segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Garotas da folhinha


Publicada em 30de janeiro de 2011

Criado inicialmente apenas para marcar os dias e os meses do ano, o calendário também serve para decorar a casa, fazer propaganda, informar sobre os mais diversos assuntos e ainda angariar fundos para causas beneficentes


Quando se fala em calendário, talvez a primeira imagem que venha a mente seja a de uma foto de uma bela mulher em uma pose sensual pendurada na parede de alguma borracharia. Dispositivos para marcar os dias e os anos existem há milhares de anos, porém, usar imagens sensuais para ilustrá-lo é coisa do início do século passado, quando os calendários passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. Na verdade, esse tipo de ilustração em posteres, cartões e maços de cigarros datam do fim do século XIX. Esta tendência começou em Paris pela influência dos artistas Alphonso Mucha e Jules Cheret, mas a idéia de imprimir o mês na folhinha é mais recente mesmo.

Na década de 1940 e 1950, desenhos de garotas em posteres e cartões viveram seu auge. Nesta época, ser fotografada nua era atentado ao pudor, mas usar lápis e tinta para retratar mulheres sensuais não. O ato de pendurar essas ilustrações com calendários ou não na parede acabou por apelidar este estilo de desenho de “pin-up girl” ou, literalmente, em português, garota pendurada. Os soldados americanos levavam esses desenhos para a batalha e os chamavam de suas “armas secretas”. Nas décadas seguintes, principalmente na década de 1970, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa das pin-ups graças a filmes e revistas pornográficas. Da mesma forma, os calendários com fotos de mulheres nuas foram se tornando cada vez mais vulgares e as folhinhas passaram a ilustrar lugares predominantemente masculino como as borracharias e oficinas mecânicas.



Baptiste Giabiconi posa para calendário da Pirelli


O calendário da Pirelli, empresa italiana famosa por seus pneus, remonta meados da década de 1960. A publicação acompanhou o auge e a decadência das pin-ups, mas, na década de 1980, conseguiu elevar o calendário de mulher pelada ao status de obra de arte. Ao contratar fotógrafos famosos para fotografar supermodelos para seus calendários, a folhinha da Pirelli se tornou cult. O fato de não vender a publicação livremente e de imprimir poucos calendários também são estratégias de marketing que eleva não só o preço do calendário, mas também seu valor como objeto de colecionador.

Na edição da Pirelli deste ano, o fotógrafo e estilista Karl Lagerfield foi convidado para clicar belíssimas modelos e atrizes e o escultural modelo Baptist Giabiconi. No time feminino, nomes como o de Julianne Moore, Freja e Isabeli Fontana ilustram alguns meses do ano. Em 2011, o calendário da Pirelli atinge sua 38º edição e, sob o título de “Mythology” (mitologia), Lagerfield retrata sua paixão pelas lendas e mitos da cultura greco-romana. Apenas 12 meses por ano parecem ser pouco para a edição deste ano, pois o calendário traz nada menos que 36 imagens distribuídas em 24 temas.

Publicidade

Apesar da aura artística que envolve a produção do calendário da Pirelli, ele é, sobretudo, uma peça publicitária. Os calendários são brindes que produzem grandes resultados no que diz respeito a fidelização de seus clientes por permanecer o ano todo às vistas do consumidor, com o nome, a logomarca e o contato do cliente sempre à mão. Mas antes que os anti-capitalistas torçam o nariz para esta arma pró- mercado e que as feministas radicais o classifiquem como sexista, saiba que o calendário com fotos de belas mulheres tem sido largamente usado para disseminar boas idéias em prol de causas beneficentes.



Atriz Juliana Silveira na versão nacional do calendário da L'Oreal


Em setembro do passado, a Fundação L'Oreal, em parceria com a Unesco e com o apoio do Ministério da Saúde, lançou a edição nacional 2011 do Calendário da Campanha Cabeleireiros Contra Aids. A peça faz parte da campanha mundial da L'Oreal, cuja a idéia central é usar os profissionais de beleza como difusores de informações para o combate à Aids e ao HIV. A parte da multinacional é suprir o salão com material informativo e de divulgação e treinar os cabeleireiros. Já a estes, cabe conversar com suas clientes sobre a doença e informá-los corretamente. Desde 2006, mais de 120 mil pessoas foram treinadas pela L’Oreal.

A folhinha é mais contida que o calendário da Pirelli – traz apenas uma foto por mês. As imagens são assinadas por fotógrafos de moda e exibem mensagens de prevenção a Aids. Este ano, em sua terceira edição, 14 artistas vestiram a camiseta da campanha criada pelo estilista Carlos Tufyesson. Com o slogan “Quem cuida da beleza, cuida da saúde”, as atrizes como Camila Morgado, e Flávia Alessandra, as apresentadoras Fiorella Mattheis, Caroline Bittencourt e Penélope, as gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres, o DJ Jesus Luz, o modelo Paulo Zulu e os namorados Thaila Ayala e Paulo Vilhena exibem seus belos corpos nas folhas do calendário. Cada peça sai a R$ 10,00 e toda a renda será destinada à Sociedade Viva Cazuza. Somente no primeiro mês já foi arrecadado R$ 2 mil para a instituição. A idéia brasileira foi tão boa que a L'Oreal resolveu fazer este ano a primeira a versão internacional do Calendário Contra a Aids.

A octogenária Betty White no calendário em prol dos animais
A atriz norte-americana Betty White também lançou um calendário beneficente em 2011. A artista usou algumas fotos de seu arquivo pessoal para ilustrar o calendário e posou com animais, cercada por belos homens e, em alguns meses, aparece sem blusa. Toda a renda vai para a Morris Animal Foundation de Denver Colorado, da qual Betty faz parte. O detalhe é que a atriz tem 88 anos. Se você quiser ajudar os animaizinhos ou simplesmente apreciar essas imagens inusitadas, pode adquirir o calendário no site da Amazon por $6,49 mais despezas de envio.


 A empresa Eizo mostrou mais do que nudez em seu calendário

Outro calendário diferente foi produzido no ano passado pela Eizo, uma empresa multinacional de produtos e suprimentos médicos. O Eizo Pin-Up Calendar trouxe em suas folhas mulheres mais do que peladas. Ele exibiu 12 radiografia de corpo inteiro de mulheres que usavam apenas um sapato de salto em poses sensuais. A versão impressa foi feita apenas em 2010, mas a versão 2011 para download está disponível em diversos sites da internet.

Gyn Rock City

A designer e fotógrafa Rafaella Pessoa se juntou a sua amiga e colega designer e também fotógrafa Marília Assis a fim de criar um produto que divulgasse ses trabalhos. Como queriam algo diferente do que havia nomercado, elas viram o calendário como uma excelente plataforma de criação. Assim nasceu o calendário Rock Years no ano de 2010. “Como era um projeto inicialmente, sem pretensões lucrativas, decidimos incorporar a temática do rock'n roll por um gosto pessoal e pelas inúmeras possibilidades visuais que este estilo nos daria”, conta Rafaella. Para isso, elas optaram por mostra, além da beleza, a atitude roqueira das mulheres de Goiânia. “para que essa ideia ficasse clara nas imagens era preciso ressaltar as características do rock no estilo de cada uma, como piercings, tatuagens, juntamente com a maquiagem e o figurino”, completa a designer.

 O calendário goiano Rock Years ainda não lançou seu vol. 2

O resultado foi um calendário em um a embalagem e dimensões que lembram as capas dos LPs recheado imagens muito bem produzidas que mostram garotas goianienses que são envolvidas no meio roqueiro e que esbanjam estilo e beleza. Para este ano, Rafaella ainda não sabe dará continuidade ao projeto, pois é algo que exige muita dedicação e pouco retorno financeiro. “É difícil encontrar uma equipe que dispõe a trabalhar de graça e com competência, como foi na primeira edição.” Se você quiser dar uma olhada no calendário do ano passado é só acessar o flickr de Rafaella: www.flickr.com/rafapessoa. Tomara que o projeto arranje patrocinadores, pois o calendário Rock Years não tem o mesmo peso internacional que o calendário da Pirelli, mas pode muito bem ser visto como uma obra de arte e guardado como ítem de colecionador.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Conheça minhas mães e meu pai

Publicado em 28 de janeiro de 2011

Filme, da diretora Lisa Cholodenko, estreia hoje no Brasil. O longa trata de um casal de lésbicas que se vê às voltas quando os filhos, gerados por inseminação artificial, resolvem procurar o homem que doou esperma para que eles fossem gerados

Nic (Annette Benning) é uma médica organizada que mantém sua família no prumo. Ela é casada há 20 anos com Jules (Julianne Moore), uma paisagista hipponga que já tentou vários trabalhos antes do seu atual. As duas se amam e tem dois filhos: Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson). Cada uma deu à luz um deles, concebidos por inseminação artificial, e o pai é um doador de esperma anônimo, Paul (Mark Ruffalo). À primeira vista, tudo anda às mil maravilhas e, quando o pai entra em cena ao ser procurado pelas crianças, os problemas desta família moderna se evidenciam e a aparente harmonia vai por água abaixo. Tudo se complica ainda mais quando Jules se envolve com Paul.





Esta comédia dramática, Minhas mães e meu pai (The kids are all right - 2010), é exatamente como muitas outras: uma família que tem uma vida estável até que uma nova pessoa surge para conviver com ela e desestabilizar a situação. A variação, neste filme, são os pais, neste caso, mães, do mesmo sexo que vivem na liberal Los Angeles. O começo é caricatural, com direito aos clichês da rica Costa Oeste americana ecologicamente correta. A intimidade de Nic e Jules serve para, a princípio criar piadas, mas o tom de humor não se mantém por toda a película. A grande sacada da diretora Lisa Cholodenko, que co-assina o roteiro, é tratar a homossexualidade como mais um fato da vida sem levantar bandeiras e até fazer uma ou outra piada com isso. Mostrar na tela um casal do mesmo sexo como algo corriqueiro é uma excelente tática de aceitação adotada por Cholodenko.

