segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lipo sem cortes

Publicado em 28 de novembro de 2010

Quem não quer perder aquela barriguinha e os inconvenientes pneuzinhos sem passar por uma cirurgia ou ficar horas malhando? Técnica, que utiliza aparelho a laser, promete acabar de vez com as gordurinhas que a academia não consegue eliminar 

A laserplastia é uma novidade para aqueles e aquelas que não estão muito acima do peso, mas não se conformam com a gordurinha que insiste em não sair do corpo mesmo com dietas e exercícios. Ou então, para quem não faz dieta nem exercício e é magro de ruim, mas ainda tem uma barriguinha ou culotes que estragam a silhueta. O nome do aparelho é I-Lipo, e ele chegou em Goiânia há pouco tempo. Munido de raio laser, o mecanismo mira as células de gordura, as acerta sem atingir outros tecidos e, o melhor, sem necessidade de cortes. Com a ausência de perda sanguínea, quem se submete a esta técnica de redução de medidas pode pular da maca e ir direto para a esteira. Só não é aconselhável saltar da cama para um rodízio de pizza, pois, assim, pode-se recuperar todos os centímetros que se perderam em uma sessão ou até ganhar mais peso.

Nathália França é modelo, não está acima do peso e tem um belo corpo. No entanto, para se submeter à exposição incisiva das lentes fotográficas, ela precisa estar com o corpo perfeito, sem uma gordurinha indiscreta aqui ou ali, pois o Photoshop ajuda, mas não faz milagres e nem pode ser usado na passarela. Recomendado por amigas, Natália usou o I-Lipo e nunca mais largou. Ela constatou ter perdido cerca de 3,5 cm logo na primeira sessão. Nesta semana, ela fez sua quinta aplicação e pretende fazer mais. “Quero isso para sempre”, exalta ela.

Além do resultado imediato, a ausência de dor é um dos motivos que fazem com que a modelo queira usar o aparelho mais vezes. Ela deu esta entrevista ao DMRevista enquanto fazia uma sessão. Seu estado de relaxamento era tão grande que ela quase dormiu. A única sensação que descreveu foi a de um vapor morno que parecia vir do aparelho e “nada de dor”. Tharianne Peres, sócia da Suave Depil – a clínica que oferece este tratamento em Goiânia, conta que uma de suas amigas se submeteu a uma sessão com dor de cabeça e, depois de uma aplicação de 40 minutos e de uma boa conversa, alguns centímetros de gordura sumiram e a cefaleia também. O aparelho certamente não fez a dor de cabeça da cliente desaparecer, mas passar quase uma hora deitada batendo um papo enquanto perdia células adiposas sem sentir outro tipo de dor aplacou sua ansiedade.

Aplicações

A laserplastia pode ser realizada em várias partes do corpo, como quadris, nádegas, interior das coxas e dos joelhos, braços, queixo duplo e tórax. Tanto homens quanto mulheres podem usar o aparelho, mas ele costuma ser mais eficiente em mulheres. Isso acontece porque os homens costumam ter mais gordura abdominal do que localizada. A vantagem para eles é que a barriga de chope desaparece facilmente com exercícios, o que dispensaria o I-Lipo, enquanto a barriguinha de lobó é difícil de ir embora mesmo com dieta e atividade física. De acordo com informações do fabricante, o laser do aparelho atinge tanto os adipócitos, células gordurosas, quanto os lipomas, células de gordura mal distribuídas que formam a indesejadíssima celulite.

O dispositivo age em várias frentes. Ele atinge o tecido adiposo com seu raio laser, fazendo com que as células de gordura entrem em colapso, transformando-se de triglicídeos em ácidos graxos e glicerol. O aparelho, ao mesmo tempo, induz a formação de poros nas membranas das células de gordura. Estes poros permitem que o volume das células, então menos denso, passe do interior delas para o espaço extracelular ou intersticial. O sistema linfático, que é eletroestimulado por dois sensores de laser fixados perto dos gânglios, drena o conteúdo disperso que será metabolizado pelo fígado e eliminado pelo corpo.

