transportam o leitor para dentro dos acontecimentos e as lembranças dos pracinhas e elas podem ser experimentadas de forma mais intensa do que o que é usual no jornalismo diário. A convocação, a despedida da família, o desconforto dos navios, o contato com os italianos, os feridos, os amores da guerra, o dia-a-dia no litoral e o retorno ao lar são relatados no livro. Quem são esses combatentes, o que fazem e como ficou a vida no pós-guerra são questões que as autoras tentam abordar nas entrelinhas da obra. No dia do lançamento, estarão presentes ex-combatentes de guerra e seus familiares.