Minhas mães e meu pai foi considerado pelos críticos do Festival de Cinema de Berlim a sensação do evento. Durante a edição deste ano, em fevereiro, o longa levou o prêmio Teddy que é concedido a filmes com temática GLS. A atuação de Annnette Benning, cujo personagem é uma lésbica masculinizada, lhe rendeu a indicação ao Oscar de melhor atriz. O fato da diretora ser homossexual, lhe deu certa liberdade para tratar o assunto como bem queria, fazendo piada com o assunto em alguns momentos ou ignorando o tema em outros. Por exemplo, a certa altura do filme, uma das mães começa a ter um caso amoroso com o pai das crianças. Se um heterossexual tentasse fazer as mesmas cenas em outros filmes, muitos militantes de plantão poderiam taxá-lo como homofóbico.

Peculiaridades

Este é um dos raros casos em que o título brasileiro acaba sendo melhor que o original. “As crianças estão bem” não traduz com tanta precisão a trama do longa como o nome em português. Ao contrário das maioria das comédias nacionais ou estrangeiras, as personagens retratadas no filme são mais do que simples esteriótipos maniqueístas que ou são pretos ou são brancos, nunca cinzas. Nesta trama, são retratados seres humanos que lidam com problemas e sentimentos contraditórios.


Boa atuação de Annette Benning lhe rendeu a indicação ao Oscar

Nic e Jules são mães compreensivas que nunca realmente entende seus filhos. Laser é um garoto exemplar que gosta de esportes, mas tem péssimas companhias. Joni vai para uma faculdade de prestígio, mas tem dúvidas sobre o amor. Já Paul é um pai ausente que se viu nesta condição por força das circunstâncias, mas pretende recuperar o tempo perdido apesar da resistência das mães. O personagem de Mark Ruffalo é o elemento desestabilizador da trama, mas passa longe do rótulo de vilão, pois, neste filme, como na vida, não existe alguém totalmente bom ou mau, nem totalmente certo ou errado e, no caso da personagem de Julianne Moore, nem totalmente lésbica, nem totalmente hetero.

Nicolas Cage em um thriller sobrenatural que se passa na Europa medieval do século 14

Publicado em 28 de janeiro do 2011

Película mostra Nicolas Cage ao lado do ator Ron Pearlman em locações como os Alpes austríacos e as belas paisagens da Hungria


A peste negra assolou o continente europeu durante a Baixa Idade Média. Pesquisadores calculam que, durante a epidemia, morreram de 25 a 75 milhões de pessoas em decorrência da doença. Naquela época, quando o conhecimento científico inexistia e a palavra da Igreja era lei, acreditava-se que a peste seria ou um castigo de Deus ou uma praga do Diabo. As bruxas, consideradas principais ferramentas do tinhoso na terra, eram culpadas pelas mortes em decorrência da peste e eram mortas após longos julgamentos torturantes. Seus aliados, os gatos, também eram mortos aos montes pelos crentes na esperança de conseguir assim alguma graça divina. Sabe-se hoje que a peste bubônica é transmitida pela pulga do rato e que a matança de gatos, caçadores naturais de ratos, fez com que a população desses roedores aumentasse, contribuindo para a disseminação da peste.

Para assistir o novo filme de Nicolas Cage, esqueça a explicação científica desta parte da História. Em Caça às bruxas (Season of the Witch - 2011), as bruxas existem sim e são poderosas. Behmen (Nicolas Cage) é um cavaleiro que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, perdeu algumas batalhas, muitos amigos e até a fé. De volta à sua terra natal, ele encontra uma Europa devastada pela fome e a peste negra. Neste cenário de destruição ele se une a um grupo de guerreiros encarregados de levar uma garota, suspeita de ser bruxa e de causar a peste, para um monastério distante. Não leva muito tempo até que o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais e que eles estão prestes a enfrentar um mal além da sua compreensão.

Diferente do papel interpretado por Nicolas Cage em Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas - 1995) que lhe rendeu um Oscar, o personagem Behmen é um mais raso e dá muita porrada. É claro que o cavaleiro tem um passado de sofrimento para combinar com a cara de coitadinho de Cage, mas nada muito além disso. Sobre a escolha de papéis que o ator americano faz ao longo de sua carreira, o New York Times comentou que “desde que ganhou o Oscar por Despedida em Las Vegas, Cage tem, aparentemente, escolhido papéis jogando dados”.

Um dos motivos do ator aceitar interpretar o cavaleiro cansado da guerra foi a mudança de cenários. Das sufocantes e claustrofóbicas locações de “Vício frenético”, Cage passou às extensas paisagens dos Alpes.

Animação ecológica conta a história de uma tartaruga marinha desde 1959 até 2009

Publicado em 28 de janeiro de 2011

“As aventuras de Sammy”, exibido em 3D faz parecer que a vida marinha está ao alcance das mãos do expectador

As aventuras de Sammy” (Sammy's avonturen: De geheime doorgang - 2010) não é uma produção Disney Pixar, porém suas imagens e movimentação são tão boas quanto o que é produzido pelo estúdio americano. Este filme, produzido na Bélgica mostra a vida de uma tartaruguinha fofinha desde seu nascimento em 1959 até a sua maturidade em 2009. Uma jornada épica de 50 anos.

Sammy luta contra seus predadores naturais no oceano, mas o principal vilão desta história é op comportamento humano e  seu descaso com meio ambiente. Além de fugir de tubarões famintos, a tartaruguinha, que não é ninja, tem que se livrar de embalagens plásticas, evitar redes de pescadores, conviver com entulho jogado ilegalmente no mar e vazamentos de petróleo.

A linguagem escolhida para tratar de todas estas questões importantíssimas para a sobrevivência não só da vida marinha, mas também da raça humana foi a mais simples e direta possível. A fim de cativar as novas audiências para questões ecológicas, os roteiristas e diretores da animação decidiram não complicar. Portanto, na tela, a narrativa diz: uma tartaruga nasce assim, come isso, tem que enfrentar aquilo e isto é o que o ser humano pode fazer para ajudá-la a sobreviver. Em um ponto do filme, Sammy diz, literalmente para a platéia que as pessoas deveriam ser mais conscientes em relação ao meio-ambiente e que as tartarugas marinhas precisam delas para sobreviver.

Apesar de talvez garantir a atenção dos mais novos, a história simples de As aventuras de Sammy tende a dispersar os mais velhos que geralmente acompanham as crianças nas salas de projeção. Aliás, a animação carece do charme e do humor que tanto crianças quanto não-crianças gostam e procuram em desenhos animados.

É claro que o filme consegue fazer com que muitos adultos se sintam culpados por pertencer à raça humana. Porém, isto é uma das boas qualidades da película. Formar audiências conscientes e transformar pessoas indiferentes só pode ser uma coisa boa.

Outra coisa boa do filme é a escolha da tecnologia 3D - o que torna o filme interessante para todas as idades. As inúmeras cenas de ação são bem executadas. Por isso, colocar os óculos especiais, sentar-se no escuro e enganar o cérebro fazendo-o acreditar que a vida marinha está ao alcance das mãos e que seu corpo está se movendo é sempre divertido, independente do tamanho da criança.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Música preciosa no Canto de Ouro

Publicada em 27 de janeiro de 2011

Festival segue programação com apresentação do terceiro elenco formado pelos artistas goianos Milla Tulli, Grace Venturini, Darwinson e Senhor Blan Chu

Esta é a terceira semana de shows do festival Goiânia Canto de Ouro. Ao todo são 13 semanas de música que envolvem 65 instrumentistas e 68 cantores que resultam em nada menos do que 58 atrações diferentes. A programação que começou no último dia 13 só acaba em 16 de abril. Desde sua primeira edição, o evento tem como objetivo aproveitar a diversidade cultural dos artistas do Estado de Goiás e, ao mesmo tempo, oferecer atrações de qualidade para quem fica na Capital no período de férias.

Para este elenco foram escalados os cantores Milla Tulli, Grace Venturini e Darwinson, além da banda Senhor Blan Chu, cujos discípulos, nesta temporada, são os músicos Du Oliveira (compositor e cantor), Nonato Mendes (arranjador e contra-baixista) e Sérgio Pato (percussionista). A banda de apoio, que também será acompanhada pelos instrumentistas do Senhor Blan Chu, é composta por Guilherme Santana, Emídio Queiroz e William Cândido e a direção musical fica por conta de Nonato.

Darwinson



Darwinson: trabalho marcado pela grande diversidade de ritmos e sons


O cantor e compositor goiano Darwinson é filho de Darci Silva, a Rainha do Rádio em 1964. Desde muito cedo, ele teve uma grande influência musical em sua formação. Autodidata, ele se apresenta em shows e casas noturnas de vários estados do Brasil desde 1985. Ex-acadêmico da Faculdade de Sociologia da UFG, seu interesse pelas questões sociais e filosóficas se reflete em suas letras e na brasilidade de sua música.
O trabalho do cantor é marcado pela diversidade de ritmos e sons e falade temas urbanos e existenciais. Fundido à MPB, baião, samba, bossa nova, funk afoxé, blues e muitos outros gêneros são explorados por Darwinson. Desde de 2006, o músico se apresenta com um instrumento criado por ele e apelidado de contra-baixolão. Dessa forma, Darwinson explora efeitos e timbres diferentes e mostra um som exclusivo com novidades nos arranjos e ritmos.

Grace Venturini

Grace Venturini: teve acesso ainda menina à diversos ícones da música

Assim como Darwinson, Grace Venturini teve acesso à música ainda muito cedo. Ouvindo discos do baú da família, Grace aprendeu muito com diversos ícones da música brasileira e mundial. Na adolescência, aprimorou suas habilidades estudando em um conservatório de música e se apresentando em bares de Goiânia, do interior e de Brasília. Seu primeiro single foi gravado em 1999 e seu primeiro álbum foi lançado em 2004. O terceiro CD já saiu no ano seguinte e o disco mais recente foi lançado em 2007. Este último, Pra ser feliz, contém 14 faixas com gravações de sucessos nacionais e internacionais, além de músicas autorais.