Como o sistema linfático tem um papel importante nesta técnica de procedimento, a clínica de Tharianne, durante sessão de 40 minutos com o I-Lipo, também faz massagem de drenagem linfática para otimizar os resultados. Para quem não conhece, este tipo de drenagem nada tem a ver com a massagem redutora que costuma ser vigorosa e provoca desconforto. A reportagem do DMRevista presenciou a modelo Nathalia receber a massagem e constatou que esta é uma técnica muito suave, quase um carinho de mãe. Após a aplicação do laser, Nathália ainda foi obrigada a encarar dez minutos na esteira, apesar de não ser muito fã de exercícios. Tharianne explica que a caminhada estimula a queima da gordura, e a perda de medidas e de peso continua por até 48 horas após a sessão.

“Até na lipoaspiração comum a manutenção do novo corpo depende da pessoa fazer dieta saudável permanente e ter atividades físicas”, esclarece Tharianne. Por isso, a empresária recomenda que seus clientes ingiram muito líquido após as sessões de laserplastia e mantenham uma boa alimentação aliada a exercícios regularmente para manter os resultados. Tharianne fala com conhecimento de causa, uma vez que já usou o aparelho também. Ela diz ter perdido 4,5 cm na primeira vez e 4 cm na segunda.

Sua sócia, a esteticista e empresária Kênida Rosa, não só aplica o I-Lipo como também usa o aparelho. “Você não tem noção do barrigão que eu tinha”, revela entusiasmada. É Kênida quem manuseia o aparelho, cujo manejo, que é simples, segundo ela, pode ser feito por qualquer um que tenha tido o treinamento específico. Ela afirma que o dispositivo segue normas médicas internacionais e é bastante usado na Europa e nos Estados Unidos, e que o único representante da marca em Goiás é a sua clínica.
DMRevista presenciou paciente no momento que recebe a massagem

Tharianne e Kênida são enfáticas ao afirmar que o aparelho não faz milagres e que pessoas que estão muito acima do peso não terão resultados satisfatórios. Em cada sessão, são tratadas, no máximo duas áreas. A laserplastia não é recomendada para pessoas com problema de fígado, que usam marcapasso ou que apresentaram câncer nos últimos cinco anos. Aqueles muito jovens também têm o seu uso desestimulado, liberando-se as aplicações para quem já passou da adolescência e não vai crescer mais. Pelo menos, crescer para cima.

O preço da aplicação do I-Lipo é R$ 420,00 por sessão individual. Fechando o pacote com quatro sessões, o valor cai para R$ 350,00. Fique de olho no site City Best, pois ele faz uma parceria com a clínica e quem se cadastrar lá pode fazer uma sessão por R$ 198,00. A Suave Depil fica na Alameda Dom Emanoel Gomes nº 265, sala 2, Solo Espaço Pilates- Setor Marista. Para maiores informações, ligue 3092-8565 ou acesse www.citybest.com.br.

sábado, 27 de novembro de 2010

Feira erótica inova em Gramado

Publicado em 27 de novembro de 2010

As serras dos Rio Grande do Sul recebem, neste fim de semana, a Eros Fair 2010, que traz diversas atrações que envolvem a sexualidade

Pense grande. Esta não é como uma simples feira de rua com bancas de frutas que, ao invés de vender legumes, vende consolos e vibradores. A Eros Fair é um mega-evento que espera, entre visitantes e expositores, um público de até 40 mil pessoas em quatro dias. A cidade escolhida para acolher a exposição foi Gramado, no Rio Grande do Sul. Segundo os organizadores da feira que consideram futuras expansões em um projeto internacional, a localização é estratégica por se tratar de uma cidade turística de alto poder aquisitivo que está situada em um ponto importante nas rotas do Mercosul.

José Luiz Figueiredo, organizador do evento, ainda explica que realizar a feira na região sul do Brasil partiu da demanda por um evento que promovesse a relação entre a crescente produção local de lingerie e a tendência dessa indústria de andar de mãos dadas com o mercado de produtos eróticos. O mercado erótico brasileiro emprega cerca de 30 mil pessoas em todo o país, segundo a assessoria do evento. O perfil dos trabalhadores também é muito variado: de atrizes pornôs a revendedoras porta a porta e de stripper a engenheiros de produção.

É certo que a internet teve um papel importante para o boom do erosbusiness. Antes da rede mundial de computadores, era preciso submeter amigos que viajam ao exterior a um possível constrangimento ao passar pela alfândega com uma mala cheia de objetos eróticos. Hoje qualquer um pode fazer uma “compra discreta” em sites nacionais ou estrangeiros e receber no conforto e na privacidade de sua casa um pacote recatadamente envolto em um insuspeito papel pardo e cujo remetente é “Um Nome Livre de Qualquer Suspeita Ltda”.

As transações do segmento erótico giram em torno de R$ 900 milhões ao ano e crescem a uma taxa média de 12,5% anuais. Segundo outras estatísticas, o público feminino representa 70% da procura por produtos eróticos.

PROGRAMA

Tão diversa quanto a sexualidade humana, a Eros Fair oferece atrações para todos os gostos, tendências e orientações sexuais. São palestras, seminários, desfiles, festas, shows exposições de arte,mostra multimídia e, é claro, muitos negócios a serem fechados neste seguimento de crescente expansão que talvez possamos chamar de erosbusiness.

O concurso de ilustração erótica já tem um vencedor: Renato Palmuti, um publicitário de  São Paulo. Entre outras marcas de roupa, A Daspu faz um desfile com “roupas de batalha” que podem ser adquiridas na sua putique on line (www.daspu.com.br).

A passarela, além de ser palco para os desfiles, também recebe shows de danças sensuais e declamações de contos e poesias. No “Sex Lounge”, um lugar mais  reservado, se apresentam strippers e acontecem shows picantes e de sexo explícito. O encerramento fica por conta da festa “Fetish Concept” que traz dancarinos, malabaristas, pirotécnos e muito erotismo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Chora, coração

Publicada em 26 de novembro de 2010

Dupla sertaneja João Bosco & Vinícius retorna amanhã a Goiânia para show apaixonado no Atlanta Music Hall

Para quem gosta de sertanejo universitário, amanhã é um bom dia. A dupla que foi formada em Mato Grosso do Sul, João Bosco & Vinícius, se apresenta amanhã no Atlanta Music Hall e divulga o sexto CD e o terceiro DVD de sua carreira, ambos com o título de Coração apaixonou. As obras foram gravadas ao vivo em Ribeirão Preto-SP, em dezembro do ano passado.
João Bosco, natural de Rondonópolis, no Mato Grosso, conheceu Vinícius, natural de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, em Coxim, que também fica neste estado. Ambos tinham dez anos na época. Desde cedo, os dois cantores investiram na carreira artística participando de festivais de música não como dupla, mas, muitas vezes, como concorrentes. Após terminarem empatados em segundo lugar no Festival da Canção de Coxim, os dois foram convencidos por amigos e familiares a formarem uma dupla em 1994. Agora, João Bosco divide suas conquistas com Vinícius.

Fãs da dupla Chitãozinho & Xororó, João Bosco e Vinícius escolheram a música sertaneja como sua forma de expressão artística. Ao contrário de seus ídolos, JB&V não vieram do campo, mas sua origem urbana não os impediu de fazer sucesso. Em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a dupla se apresentava pelos bares da cidade enquanto cursavam odontologia (João Bosco) e fisioterapia (Vinícius).

A estratégia de trocar o cachê das apresentações por ingressos e depois distribuí-los nas faculdades rendeu-lhes um bom público que, mais tarde, se transformaria em fãs fiéis. Logo, os universitários deixaram de frequentar as baladas eletrônicas para se balançar nos shows sertanejos – uma tendência que se via não só em Mato Grosso com João Bosco e Vinícius, mas por todo o Brasil com outras novas duplas sertanejas.
A nova ramificação do estilo, o sertanejo universitário, acelerou o andamento das músicas e mudou o tema das letras. Os músicos deixaram a melancolia do campo e começaram a cantar os amores da cidade. A alegria tomou conta das letras que lidam com os problemas diários sempre com um bom humor.

Chuva

A nova música de trabalho de João Bosco & Vinícius leva o nome de Chuva. O clipe já está rodando pela internet e fala de uma história de amor que acabou nas ainda molha os olhos dos cantores e castiga seus corações apaixonados. A ironia desta situação é que, no sábado passado, a chuva castigou outro cantor no mesmo local onde JB&V se apresentam amanhã. A água invadiu o palco do Atlanta Music Hall fazendo com que o show do cantor Eduardo Costa fosse cancelado. Os ingressos foram devolvidos e uma nova apresentação foi marcada para 1º de dezembro.