Milla Tulli
Milla Tulli: integra a efervescente cena independente da nova MPB

Cantora desde a adolescência, Milla Tulli integra a cena independente da nova música popular goiana. Seu estilo é caracterizado pela pluralidade rítmica e harmônica e pela fuga do óbvio. Milla, com sete anos de carreira, se mostra fiel ao tom intimista e mágico de sua música. Em meados de 2009, a cantora gravou seu primeiro CD solo. Em seu primeiro trabalho, a artista usou a independência musical que tinha e o resultado foi um trabalho autoral que demonstra a verdadeira identidade musical da cantora.

Nascida em novembro de 1987, em Goiânia, Ludmilla Gomes Rodrigues, ainda criança, participou de corais de escolas e igrejas, onde aprendeu suas primeiras melodias. Aos 13 anos, formou uma banda de garagem com os amigos na qual Milla usava o violão ganhado do avô para compor e tocar sem muita pretensão ou ambição. Um ano mais tarde, Milla se aventurou pelos palcos da noite goiana no formato voz e violão. A partir daí, a cantora se dedicou à MPB e, em 2005 formou a banda Libertária para tocar composições próprias que misturavam samba, jazz e folk.

Senhor Blan Chu
Senhor Blanchu é um personagem criado pelo vocalista Du Oliveira

O lançamento do primeiro CD desta banda se deu em 2001, no Teatro de Pirinópolis. Para acompanhar o álbum, um revista de nome Cendal de pensamentos do Sr. Baln Chu contém uma biografia não autorizada do Senhor Blan Chu, além de pérolas do pensamento blanchuísta. Isso tudo para mostrar que, mais do que uma banda, Senhor Blan Chu é uma persona.

As composições da banda utilizam uma fusão de elementos da música tradicional como a catira, a folia de reis, o maracatu, o xote, o baião, o samba, a bossa nova, da moderna MPB, além de elementos rítmicos não brasileiros, como a salsa, o reggae, o jazz, o blues, o rock, o funk. Neste show, o Senhor Blan Chu apresenta cinco músicas inéditas que compõe o álbum que ainda será lançado no segundo semestre deste ano com o longo título Fohiprocksamblanchu.


Goiânia Canto de Ouro
Quando: Hoje, amanhã e sábado, a partir das 21h
Onde: Teatro do Centro Cultural Goiânia Ouro – Rua 3, esq. c/ Rua 9 – Centro
Ingressos: R$ 12,00 (inteira) / R$ 6,00 (meia)
Informações: 3524-2541 / 3524-2542

Jornalistas lançam livro sobre II Guerra Mundial

Publicada em 27 de janeiro de 2011

As jovens jornalistas formadas na Faculdade ALFA, Belisa Monteiro, Dérika Kayra e Letícia Santana lançam amanhã o livro Lembrança da luta, no Instituto Casa Brasil de Cultura. A obra, beneficiada pela Lei Goyazes de Incentivo à Cultura, traz relatos de pracinhas (ex-combatentes brasileiros) que participaram da Segunda Guerra Mundial, além dos depoimentos de seus familiares, o testemunho da 1ª enfermeira brasileira voluntária na guerra.


Dérika Kyara, Letícia Santana, e Belisa Monteiro lançam livro Lembrança da luta, no Instituto Casa Brasil de Cultura

As autoras lançam mão das ferramentas do jornalismo literário para compor as narrativas do livro. Dessa forma, as jornalistas transportam o leitor para dentro dos acontecimentos e as lembranças dos pracinhas e elas podem ser experimentadas de forma mais intensa do que o que é usual no jornalismo diário. A convocação, a despedida da família, o desconforto dos navios, o contato com os italianos, os feridos, os amores da guerra, o dia-a-dia no litoral e o retorno ao lar são relatados no livro. Quem são esses combatentes, o que fazem e como ficou a vida no pós-guerra são questões que as autoras tentam abordar nas entrelinhas da obra. No dia do lançamento, estarão presentes ex-combatentes de guerra e seus familiares.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A arte da solidariedade

Publicada em 26 de janeiro de 2011

Festa-show com duas bandas e três DJs traz diversão para os goianienses e leva doações para as vítimas das enchentes do Rio de Janeiro

Fazendo Jus! é um projeto solidário, no qual os músicos que participam dele não ganham dinheiro com isso e os organizadores também não tem nenhum retorno financeiro com o evento. Esta primeira edição que acontece no Club Fiction terá toda a sua renda encaminhada às vítimas das enchentes do Rio de Janeiro. As outras edições ainda não foram programadas, mas também se realizarão na Fiction e serão igualmente beneficentes, porém os beneficiados serão outros necessitados. O projeto foi idealizado e produzido pelo DJ Daniel de Mello, pelo músico Michel Edere e por Roberta Graziani, em parceria com Cristiano Caramaschi (Club Fiction), Pedro Naves (SoFun) e Pafuncio Alencar (P.I.G.). Além da doação em dinheiro feita pela casa, os cariocas também receberão os artigos arrecadados na entrada. Um detalhe: quem levar alimentos, roupas ou produtos de limpeza paga mais barato no ingresso.






Em solidariedade às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro, a banda Chimpanzés de Gaveta é uma das atrações do projeto Fazendo Jus

As atrações da noite são duas bandas e três DJs. Os membros da banda Chimpanzés de Gaveta se descrevem como primatas “degustando samba, soul, funk, rock e mais um cacho de sons que fazem da mistura um adágio circense”. A acidez de suas letras e seus gritos disfarçados de canto se juntam a melodias descompromissadas e a batuques concretos. Já a banda Black Fuzzion se classifica como um trio de funk-jazz. Formado em 2008, entre as principais influências da banda estão grandes nomes da música negra como Sun Ra, Funkadelic, James Brown, The Meters e Spacewayas Incorporated.




DJ Daniel de Mello promete muito samba, samba-rock e black music

Ainda na pegada black, o DJ Daniel de Mello atua na capital e no interior com um repertório que traz o melhor do samba, samba-rock e da black music. Daniel pretende surpreender quem estiver na pista de dança mesclando os estilos e fazendo com que cada apresentação seja única. Já Ângelo Martorell é o DJ que encabeça o projeto Discompasso em Goiânia. Representante do selo Royal Soul Records no Centro-Oeste, Ângelo é um dos DJs mais atuantes no cenário goianense e seu set é bastante versátil. De todos os três, Pedro Faust é o DJ que está há menos tempo na ativa. Mas, apesar do pouco tempo, ele vem se destacando na cena indie por suas mixagens e seu repertório sempre surpreendente.

Força das águas

Segundo o site do jornal O Dia, o número de mortos por causa das chuvas que devastaram seis municípios da região serrana do Rio de Janeiro subiu para 817. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio e a Defesa Civil informaram que 12.821 pessoas estão desabrigadas e se encontram em casa de amigos ou parentes e mais 12.293 que foram acolhidas em abrigos públicos e 513 desaparecidos.

Fazendo Jus! - Festa-show em prol dos desabrigados do Rio de Janeiro
Atrações: Chipanzés de Gaveta, Black Fusion, DJ Ângelo Matorell, DJ Daniel de Mello, DJ Pedro Faust
Quando: Hoje, a partir das 22h
Onde: Club Fiction (Avenida 87, nº 536, Setor Sul)
Ingressos: R$ 10 (para quem levar doações) / R$ 15 (para quem não levar doações)
Informações: 3541-0429 / www.clubfiction.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Diversão colorida

Publicada em 23 de janeiro de 2011

Apesar de não ser um pólo turístico para gays, lésbicas e simpatizantes, Goiânia oferece opções específicas para homossexuais. Aliás a Capital e o Brasil não têm certeza de quantas pessoas formam seu público GLS, pois o Censo não teve em seu questionário qual a orientação sexual dos entrevistados. O último estudo é de 1948

De acordo com o estudo da Câmara de Comércio GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) do Brasil, a fatia do mercado formada pelos componentes da colorida sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) costuma ter uma renda 30% maior do que a dos casais heteros. O estudo também aponta que, além de possuir mais dinheiro, este grupo tão diverso geralmente não tem filhos e a preocupação de construir um patrimônio para deixar aos seus descendentes quase não existe, fazendo com que todos os seus rendimentos sejam gastos em benefício próprio. Dessa forma, a capacidade de consumo dos LGBTs é geralmente maior do que a dos heterossexuais, independente da classe social a que pertençam. Isso quer dizer, por exemplo, que a probabilidade de uma lésbica pedir uma porção de batatas para acompanhar a cerveja em um bar é maior porque ela certamente não precisa usar a grana extra para comprar fraldas.

O jornalista Léo Mendes e diretor-executivo da Associação Goiana de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AGLT) afirma que os não-heteros costumam consumir mais lazer e cultura. “Há uma preferência por restaurantes, bares, cinemas e bens semiduráveis, mesmo se forem de classe média ou baixa”, explica. Léo acredita que este público não costuma ir a qualquer lugar por preferir estabelecimentos nos quais se sintam mais à vontade e tenham liberdade de expressar sua homoafetividade. Bares e boates que se intitulam como GLS são lugares onde gays, lésbicas e simpatizantes são bem-vindos e nos quais pessoas do mesmo sexo podem beijar na boca sem causar escândalos, olhos arregalados ou dedos apontados. Já outros estabelecimentos que não se classificam com esta sigla podem acabar virando um ponto de encontro GLS mesmo sem qualquer ação empresarial voltada para este público. Neste locais, a discrição é mais imperativa e, às vezes, um simples andar de mãos dadas pode acabar virando motivo de repressão de seguranças e de freqüentadores heteros.

O Banana Shopping é um estabelecimento que, com o passar dos anos, foi sendo apropriado pelo público GLS por se encontrar instalado em frente à sauna Très Chic que tem como clientes homens homossexuais. Naturalmente, a clientela da sauna passou a passear pela praça de lazer e alimentação do shopping e a porcentagem de freqüentadores primeiro de gays e depois de lésbicas, aumentou gradativamente. Basta dar uma volta pela internet para descobrir que o Banana Shopping já foi palco de discussões e agressões envolvendo os seguranças do shopping e casais gays que ousaram demonstrar algum tipo de afeto em público. Marco Aurélio de Oliveira, coordenador do Ipê Rosa, uma ONG goiana voltada para a defesa dos direitos do público LGBT, afirmou que vários levantes já foram feitos no shopping por causa da repressão dos seguranças e que hoje a relação entre os guardas e o público GLS é de tolerância e respeito, sem perseguição. Apesar da direção do estabelecimento ter dispensado os seguranças mais truculentos, a plaquinha que descreve o “ato obsceno” como um crime federal continua pregada na parede do shopping.

E para elas?

A proprietária da sauna Très Chic, Mariana Brandão de Castro acredita que Goiânia não apresenta muitas opções para eles e quase nenhuma para elas. “A vida noturna goianiense é muito fraca, principalmente para as mulheres, que ficam ainda mais limitadas”, reclama Mariana. Segundo ela, a maior parte das opções GLS é voltada para homens e as lésbicas não possuem muitos locais em que possam se sentir à vontade. O Acapulco Bar é um lugar bastante procurado pelas mulheres que se encaixam na descrição da letra “L” da sigla LGBT. Segundo uma funcionária do bar, o estabelecimento é GLS onde todos são bem-vindos, mas a noite de sexta-feira é dominada por elas. Muitos gays e simpatizantes costumam ir ao bar, mas a maioria concorda em classificar o Acapulco como um lugar mais lésbico.

Se as “Ls” da sigla não têm muitas opções, as “Ts” têm menos ainda. Beth Fernandes, coordenadora geral do Fórum de Transexuais de Goiânia e psicóloga da Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), os points GLS não funcionam muito bem para as travestis e as transexuais. As saunas gays, por exemplo, não admitem a entrada delas. Já nas boates gays, de acordo com Beth, elas não se sentem muito à vontade a não ser quando acontecem festas e eventos criados especialmente para elas. A psicóloga ainda explica que, como a classe média alta não costuma tolerar a presença delas em seus bares e boates, as travestis costumam procurar diversão na periferia da cidade, como no bar Feirão do Chopp, em frente à Estação Cascavel do Eixo Anhangüera. Enquanto nenhum empresário goianiense se arrisca a fazer uma casa noturna voltada para este público ansioso em gastar seus cifrões para se entreter, Beth aposta em promover eventos, festas e feiras voltados para elas. Além disso, desenvolver discussões relacionadas a este público-alvo e aos outros GLS em faculdades de turismo pode abrir os olhos dos futuros profissionais para este mercado faminto por diversão e arte.




Porcentagens

Em uma discussão sobre os points GLS de Goiânia no site de relacionamentos Orkut, o músico Rodrigo Feoli afirmou que os GLS estão em todos os lugares: “Tem gay na sua cidade, (…) tem gay em gueto gay, tem gay em toda igreja, tem gay em todo esporte, (…) tem gay na arte, tem gay na prisão, tem gay no governo, tem gay na escola, (...) tem gay na balada, tem gay no seu trabalho, tem gay na sua família, provavelmente tem gay na sua casa, alguns já tiveram um (uns) na cama e alguns ainda têm. (…) tem gay na internet, tem gay no mundo (e), se existisse outro mundo habitado por gente, lá teria gay também”, escreveu ele. É certo que os homossexuais e não-héteros estão por toda parte, mas ninguém parece saber a quantia exata desta barulhenta parcela da população brasileira.

O coordenador da ONG Ipê Rosa revelou que o poder público e outras organizações não governamentais presumem que de 10 a 12 % da população seja homossexual. O problema é que estes dados foram apurados pelo estudioso americano Alfred Kinsey em 1948. Por mais valiosa e revolucionária que seja sua pesquisa ela está defasada, não inclui travestis e transexuais e não reflete a realidade do Brasil e muito menos de Goiânia. O Censo, que quantifica e qualifica a população brasileira e que é feito a cada dez anos, se esqueceu de perguntar em 2010 qual a orientação sexual dos entrevistados. A única preocupação estatal foi saber, em caso de união estável, se o companheiro seria do mesmo sexo ou não. A pergunta é: como pode o poder público desenvolver políticas sérias de proteção a estes brasileiros se ninguém sabe ao certo quantos deles existem no Brasil?

Bares
Acapulco Bar (GLS) - Avenida Araguaia, nº 879, Setor Central / Fone: 3212-2899
Athena Bar (GLS) - Avenida Tocantins, esquina com Rua 01, Setor Central / Fone: 3223-8366
Bate Papo Bar (Simpatizante) - Rua 3, Centro

Boates e locais de eventos
Bar e Boate Feirão do Chopp - Av. Anhanguera, em frente à Estação Cascavel do Eixo Anhangüera
Diesel Lounge (GLS) - Rua 5, nº 1169, Setor Oeste / Fone: 3215-2307 / Site: www.diselbrasil.com.br
Chácara Sol Nascente (GLS) - Avenida Eurico Viana, nº 4820, Setor das Mansões Goianas / 3210-7664 / 8416-4636 / 9607-3351
El Club (Simpatizante) - Rua 115, nº 1038, Setor Sul / Fone: 3645-4832 / Site: www.elclub.com.br
Metrópolis (Simpatizante) – Avenida 83, nº 372, Setor Sul / email: metropolisretro@gmail.com
The Pub (GLS) - Rua 52, nº 219, Jardim Goiás / Fone: 3281-4308 / Site: www.thepubgyn.com.br
Total Flex (GLS) - Avenida República do Líbano, nº 1.742, Setor Oeste / Fone: 3123-3656

Cinemas pornôs
Cine Santa Maria - Rua 24, 693, Setor Central
Cine Astor - Rua 9, nº 240, Setor Central / Fone: 3223-2639

Parques
Bosque dos Buritis - Avenida Assis Chateaubriand, esquina com Rua 1, Setor Oeste
Parque Vaca Brava - Avenida T-10, Setor Bueno
Parque Mutirama – Avenida Araguaia, em frente ao Parque Mutirama, Setor Central

Saunas
Sauna Très Chic - Rua 21, nº 71, Setor Central / Fone: 3212-0573
Termas Botafogo - Alameda Botafogo, nº 42, Setor Central / Fone: 3941-2062

Shoppings
Banana Shopping – Rua 3, esquina com Avenida Araguaia, Setor Central

Turista prevenido e saudável

Publicada em 23 de janeiro de 2011

Antes arrumar as malas e viajar é importante saber se você está bem o bastante para colocar o pé na estrada

A prevenção da trombose venosa profunda, que pode ocorrer em viagens longas de automóvel ou avião, é alvo da medicina do viajante


Turista precavido sempre faz um check list antes de sair de casa e por o pé na estrada. Porém, pior do que descobrir que esqueceu a escova de dentes é ter que interromper uma viagem de negócios ou de lazer para correr ao o hospital ou curandeiro mais próximo por causa de algum contratempo relacionado à saúde. Porém, não vá pensando que colocar uma aspirina na necessaire vai resolver todos os problemas que possam aparecer. Fazer um check up antes de viajar e consultar um profissional especializado em medicina podem evitar complicações mais graves que, em casos extremos podem resultar até em óbito.

Muita calma nesta hora. Não é preciso entrar em pânico nem virar hipocondríaco só porque o nome da Dona Morte foi mencionado aqui em cima. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, de 20 a 70% dos viajantes apresentam algum problema de saúde, principalmente relacionados com diarréia – o que não é tão grave se tratada corretamente. As doenças infecciosas também não estão tão presentes e representam de 1 a 3% das mortes entre os viajantes. Além disso, apenas de 1 a 5% dos turistas procuram assistência médica em viagens internacionais.

O médico infectologista especializado em medicina do viajante do Hospital 9 de Julho de São Paulo, Dr. Gustavo Johanson, afirma que todo turista deve estar em dia não só com o check up, mas também com as vacinas. "Infelizmente, a maioria das pessoas desconhece essa área da medicina e não procura assistência médica. Isso talvez deva ocorrer por ignorar os riscos reais aos quais estará submetido e ou por desconhecimento de serviços de orientação de saúde do viajante", argumenta o doutor.
O turista precavido que procura esta especialidade é, primeiramente, submetido a uma triagem pela qual são obtidas informações como itinerário, tempo de estada, tipo de viagem, histórico de saúde e de vacinação. A partir daí, o médico pode fazer um programa preventivo para fornecer orientações e indicar as vacinas recomendadas de acordo com o destino do viajante. A prevenção de doenças tropicais também é tratada com bastante atenção, pois países em desenvolvimento da faixa tropical do planeta (Brasil incluso nesta lista) são os que oferecem maiores riscos de doenças adquiridas, na maior parte das vezes, pela ingestão de água e alimentos contaminados.

Orientações gerais

Para fora do país, o mais indicado é levar os medicamentos habituais na bagagem de mão. Analgésicos, antitérmicos e antialérgicos podem ser carregados, desde que estejam acompanhados da prescrição médica em inglês que pode ser feita pelo médico da família, desde que este profissional seja bilíngue, claro.

Para evitar picadas de insetos, resta escolher roupas que cobram a maior parte do corpo e usar cremes repelentes, mosquiteiros e sprays inseticidas nos ambientes. Muitas doenças como malária, febre amarela, dengue, doença de chagas e doença do sono são transmitidas por insetos. Algumas podem ser evitadas com a vacinação enquanto outras não.