O site da casa de espetáculos publicou uma nota esclarecedora, afirmando que o espaço passou por uma vistoria do Corpo de Bombeiros e se encontra apto a receber novos eventos em condições normais de temperatura, pressão e precipitação. O Atlanta ainda pediu desculpas ao público presente no dia do incidente e garantiu que o palco molhado tratou-se de um fato que envolvia “questões naturais de força maior”. João Bosco, em seu site, afirmou que “o futuro a Deus pertence”. Esperemos então que Ele não mande um novo dilúvio à Goiânia para que todos possam aproveitar o show de João Bosco & Vinícius sem correr o risco de morrer afogado.

Show João Bosco & Vinícius
Quando: Amanhã, a partir das 22h
Onde: Atlanta Music Hall - BR 153 Km 10, saída para São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (meia entrada Vip Open Bar - cerveja, refrigerante, água vodka com suco), R$ 100,00 (individual Camarote Front Stage - cerveja, refrigerante, água, vodka com suco, caldos, frios e whisky),  R$ 150,00 (individual Camarote Empresarial - cerveja, refrigerante, água, vodka com suco, caldos, frios e whisky), R$ 300,00 (Mesa Azul para quatro pessoas -  cerveja, refrigerante, água e vodka com suco), R$ 400,00 (Mesa Amarela para quatro pessoas - cerveja, refrigerante, água e vodka com suco)
Pontos de venda: Rival Calçados, Tkts Express (8406.4949) e Atlanta Music Hall
Informações: 3257-7000 / atlanta.art.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sol que castiga

Publicado em 25 de novembro de 2010

Usar filtro solar diariamente evita o envelhecimento e previne o câncer de pele. No entanto, ainda falta conscientização

Usar o protetor solar durante o ano todo não é um hábito dos brasileiros. A maioria só se lembra de passar um filtro no verão, quando o sol começa a torrar a moleira. O ideal seria que as pessoas se protegessem do sol 365 dias por ano. É certo que os raios solares incidem mais intensamente na estação mais quente devido à proximidade do sol a um dos hemisférios durante o verão, mas a radiação solar pode causar danos à pele mesmo no inverno. Para se ter uma ideia, o recomendado é usar proteção quando o índice ultravioleta (IUV) for maior que 3. Porém, em regiões muito altas ou onde existem superfícies muito claras ou reflexivas (como neve, areia e água), as pessoas devem se proteger dos raios solares mesmo se o IUV for 1 ou 2 para evitar queimaduras na pele e danos a longo prazo. Este índice varia de 1 a 14 e tende a abaixar no inverno e aumentar progressivamente até o verão. No horário de fechamento desta matéria, segundo o site Folha – Tempo, o IUV em Goiânia estava no nível 13, ou seja, um nível de radiação extremo que requer muito cuidado ao se expor ao sol.

Nossa região tende a resumir as quatro tradicionais estações do ano em duas: uma estação quente e outra mais quente ainda com alguns poucos dias de refresco em julho. A mais quente começa em 21 de dezembro, no solstício de verão. Portanto, ainda estamos na primavera e o Astro Rei já castiga os goianos intensamente. O Instituto Nacional do Câncer (INC) recomenda evitar exposição ao sol entre as 10h e as 16h (adie este período em uma hora na vigência do horário de verão) e proteger a pele e os olhos durante o dia todo. Como passar filtro solar nas córneas não é recomendado, o ideal é usar óculos escuros para resguardar as retinas. Usar chapéu e guarda-sol também é importante. O Inmetro faz um alerta: sombrinhas feitas com tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar. O ideal é optar por guarda-sóis de algodão de cor clara que refletem a luz e o calor. E na pele, filtro solar, filtro solar e mais filtro solar sempre.

Fatores de proteção

O uso do filtro ou bloqueador solar não tem como objetivo aumentar o tempo de exposição ao sol ou estimular o bronzeamento. A ideia é evitar os efeitos deletérios e cumulativos da radiação ultravioleta que provocam manchas, rugas e até câncer de pele. A destruição da camada de ozônio aumenta a incidência dos raios UVB e UVC, que são mais perigosos que os raios UVA. A incidência deste último tipo independe da camada e estimula o bronzeamento natural, mas também pode provocar câncer de pele em quem se expõe a ele em horários de alta incidência. A maioria dos filtros solares oferecidos no mercado brasileiro oferecem proteção para os raios UVA e UVB.