Precauções em relação à água e alimentos ainda são as melhores formas de se evitar diarréias. Dê preferência às águas engarrafadas de procedência confiável. Quando isto não for possível beba água fervida ou tratada com produtos químicos específicos para isso a base de iodo e cloro. Os alimentos crus devem ser evitados, os cozidos e assados devem estar bem-passados e os enlatados consumidos assim que abertos.

VACINE-SE
Confira algumas vacinas a serem tomadas e em quais lugares são mais indicadas. É importante procurar um serviço de medicina do viajante para esclarecer como se imunizar antes da viajem. Agências de turismo e embaixadas podem ser uma boa fonte para este tipo de informação.

Febre Amarela
Brasil (Maranhão, Minas Gerais, Bahia, sudoeste do Paraná, oeste de São Paulo e regiões Norte e Centro-Oeste), países da África e América do Sul, alguns países da Ásia e da Europa

Febre tifóide
Países da África e do sudoeste asiático

Hepatite A
Países da África, Ásia e América Latina com exceção do Chile e da Argentina

Poliomelite
Angola, Índia, Bangladesh, Timor Leste e Paquistão

Sarampo
Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Coréia, Paquistão, Filipinas, Venezuela, República Dominicana e Haiti

Adoeça e faça novos amigos

Publicada em 23 de janeiro de 2011

Ele diz que mora na Terra, mais precisamente em Wasshington, nos Estados Unidos. Seu nome é Hubert Cumberdink, ele viaja para caramba e, para ele, estar em trânsito é a única forma de se sentir conectado a todas as pessoas do planeta. Hubert, que já visitou a maioria dos países do globo, com exceção de grande parte da África, agora está em Goiânia a trabalho. Como um turista radical que não acredita em medicina preventiva, o americano não tem medo de beber a água local, de comer a comida típica ou de namorar as pessoas nativas.

Em relação a sua saúde, Hubert acredita ser muito importante não se vacinar. Segundo ele, ao tentar nos fazer imunes à doenças, acabamos por fortalecer as bactérias e os vírus causadoras de doenças. Suas inúmeras viagens o expõem a um leque de doenças de forma que seu corpo naturalmente constrói as defesas necessárias e, em compensação, Hubert diz ser mais forte que a maioria das pessoas dos países que visita.

“Enquanto os goianienses apenas tem anticorpos inerentes a Goiânia, Eu tenho um exército completo de anticorpos que podem derrotar todas as doenças independente de onde eu esteja”, explica ele. Obviamente, durante suas viagens, Hubert adoece bastante, mas ele se mantém firme a sua convicção que, apesar de fortalecer sua fibra moral, muitas vezes castiga seu corpo com doenças como tuberculose e dengue.

De fato, ficar doente pode ser uma forma de fortalecer os laços com companheiros de viagem e até fazer novos amigos em outros países. Hubert conta que uma vez estava caminhando pela Índia com dois colegas e, durante um pedaço de estrada deserto, se sentiu muito mal por causa de uma diarréia. Por sorte, uma família de fazendeiros locais acolheu o grupo em sua casa e reidratou Hubert com chá. Apesar de se recuperar em quatro dias, os três turistas acabaram por passar duas semanas inteiras com a família indiana.

Graças a um desarranjo intestinal, provavelmente causado por intoxicação alimentar ou água contaminada, hoje Hubert sabe muito mais sobre colheita de milho, consegue assar o pão indiano roti e sabe fazer uma sopa típica da Índia, o dahl. O americano diz que ainda se comunica com a família de fazendeiros e o convite para visitá-lo nos Estados Unidos continua de pé. Hubert ainda diz que “a doença é parte da experiência e, muitas vezes, acaba por levar a uma conexão cheia de significados”, além de fortalecer amizades. Quando perguntado se ele se vacinou antes de vir para o Brasil, Hubert é enfático; “vacinas é para pessoas que tem medo do mundo”. Você concorda?

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mais promessas

Publicada em 21 de janeiro de 2011

O Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) abriu suas portas enferrujadas excepcionalmente para receber o Goyaz Festival. Depois deste evento, ainda no mês de fevereiro, a intenção é fazer uma reforma para sanar muitos problemas estruturais e outros tantos de má conservação. Segundo Nasr Chaul, presidente do Comitê Gestor do CCON, vários shows já estão sendo pré-agendados para o segundo semestre deste ano, mas, até lá, nem um acorde poderá ser dado no Palácio da Música do complexo. Agora é esperar para ver se as obras realmente começam e terminam no período divulgado ou se esta notícia será mais um compromisso vazio a entrar no rosário de promessas não cumpridas do poder público em relação ao abandonado, sub-utilizado e longínquo Niemeyer.

Dobradinha especial

Publicada em 21 de janeiro de 2011

Grupo carioca Paraphernárlia e os argentinos do Tanghetto sobem ao palco hoje na Quinta edição do Goyaz Festival - Mostra de Música Instrumental 

Duas bandas animam a hoje o Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). A carioca Paraphernárlia e a argentina Tanghetto sobem ao palco do Palácio da Música munidos de vários instrumentos, experimentalismo e novidades. Amanhã o show é do violoncelista Jaques Morelenbaum, seguido pelo violonista Yamandú Costa. Esta edição do festival já trouxe o trombonista Itacyr “Bocato” Júnior na última quarta-feira, além do percussionista Marco Lobo e do pianista César Camargo Mariano na noite de ontem.

Na outras quatro edições realizadas, já passaram pelo Goyaz Festival grandes artistas do jazz e da música instrumental como João Donato, Paulo Moura, Duofel, Guinga, Leo Gandelman, SambaJazz Trio, Ricardo Silveira, Libertango, Pife Moderno, Hamilton Pinheiro e Toninho Horta. Esta programação recheada de grandes nomes da música instrumental faz com que o festival ganhe, a cada nova edição, mais expressão e importância no cenário nacional.

Tanghetto

Esta banda argentina liderada por Max Masri (sintetizadores e programação) e por Diego S. Velázquez (guitarras) foi formada em 2001. O nome, uma aglutinação dos termos “tango” e “ghetto”, foi inspirado nas “pequenas argentinas”, comunidades formadas por argentinos que vivem fora de seu país natal. No meio da década de 1990, Masri retornou a Buenos Aires da Alemanha e trouxe na bagagem a ideia de criar uma nova linguagem musical misturando o tradicional tango a outras sonoridades modernas. Em 1998, o músico se juntou a Velázquez e ambos gravaram e produziram suas primeiras faixas de eletrotango. Mais tarde, em 2001, eles finalmente adotaram o nome Tanghetto para produzir e gravar composições próprias.

A formação atual da banda é composta por seis integrantes: Federico Vázquez (bandoneón), Antonio Boyadjian (piano), Chao Xu (violoncelo e erhu – um instrumento de cordas chinês) e Daniel Corrado (bateria acústica e elétrica), além de Max Masri e Diego S. Velázquez. O álbum de estréia foi o conceitual Emigrate, lançado em 2003. O CD conta como a Argentina, que começou sua história como uma país de imigrantes, se tornou um país de emigrantes nos tempos atuais. O álbum alcançou o Disco de Ouro em 2005 e foi nominado ao Grammy Latino no ano anterior.

A partir daí, o grupo aumentou o número de suas apresentações ao vivo e se sofisticaram. Eles chegaram a se apresentar para um público composto por mais de 15 mil pessoas em um festival argentino. As apresentações internacionais começaram em 2005, com shows na Europa, Estados Unidos e México A discografia do grupo é composta por sete álbuns e um DVD ao vivo. Seu último disco, de 2009, é uma mistura entre o que pode ser apreciado apenas se ouvindo ou dançando e um balanço perfeito entre o acústico e o eletrônico. O tango ainda reina, mas a leitura é inovadora. O destaque fica para o cover de Fake plastic trees do Radiohead.

Paraphernália

Esta banda carioca, assim como o Tanghetto, também foi criada no ano de 2001. Novamente, dois amigos instrumentistas foram os idealizadores do projeto: Bernardo Bosisio (Guitarra) e Alberto Continentino (baixo). A proposta também era inovar o cenário da música instrumental com um grupo que reunisse suas experiências musicais individuais em torno de um novo pensamento que produzisse uma música instrumental não convencional. Mas as coincidências acabam aqui. Ao invés de se dedicar apenas a um estilo, o Paraphernália passeia pelo universo de referências sonoras dos anos 1960, 1970 e 1980 que se misturam com a música moderna atual. Os outros integrantes que completa o octeto são: Donatinho (teclados), Renato Massa (bateria), Joca Perpignan (percussão), Felipe Pinaud (Flauta), Marlom Sette (trombone) e Leandro Joaquim (trompete).

O som do grupo vai do jazz ao rock, passando pelo experimentalismo e por ritmos africanos e latinos. Teclados analógicos e antigos pianos elétricos acompanham guitarras psicodélicas para compor uma trilha sonora imaginária de seriados de TV e filmes policiais antigos que nunca existiram. Seu primeiro álbum já está gravado, foi totalmente produzido com recursos da própria banda e espera o fechamento de um contrato com a gravadora Pimba (selo alternativo da Dubas) para ser lançado. No show, em Goiânia, o octeto toca músicas autorais como Palhaço Birico, A fúria do dragão 2 e Nu flava.

Jaques Morelenbaum

O instrumentista, violoncelista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor Jaques Morenlenbaum é filho de um maestro e de uma professora de piano. Criado em um ambiente que transpirava música, ele tem uma irmã clarinetista e um irmão que é maestro, instrumentista e arranjador. Sua carreira musical começou ao integrar o grupo A Barca do Sol. Com a Nova Banda, atuou ao lado de Tom Jobim por uma década em espetáculos e gravações que os levou ao Grammy com o CD Antônio Brasileiro.

Em 1995, integrou o Quarteto Jobim Morelenbaum e se apresentou pelo Brasil e pelo mundo ao lado da cantora Paula Morenlenbaum, sua cunhada, e do renomado pianista e compositor japonês Ryiichi Sakamoto formou o grupo M2S e gravou projetos como Casa (gravado na casa de Tom Jobim em 2002) e A day in New York. Como arranjador, atuou ao lado do já citado Tom Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Ivan Linsm Barão Vermelho e Skank. No álbum Piazzollando, gravado em homenagem a Piazzolla, ele foi instrumentista, regente e produtor musical.

Jaques também compôs várias trilhas para o filmes e chegou a aparecer no fiolme Fale com ela (Hable con ella - 2002) de Pedro Almodovar acompanhando Caetano Veloso. O nome de Jaques aparece em trilhas como Central do Brasil (1998), pelo qual recebeu o Prêmio Sharp, e O quatrilho (1995).

Yamandú Costa

O nome deste violonista de 30 anos pode não parecer tão estranhos para alguns devido a suas aparições na TV, em especial, no Programa do Jô. Suas interpretaçõe performáticas são dignas de serem vistas e não apenas ouvidas. Com um jeitinho de gênio  indomável, ele interpreta vários estilos como choro, bossa, tangos e ritmos típicos do Sul do Brasil.

Sua discografia abarca 14 álbuns gravados entre 1999 e 2010. Em Lida de 2007, Yamandú buscou inspiração na literatura gaúcha para compor dez das 12 faixas do disco que aborda um tema regional de forma universal. Seu último disco, Yamandú Valter, ele se juntou ao violonista carioca Valter Silva que é 40 anos mais velho que ele. Nele, Valter acompanha e improvisa ao lado do jovem violonista que interpreta pérolas do repertório de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Canhoto da Paraíba e outros compositores brasileiros.

5º Goyaz Festival
Hoje: Tanghetto / Parapernália
Amanhã: Jaques Morelenbaum / Yamandu Costa
Horário: Sempre a partir das 21h
Onde: Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) – GO 020, Km 0, saída para Bela Vista
Ingressos: Entrada franca, no máximo dois por pessoa
Pontos de retirada: Museu de Arte Contemporânea do CCON / Pop House (Avenida Couto Magalhães, nº 338, Setor Pedro Ludovico) / Glória Bar e Restaurante (Rua 101, Setor Sul) / Instituto Casa Brasil de Cultura (Rua 29, n.º 186,Setor Central) / American Music (Bougainville e Buena Vista Shopping)
Informações: 3091-7458 / www.goyazfestival.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Noivas em chamas

Publicado em 18 de janeiro de 2011

Fotógrafos inovam os tradicionais álbuns de casamento com as “trash the dress sessions”. As sessões são feitas em locações exóticas, que mostram os recém-casados em momentos de descontração e sem medo de detonar o vestido





Noiva americana ateia fogo no próprio vestido de casamento em uma sessão fotográfica “Trash the dress”

Há muitos que digam que o casamento é o momento ápice na vida de uma mulher. Muitas acreditam nisso e fazem de tudo para que o dia das bodas seja perfeito com os convites impecáveis, a decoração da igreja e da recepção maravilhosas, o buffet delicioso e o vestido de noiva ideal. O noivo também se faz necessário, mas a este relega-se um papel de acessório no dia do casamento e, se ele apresentar qualquer defeitinho após o “sim”, resta à recém-casada aprender a conviver com ele até que a morte ou o divórcio os separem.

O registro do casamento, com o passar do tempo e com os avanços tecnológicos, foi se tornando uma parte cada vez mais importante no dia da noiva. No tempo dos nossos avós, contratava-se um profissional para fazer a foto do casal e a da família. Já nossos pais, além dos fotógrafos, contratava uma equipe de filmagem, que enfia suas câmeras na cara do padre, dos noivos e dos padrinhos registrava o casório e entregava, com o álbum de casamento, uma fita VHS com os melhores momentos da cerimônia e da festa editados ao som do saxofonista americano Kenny G. Hoje, uma noiva hype pode contratar uma assessoria de imprensa para assegurar a divulgação do seu casório na mídia, garantir que um web designer faça um site com todas as informações sobre o seu casamento e, é claro, ter uma equipe fotográfica e de filmagem que façam o registro perfeito da megaprodução matrimonial.

Duas tendências tem agitado o mercado de fotografia de casamentos nos últimos anos. Uma delas é adaptar os princípios do fotojornalismo às tradicionais fotos matrimoniais, substituindo os retratos posados por flagrantes captados em momentos de descontração. A outra tendência é realizar sessões após o dia do casório, em lugares inusitados, com a noiva totalmente à vontade entrando na água, subindo montanha ou rolando na areia sem medo de estragar o vestido. Aliás, estragar o vestido é o objetivo de muitas desses ensaios fotográficos apelidados de trash the dress sessions que, em bom português, quer dizer “sessões detone o vestido”.

Há algo que atrai e, ao mesmo tempo, incomoda em uma bela foto que mostra uma noiva em atitudes que estragam um lindo e caro vestido. Mas, pensando bem, o que fazer com aquele monte de panos, rendas e miçanguinhas depois da festa de casamento? No Brasil, o aluguel de vestidos de noiva e venda de usados são partes de um grande mercado, mas, no Estados Unidos, apenas 10% das noivas alegaram ter comprado um vestido de segunda mão. Lá, um vestido comum custa, em média, $1,8 mil, mas, dependendo do estilista, pode chegar a $10 mil. Uma noiva americana mais nostálgica pode mumificar seu traje por míseros $ 200, enfiá-lo no armário e vê-lo de tempos em tempos quando for tirar o pó dos seus guardados. Porém, melhor do que ter uma múmia branca no closet é ter belas fotos detonando o vestido.

Modismo

A tendência de se detonar o vestido começou em setembro de 2006 com a criação do site www.trashthedress.com do fotógrafo americano Mark Eric, que mostra belas fotos de noivas, acompanhadas dos noivos ou não, na rua, na chuva ou na fazenda, usando seus vestidos sem medo de estraga-los. No Brasil, o fotógrafo Anderson Miranda entrou de cabeça na tendência e possui o site www.trashthedress.com.br. Nele, o brasileiro convida o casal a fazer um “belo ensaio fotográfico depois do casamento, em uma locação exótica”, no Brasil ou no exterior. Miranda ainda completa que o seu “Trash the dress” é para quem já casou e sonha ter fotos inesquecíveis.


O brasileiro Anderson Miranda oferece sessões “Trash the dress” em locações no Brasil e no exterior


Outro fotógrafo americano, John Michael Cooper, de Las Vegas, elevou as sessões de detonação a outro patamar ao publicar o ensaio “Show off” (“Exposição” em tradução livre) em fevereiro de 2006. Sua empresa leva o nome de Altf, a sigla de “Alternative Fucking Photography” que em português, em uma tradução livre, quer dizer “Fotografia Alternativa do C*”. Para esta sessão, o fotógrafo comprou um vestido de noiva no E-Bay por $100 e convidou uma amiga modelo para posar para ele no deserto de Nevada. As fotos num cenário pós-apocalíptico que tinha os escombros de uma mesquita incendiada ao fundo tinham uma atmosfera tão pouco usual e assustadora que logo outras noivas requisitaram imagens similares ao fotógrafo para seus álbuns de casamento. No site de Cooper (www.altf.com), é possível ver noivas pulando na lama, posando de alvo para flechas, noivos segurando uma pá olhando a noiva o porta-malas e até uma noiva em chamas.

Tatuagens e romance


Mike Allebach, fotógrafo da Filadélfia, afirma em seu site (www.allebachphotography.com) que não fotografa gente sem graça. Sua especialidade, segundo ele, é noivas tatuadas e noivos roqueiros. Em setembro deste ano, ele fotografou o casal Minerva e Nabil em uma sessão que envolveu pirofagia, um chicote de fogo e um vestido de noiva em chamas. A noiva Minerva, que nunca tinha tocado em um chicote de fogo, conta que, ao convidar o marido para uma sessão de “detone o vestido” após o casamento, ouviu de Nabil: “isso quer dizer que vamos colocar fogo no seu vestido?”. No início foi um choque para Minerva, mas ela se acostumou tanto com a idéia a ponto de adorá-la e se divertir amuito durante a sessão fotográfica comandada por Allebach em um terreno abandonado. Minerva ateou fogo ao seu vestido enquanto Nabil cuspia fogo.





Mais romantico, o americano Max Wanger suas produz fotos de casamentos em lugares inusitados

Max Wanger (www.maxwanger.com) não coloca fogo em nada nem em ninguém, mas suas fotos de casamento são tão autênticas e românticas que podem derreter os corações mais sensíveis. O fotógrafo também americano acredita que um amor pode durar a vida inteira e ainda continuar leve e dinâmico como suas fotos. As imagens que ela capta com sua câmera mostra casais em cenários amplos em cores alegres e em situações e poses que remetem ao amor eterno declarado no altar. São belíssimas imagens de casais que vale a pena copiar a pose. Resta à noiva apenas encontrar algum fotógrafo que consiga fazer isso no lugar onde mora.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Paulo Coelho banido do Irã

Publicado em 12 de janeiro de 2011

Escritor brasileiro informa sobre proibição dos seus livros pelo ministro da Cultura e da Orientação Islâmica iraniano


Paulo Coelho anunciou em seu blog, na última segunda-feira (10), que a publicação de seus livros foi proibida no Irã pelo ministro da Cultura e da Orientação Islâmica iraniano, assim como qualquer outro livro que tenha o seu nome. Segundo o autor, seus livros são comercializados no país desde 1998 sob a tutela de vários governos e, até agora, já atingiu o número de seis milhões de cópias vendidas. Várias editoras imprimem as obras de Paulo Coelho, porém apenas a Caravan Books detém o título de editora oficial. O autor classificou o fato como “uma decisão arbitrária, após 12 anos de publicações no país, (que) só pode ser um engano”.