O INC orienta os consumidores a usarem filtros solares com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais. No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), os filtros mais vendidos são de FPS 8. Além disso, apenas 32% dos brasileiros compram protetores solares, uma porcentagem muito baixa para um país com a maior área intertropical do planeta. Tudo isso, aliado à degradação ambiental, fez crescer o número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil. Embora este tipo de câncer tenha um alto índice de cura, o melhor é evitá-lo. Para isso, o filtro solar é um aliado.

O FPS indica quantas vezes mais proteção a pele receberá após a aplicação do produto. O cálculo é relativamente simples. Se alguém fica vermelho após dez minutos de exposição ao sol, um filtro com FPS 15 protege a pele por 150 minutos. Portanto, a escolha do fator de proteção certo depende da sensibilidade da pele e o tempo que cada um dispões para reaplicar o produto. Se o consumidor pratica atividades que estimulam a transpiração ou que envolvam água, a reaplicação tem que ser mais frequente. É importante frisar que a sigla FPS se refere apenas à proteção contra os raios UVB. Portanto, na hora da compra, procure nas embalagens que especifiquem que o filtro ou bloqueador também evita os raios UVA. Infelizmente, contra os raios infravermelhos, não há proteção disponível no mercado.

Aditivos

Esconder-se do sol retarda o aparecimento de rugas e a perda da elasticidade da pele. Sabendo do poder anti-envelhecimento dos filtros, muitas marcas aliam a proteção solar a cremes anti-idade para impulsionar as vendas num mercado em que o bloqueador ainda não é um best-seller. O Restorativ Creme Regenerador da Abelha Rainha promete reparar as rugas e melhorar a elasticidade com FPS 15. O creme tem versões para as faixas etárias de 35, 45 e 55. As marcas ROC e LaRoche-Posay também oferecem protetores com antioxidantes anti-age: o Anthelios XL Fluide com FPS 60 e o Minesol Antioxidant com FPS 70.

Adicionar cor ao filtro solar é uma tendência na cosmetologia atual. A empresa de consultoria IMS Health sinalizou que há um crescimento de 40% nas vendas de protetores/base. Isso quer dizer que, em cada dez filtros solares vendidos, dois são tonalizantes. Apesar de haver aumento das vendas de filtros e bloqueadores solares, seu uso por aqui ainda é pouco disseminado. Então vale lembrar: na rua, na chuva ou na fazenda, use sempre protetor solar.

BAZAR


Abelha Rainha restorativ Creme  Regenerador Nutritivo Dia
FPS 15
preço: R$ 27,90


Adcos Filtro Solar Tonalizante Pó Compacto
FPS 30
preço: R$ 86


Coppertone Ultraguard Continuous Spray
FPS 15
preço: R$ 30


Sundown Loção Illumine Pele Morena e Negra
FPS 15
preço: R$ 17


Mantecorp Episol Sec
FPS 45
preço: R$ 70





Natura Fotoequilíbrio Bebê Loção Protetora
FPS 60
preço: R$ 38,50



Nivea Sun Lip Care
FPS 30
preço: R$ 12


Stiegel Spectraban T Loção Fluida
FPS 35
preço: R$ 44

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Insônia digital

Publicado em 22 de novembro de 2010

Estudo realizado com 1,4 mil universitários pela Unicamp-SP comprova que o uso do computador durante a noite prejudica a qualidade do sono


Uma pesquisa realizada pela Unicamp e publicada este mês na revista Arquivos de Neuropsiquiatria avaliou estudantes universitários concluiu que ficar em frente à tela do computador à noite atrapalha na hora de dormir. O estudo descobriu que, a cada 10 pessoas que passavam algumas horas no PC antes de ir para cama, até sete brigavam com o travesseiro. Entre os que usaram o micro das 19h à meia-noite, 73,3% foram classificados como mal-dormidores. A televisão, o grande vilão do sono da era pré-digital, atrapalha menos que o computador: daqueles que assistem TV no mesmo horário, 59,7% foram prejudicados. Outros  fatores como o uso do tabaco e a prática de atividades físicas também foram avaliados.