Paulo Coelho declarou em seu blog que espera que este mal-entendido seja esclarecido ainda esta semana e conta com o governo brasileiro para apoiá-lo pelo “bem dos valores que compartilhamos.” A ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda, disse no Rio que irá consultar o Ministério das Relações Exteriores para verificar que tipo de medidas o governo brasileiro pode adotar em relação à proibição dos livros do escritor Paulo Coelho no Irã. “Qualquer tipo de censura é abominável. Precisamos saber como o governo pode se manifestar”, disse a ministra.

A notícia foi recebida por Paulo Coelho por meio de um email mandado pelo seu editor no Irã, o médico, escritor e jornalista iraniano Arash Hejazi. O escritor brasileiro republicou a correspondência em seu blog. “Esta é uma má notícia”, escreveu Hejazi a Paulo Coelho, “mas talvez seja hora de tornar os seus livros disponíveis para downloads grátis na língua persa”. O editor explica que esta seria a única forma de oferecer as publicações de Paulo Coelho aos iranianos, uma vez que o comércio eletrônico e qualquer tipo de compra internacional são proibidas no país. Hejazi também conjecturou vincular o download gratuito a doações para instituições de caridade iranianas.


O autor brasileiro acredita que a proibição de seus livros pode estar relacionada com o incidente que envolveu seu editor com o assassinato de Neda Salehi Agha-Soltan em 2009. Logo após as eleições iranianas que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad, houve inúmeros protestos que acusavam o pleito de ser fraudulento. Neda foi almejada no peito quando se dirigia para uma manifestação e foi socorrida pelo editor de Paulo Coelho, o médico Hejazi. Um vídeo que mostra a tentativa de salvamento e a morte de Neda circulou pela internet e ganhou fama internacional. Hejazi deixou o Irã por medo de represálias por parte do governo, enquanto Paulo Coelho demonstrava apoio público ao amigo através das redes sociais.

Vídeo que circulou mostra o editor de Paulo Coelho socorrendo Neda Salehi Agha-Soltan, atingida no peito durante protesto em 2009

Censura velada

Arash Hejazi revela em seu site (www.arashhejazi.com) que a prática da censura no Irã acontece diariamente, mas a implementação de um sistema complexo que proíbe certas publicações de forma oral não deixa evidências e dificulta a ação de organizações pró-liberdade de expressão. Apesar da óbvia prática de restrição ao material impresso e online, o governo iraniano nega a existência de qualquer tipo de censura prévia em seu território real ou virtual. Estas proibições, apesar de evidentes, são difíceis de se provar e vão de encontro às obrigações do Irã como membro da Organização das Nações Unidas (ONU) e como signatário do Pacto Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos.

“Qualquer referência a sexo, heresia, feminismo, apoio a outras religiões que não sejam o islamismo (…), crítica ao governo, relato histórico não compatível com a história oficial, relações extraconjugais, nudez (mesmo em livros de história da arte), porcos, cachorros, bebidas alcoólicas, defesa à democracia ocidental e estudos não ortodoxos do islamismo estão sujeitos à censura”, revela Hejazi. O editor ainda declara que nenhum livro pode ser impresso no Irã sem a Permissão Prepublicação (PPP) emitida pelo governo. Como Paulo Coelho já tinha estas permissões e publicava seus livros livremente no país há 12 anos, pode-se concluir que a revogação das PPPs de todas as suas obras tem mais a ver com uma decisão política do que com uma censura ao conteúdo de seus livros.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dá pra ficar igual à Gisele?

Publicado em 08 de janeiro de 2011

Corpo igual a La Bündchen, numa referência à mais famosa top brasileira, é o pedido mais frequente nos consultórios dos cirurgiões plásticos, segundo lista 

Americanos adoram fazer listas. Desde paradas musicais, passando por relações dos livros mais vendidos até chegar aos solteirões mais cobiçados. Na última quinta-feira, 6, foi divulgada a 14ª edição da lista dos visuais mais quentes dos famosos, a anual “Famed Hottest Looks”, copilada pelos cirurgiões plásticos de Bervely Hills Richard Flemin e Toby Mayer. A modelo brasileira Gisele Bündchen figurou na relação como o corpo feminino mais desejado pelas pacientes. Já os homens loucos para entrar na faca pediram um corpão sarado igual ao do ator americano Mark Wahlberg, o astro do filme O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes - 2001).


O corpo perfeito da namoradinha da América Jennifer Aniston, ex-senhora Brad Pitt, ficou em segundo lugar na compilação. Pelo jeito, as norte-americanas que procuraram ajuda do bisturi preferem um visual alongado, magro e com jeito de supermodelo ao look certinho e petit da “garota que mora ao lado”. A brasileira La Bündchen continua sendo referência de corpo invejável mesmo aos 30 anos e depois de ter tido um filho em 2009 com o jogador de futebol americano Tom Brady. Aliás, Gisele não só tem um corpo invejável como também tem um rosto, um marido e uma fortuna avaliada em 150 milhões de dólares de fazer os olhos de qualquer um crescer.

“Tipos diferentes de corpos estão representados na lista porque a maioria das mulheres tem formas diferentes e elas querem um visual naturalmente belo”, explica o doutor Fleming. Os médicos disseram que, em 2010, a maior tendência entre aqueles que procuraram um realce artificial foi manter a aparência natural. O organizador da lista ainda afirma que “algumas mulheres querem um visual magro como o de Gisele, enquanto outras querem manter suas formas arredondadas – só que nem tão redonda. Todos os homens, por outro lado, querem uma barriga tanquinho independente do tipo de seus corpos”.

Jennifer Aniston também levou medalha de prata na categoria cabelo mais desejado. O primeiro lugar ficou com a cantora country Taylor Swift. Quanto aos narizinhos, a atriz Natalie Portman ficou em primeiro. A bocarra carnuda da atual senhora Brad Pitt, Angelina Jolie, foi a segunda mais pedida nos consultórios, suplantada pela boquinha da recém-divorciada Scarlett Johansson, de 26 aninhos.


Visual mais quente dos famosos

CORPO FEMININO
Gisele Bündchen
Jennifer Aniston
Penelope Cruz
CORPO MASCULINO
Mark Wahlberg
Channing Tatum
Tyson Beckford
NARIZ FEMININO
Natalie Portman
Emma Stone
Nicole Kidman
NARIZ MASCULINO
Jude Law
Josh Duhamel
Benn Affleck
CABELO FEMININO
Taylor Swift
Jennifer Aniston
Kim Kardashian
CABELO MASCULINO
Jon Hamm
George Clooney
Chris Pine
OLHOS FEMININOS
Anne Hathaway
Mila Kunis
Megan Fox
OLHOS MASCULINOS
Hugh Jackman
Jake Gyllenhaal
Ian Somerhalder
LÁBIOS FEMININOS
Scarlett Johanssen
Angelina Jolie
Christina Aguilera
LÁBIOS MASCULINOS
Ashton Kutcher
Viggo Mortensen
Brad Pitt
QUEIXO FEMININO
Halle Berry
Keria Knightly
Jennifer Lopez
QUEIXO MASCULINO
Jon Hamm
Johnny Depp
Robert Pattinson
BOCHECHAS FEMININAS
January Jones
Jennifer Garner
Beyonce Knowles
BOCHECHAS MASCULINAS
Leonardo DiCaprio
James Franco
Will Smith
PELE FEMININA
Amy Adams
Kate Perry
Gwyneth Paltrow
PELE MASCULINA
Neil Patrick Harris
Hayden Christensen
Orlando Bloom

Show de talento goiano da MPB

Publicado em 08 de janeiro de 2011

Cantora Vanessa Oliveira se apresenta hoje em Goiânia pela primeira vez em 2011. No repertório, canções que compõem o novo CD A vida mudou

De mudança para o Rio de Janeiro, onde pretende investir ainda mais em sua carreira, a cantora Vanessa Oliveira, que faz apresentação hoje, se prepara para assinar contrato com uma gravadora


Quem optar por jantar no Pau Brasil Restaurante será agraciado com a voz grave e ligeiramente rouca da cantora Vanessa Oliveira. Em seu repertório MPB-pop, Vanessa apresenta músicas de seu primeiro CD e DVD, A vida mudou. O álbum traz 13 músicas inéditas assinadas por diversos compositores de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. A cantora definiu a sonoridade do disco em parceria com vários instrumentistas, enquanto a direção e a produção musical ficaram por conta de Leandro Carvalho.

A faixa Com amor, que foi escolhida como música de trabalho, tem um som alegre e eletrizante. Outra que merece destaque é a balada romântica Perto de mim. Já a canção A vida podia ser diferente questiona o ouvinte em sua letra: o que você seria se pudesse mudar a vida? “O CD ainda conta com a participação especial da cantora Nila Branco, na faixa Tão só.

TALENTO NATO

Vanessa começou a cantar aos 13 anos de idade. Ela descobriu sua paixão pela música ao ver uma colega cantando na escola. Em casa, começou a arriscar um som no pandeiro do irmão, levando o instrumento para a escola e formando um grupo para cantar e tocar. Não demorou muito para a cantora mirim pedir ao pai um violão de presente de aniversário. Em poucos dias, Vanessa já arriscava os primeiros acordes. Ela passou a adolescência se aprimorando e estudando música, ouvindo os discos que ganhava de presente da família. Na sua discoteca e em seu violão, figuravam bandas e cantores como Singers Unlimited, Beatles, Led Zeppelin, Alceu Valença e Roberto Carlos.

Logo no início de sua carreira, Vanessa conquistou, por duas vezes consecutivas, o primeiro lugar no Festival de Música do Colégio Delta. “Esse concurso foi importante, tive mais confiança, mais vontade, percebendo que eu realmente tinha a música no sangue. Desde então, nunca mais deixei de me apresentar, de mostrar que Goiânia é palco de grandes talentos na Música Popular Brasileira”, conta a cantora. Vanessa estava disposta a dedicar-se e, com amigos e familiares incentivando seu talento nato e seu esforço autodidata, passou a se apresentar em vários bares da capital.

RECONHECIMENTO

Durante alguns anos de trabalho duro, Vanessa seguiu realizando shows em Goiânia, levando sua música aos colégios, tocando em festas particulares, apresentações beneficentes e shows em algumas cidades do interior e outras capitais. Aos 19 anos, seu esforço mostrou resultados. Vanessa conseguiu uma apresentação de destaque no programa global Domingão do Faustão em abril de 2008. A produção do programa convidou Vanessa porque a goiana tem um timbre de voz parecido com a de Ivete Sangalo, a cantora que iriam homenagear naquele domingo. “Foi uma experiência única que, com certeza, ajudou a mostrar o meu trabalho fora de Goiás”, explica. A performance lhe rendeu mais contatos profissionais e obteve uma repercussão que ela nem esperava.

Vanessa faz questão de mostrar seu trabalho em sua terra natal, onde vive atualmente. Porém, segundo a cantora, o Estado é muito fechado para outros estilos que não seja o sertanejo. Ela também diz que Goiás tem muitos talentos na MPB e no pop, mas, infelizmente, o espaço ainda é pequeno. Por isso, Vanessa começa a pensar na mudança para o Rio de Janeiro, onde já divulgou seu trabalho e tocou em vários restaurantes. A mudança deve acontecer em breve, quando ela tiver fechado o contrato com uma gravadora, cujas negociações estão em andamento. Aí, sim, ela poderá dizer, com certeza, que a sua vida mudou.

Show com Vanessa Oliveira
Quando: hoje, a partir das 21h
Onde: Pau Brasil Restaurante (Avenida T-1, esquina com Avenida T-10, Setor Bueno)
Couvert: R$ 7
Informações: 3088-2400

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Feliz aniversário, Rei

Publicada em 07 de janeiro de 2011

Se o famoso bordão “Elvis Não Morreu” fosse levado ao pé da letra, Presley completaria amanhã 76 anos de idade. Afinal, mesmo 32 anos após sua morte, o ícone se mantém vivo por meio do legado deixado aos fãs

Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935 na cidade de Tupelo, Mississipi e morreu no dia 6 de agosto de 1977 em Memphis, Tenessee. Em seus 42 anos de vida, revolucionou a música norte-americana e mundial a ponto de ser conhecido como o “Rei do Rock and Roll” ou simplesmente “O Rei”. Interpretações energéticas de músicas de vários estilos, muitas de origem afro-americana, sua beleza e suas performances desinibidas fizeram dele incrivelmente popular e controverso. Além de cantar, Elvis também atuava em filmes nem sempre bem recebidos pela crítica.

A família Presley se mudou para Memphis quando Elvis tinha 13 anos. Aos 19 anos, em 1954, ele começou sua carreira musical ao lançar o single That's all right Mama pela Sun Records. Sam Phillips, dono da gravadora, viu em Elvis uma oportunidade de trazer a música negra americana para a grande audiência. Phillips estava certo. Um belo garoto branco cantando como um negro despertou a curiosidade geral, foi muito bem recebido e acabou por disseminar a então novidade do rock and roll. O Rei foi um dos precursores do rockabilly, uma fusão do country com o rhytm and blues feita em um andamento mais rápido, mas também cantava baladas pop, gospel, country e blues.

Dois anos mais tarde, Coronel Tom Parker, que empresariou Elvis por mais de duas décadas, conseguiu um contrato com a RCA Victor. O primeiro single com o selo da nova gravadora foi o “hit parade” Heartbreak Hotel, lançado em 1956, catapultou a celebridade local de Memphis à fama mundial. Neste mesmo ano, chegou às lojas o primeiro long play (LP) do cantor que levava seu nome. O repertório do álbum foi montado por faixas gravadas naquele ano e por sobras da Sun Records. Embora todo relançamento em CD deste álbum inclua Hewartbreak Hotel, esta faixa não consta no disco original. 1956 também foi o ano que ele estrelou seu primeiro filme Love me tender. A partir daí, o porta-voz do rock começou a aparecer regularmente na TV e nas paradas de sucessos.

PATRIOTISMO


Em 24 de março de 1958, Elvis Presley entrou para o exército americano como um soldado do Forte Chaffee no estado de Arkansas. A esposa de Elvis, em sua autobiografia, afirma que, apesar de Presley achar que tal ato pudesse acabar com sua carreira musical, ele foi convencido pelos diretores da RCA a servir seu país como um soldado comum a fim de ganhar respeito popular. A gravadora se preparou para o hiato de dois anos longe do público, armando-se de um número substancial de material inédito, o que garantiu lançamentos regulares de sucessos. Entre sua convocação e dispensa, Elvis atingiu o Top Ten Hits quarenta vezes. Neste tempo a RCA também lançou quatro compilações com material antigo, sendo que o Elvis golden records de 1958 ficou em terceiro lugar nas paradas americanas.

Assim que terminou seu treinamento como soldado, Elvis se juntou à Terceira Divisão Armada em Friedberg, na Alemanha. Lá ele conheceu Priscilla Beaulieu, então com 14 anos. Após um relacionamento de sete anos e meio, eles se casaram. Nascida em Nova Iorque, Priscilla é ex-modelo, atriz, escritora e produtora e atualmente cuida do legado de seu marido, juntamente com a filha do casal Lisa Marie, através da empresa Elvis Presley Enterprises USA (EPE). Durante seu serviço militar o cantor conheceu outro grande amor de sua vida: as drogas. Um sargento o apresentou às anfetaminas e Elvis se encantou com seus benefícios como ganho de energia e perda de peso.

VOLTA TRIUNFAL

Elvis retornou aos Estados Unidos em 2 de março de 1960, dispensado com honra. O trem que o conduziu de Nova Jérsei ao Tenessee teve que parar inúmeras vezes para atender aos pedidos dos fãs. De volta a Memphis, ele não perdeu tempo e voltou para o estúdio, onde gravou diversos singles e o álbum Elvis is back. É claro que o LP chegou ao topo das paradas de sucesso. Elvis e sua banda tiveram bastante liberdade para gravar este disco. O jornalista americano Greil Marcus descreveu o álbum como “uma ameaça dirigida pelo violão supermicrofonado de Elvis”. A performance vocal do Rei foi tida “não como sexy, mas pornográfica”.

As aparições televisivas de Elvis também voltaram, ele apareceu no programa do Frank Sinatra e chegou a ganhar 125 mil dólares por uma performance de oito minutos. Nesta época, ele fez alguns shows, mas se concentrou em atuações cinematográficas e na confecção de trilhas sonoras mal recebidas pela crítica musical. Após sete anos longe dos palcos, em 1968, ele fez uma apresentação ao vivo televisionada. Neste especial, ele apresentou diversos números de rhytm and blues. Daí, ele voltou para casa, no Memphis, onde a cena musical fervilhava. Lá, ele se juntou a músicos talentosos e, após 14 anos sem gravar na cidade, lançou o álbum From Elvis in Memphis, no ano de 1959. Com o sucesso realcançado, ele fez série de shows residentes em Las Vegas e diversas turnês bastante rentáveis.

Em 1973, Elvis atuou no primeiro show transmitido globalmente via satélite, o Aloha from Hawaii que foi visto por aproximadamente 1,5 bilhão de espectadores.  No ano anterior, o cantor se divorciou de Priscilla. Nesta época, o abuso de drogas prescrita por médicos comprometeu severamente sua saúde e o Rei do Rock morreu subtamente em 1977 aos 42 anos. Seu corpo foi enterrado em sua residência a Graceland, em Memphis, que hoje é uma msitura de museu e parque temático dedicado ao inigualável, mas anda imitado por muitos admiradores, Elvis Presley.

Renato Carlini sobe ao palco para encarnar o ídolo máximo do Rock

Artista brasileiro usa réplicas americanas oficiais das jóias e dos trajes feitos pelos mesmos alfaiates e designers de Elvis Presley

O Bolshoi Pub presenteia o público goiano com uma apresentação que homenageia o incomparável Elvis Presley. O show será comandado por Renato Carlini que encarna o rei do Rock e canta baladas e balanços clássicos e ainda interpreta algumas canções que não são muito conhecidas pelo grande público, mas que prometem agradar os grandes fãs. Ao todo, são mais de 400 músicas no seu repertório. Além do topete, das costeletas e do macacão, Carlini traz uma banda completa e uma produção que se diz impecável. Tudo para convencer que Elvis não morreu, mas vive nos corações daqueles que apreciam e amam sua arte.
 
O astro deste show cover de amanhã, Renato Carlini, já foi considerado, por duas vezes consecutivas, o melhor imitador do Rei na América Latina pela Elvis Presley Enterprises USA (EPE). Esta é a empresa cuida dos bens e direitos de imagem de Elvis e é administrada por Priscilla Presley, viúva do Rei, e sua filha Lisa Marie. Em 2007, Carlini abriu a Elvis Week em Memphis e, em 2008, se apresentou diante dos portões de Graceland, a casa de Elvis e onde ele se encontra enterrado.

O cantor brasileiro que se apresenta amanhã já venceu diversos concursos de imitação, entre eles, o de Melhor Imitador de Elvis no Programa Silvio Santos. No ano passado, consagrou-se como vice-campeão “n'O Melhor Imitador do Brasil” do Domingão do Faustão. Na disputa, Carlini enfrentou 780 oponentes, sendo que 38 eram imitadores de Elvis. Renato, que personifica e canta Elvis Presley profissionalmente há 15 anos, animando eventos e aniversários ou fazendo shows. Ele deu seus primeiros passos participando de concursos de karaokê. Nesta época, muitos o incentivaram fazer isso profissionalmente. Ele estudou canto, postura de palco e fez cursos profissionalizantes na área técnica teatral. Hoje, ele se considera abençoado por fazer o que mais ama que é cantar e homenagear seu ídolo, o artista do século, segundo ele, Elvis Presley.