O interesse em pesquisar a percepção do sono em jovens adultos surgiu a partir de um outro estudo realizado pela pesquisadora e psicóloga Gema Galgani Mesquita no qual ela avaliou os padrões de sono de  adolescentes que frequentavam o ensino médio. O questionário do estudo atual incluiu perguntas como tipo de alimentação, exercícios físicos, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e saída para festas e eventos
noturnos, estas últimas três variantes não faziam parte da pesquisa anterior com os menores de idade. Outros fatores como os hábitos de utilização de computadores e da televisão durante a noite, cochilos durante o dia e situações estressantes também entraram nesta pesquisa. "Eu esperava que o álcool e a balada fossem determinantes para o aumento de maus dormidores, mas foram o computador e o tabaco que mais
alteram o sono dos universitários”, se surpreende Gema.

A psicóloga explica que o principal problema no uso do PC é a luminosidade. Tanto a luz das lâmpadas, quanto da tela do computador, quanto a televisão estimulam os neurônios e desregula a liberação da
melatonina, o hormônio do sono. “Exposto à luminosidade, o organismo não metaboliza o hormônio na forma que precisa para ter um sono reparador”, esclarece a pesquisadora. O computador agrava mais o
problema por exigir do usuário uma atividade mental maior do que assistir passivamente a TV. Enquanto diante do aparelho de televisão o espectador se coloca a uma distância média de três metros da tela e se
senta ou se deita confortavelmente com o controle remoto na mão, diante do computador, o internauta se senta a uma distância de 50 centímetros e interage de forma mais ativa tanto física como
mentalmente.

Portanto a ordem dos nossos pais e avós de desligar a tela do PC ou da TV e ir para a cama não vale mais. Gema diz que o ideal é sair às oito da noite da frente do monitor, pois aí haverá tempo de metabolizar o
hormônio do sono. Já que, para os insones crônicos, assistir televisão antes de dormir também não é bom, uma sugestão do DMRevista é ler um livro à meia luz na sala e ir direto para cama quando bater a vontade
de dormir. Mas não vale usar um ebook, já que, como foi dito antes, a luz de uma tela próxima aos olhos espanta o sono mais do que histórias de terror.

Internautas notívagos

A internet oferece seu conteúdo dia e noite, mas muitos preferem vagar pelos sites durante o período noturno por este ser o único horário disponível para a navegação a lazer. Ficar no PC até de madrugada
afeta mais a qualidade do sono do que ter hábitos ruins. Há uma variabilidade individual da necessidade de sono. Em média, jovens entre 17 e 25 anos precisam dormir sete horas e meia diariamente. Há
pessoas que precisam mais e outras que precisam menos. O alerta da pesquisadora sinaliza que o importante é dormir à noite. Isso porque a fisiologia do sono depende do relógio biológico que se acerta pelo
escuro, período em que o hormônio do sono, a melatonina, é metabolizado.

A autora do estudo ainda afirma que uma boa higiene do sono é fundamental para se dormir melhor. Mas não se trata de tomar banho antes de ir para a cama. Estabelecer horários regulares deitar e
levantar, evitar o uso excessivo do computador durante as noites e manter uma duração do sono adequada a sua faixa etária preservam a saúde na hora de dormir. “Uma organização neste sentido poderia
trazer, não só, melhora na qualidade do sono como na qualidade de vida”, ensina Gema.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Resgate de uma dívida

Publicado em 20 de novembro de 2010

Por Suindara Alexandre
e Humberto Wilson

Oito anos após ser firmada a data que celebra o Dia da Consciência Negra no Brasil, sociedade ainda ignora necessidades reais de um País e uma cultura construída com o suor e o sangue dos escravos e foca implantação de um feriado simbólico que, apesar de merecido, não apaga a desigualdade secular

A data foi proposta pelo poeta, historiador e pesquisador gaúcho negro Oliveira Silveira, em 1971, e apenas recentemente foi tratada com a ótica séria que merecia: hoje é Dia da Consciência Negra. Silveira fazia parte do Grupo Palmares, um dos precursores do movimento negro moderno. Em 1978, a assembleia do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUDR), realizada na Bahia, aprovou o 20 de novembro como dia oficial de celebração da comunidade negra brasileira. O Rio de Janeiro foi a primeira cidade a decretar o Dia da Consciência Negra como feriado oficial em 1995. Em 2003, foi sancionada uma lei federal que não só incorporou a data no calendário escolar das redes pública e privada, mas tornou obrigatório o ensino sobre a história e a cultura afro-brasileira.
Aos 20 dias do mês de novembro do anos de 1695, Zumbi, o líder mais conhecido do Quilombo dos Palmares, foi assassinado e teve seu corpo exposto em praça pública. A morte do líder revolucionário e a exposição do seu cadáver, ao invés de provocar medo nos quilombolas, apenas atiçou sua revolta e endureceu a resistência do povo negro e seus simpatizantes. Escolher o dia da morte de Zumbi como o Dia da Consciência Negra tinha um objetivo claro: substituir o 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura, como data de reflexão sobre o passado, presente e o futuro dos negros brasileiros. Nesta data, 20 de novembro, portanto, não se comemora a liberdade conseguida passivamente, mas uma tomada de consciência do povo negro, seu valor e sua contribuição para o Brasil.
O fim de um sistema abominável teve origens no final do século 19, de forma necessária, porém precária. Em 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que abriu as senzalas e despejou os ex-escravos na rua sem nenhum direito garantido. Naiara Rodrigues Silveira, filha de Oliveira Silveira, afirma que essa data não trouxe nenhuma dignidade para o povo negro. “O 13 de maio representa, para a população negra, um grande engodo”, esclarece ela. Daí a necessidade de se procurar um outro dia que fosse relevante na história do negro brasileiro. Naiara enfatiza que “o Dia da Consciência Negra veio exatamente para marcar uma tomada de consciência de quem nós somos, através do fortalecimento de nosso identidade”. O coordenador da Central Única das Favelas em Goiás – Cufa-GO –, MC Dyskreto, concorda com Naiara. “O dia é importante para a questão da igualdade racial e de gênero, pois se o negro é discriminado, a negra é muito mais. Não é uma data apenas para se criar um feriado, mas para lembrar como nossos antecedentes sofreram no Brasil. Há menos de 100 anos ainda existia escravidão. Isso é algo que devemos sempre pensar, buscar soluções para acabar com a desigualdade”, explica. O rapper revela que há uma certa incoerência no que determina a aplicação ou não de feriados. “É um dia importante e julgo que há feriados religiosos desnecessários, que certamente não abrangem todas as religiões, e esse influenciou diretamente na história do País.”, opina.

Atividades culturais
Muitas entidades, como o Movimento Negro e a Cufa, organizam palestras, eventos educativos e culturais não só no dia 20 de novembro. Algumas promovem a Semana e até o Mês da Consciência Negra. Vários temas são debatidos, como inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, discriminação na polícia e Justiça, identificação de etnias e até moda, beleza e autoestima negras.
Em Goiânia, a Assessoria Especial de Políticas para a Igualdade Racial planejou um mês inteiro de atividades que envolvem esses temas e tem a participação de alunos da rede municipal de ensino. De hoje até sexta-feira da semana que vem, dentro das atividades programadas pela assessoria, acontece a mostra Cinema e Consciência Negra no Cine Goiânia Ouro que fica na Rua 3, esquina com a Rua 9, no Centro. As sessões têm início sempre às 12h30, 15h e 20h e os ingressos custam apenas R$ 1. Serão apresentados filmes e animações que evidenciam uma representação positiva das pessoas negras a fim de quebrar esteriótipos racistas.
Logo mais, às 15 horas, a Cia. Teatral Zumbi dos Palmares promove um ato público político artístico e cultural na Rua 8 e no Teatro Liberdade, no Centro. A tarde conta com apresentações de hip-hop, capoeira, teatro, pagode, além da participação da banda de percussão Visual Ylê. O diretor artístico Paulo Vitória garante que qualquer artista que comparecer e quiser mostrar seu talento terá espaço garantido. Intelectuais, representantes da Cufa-GO darão seu recado e o microfone está aberto a todos.

Ilegalidade
A legislação federal não decreta que o dia de hoje seja feriado, mas muitos municípios possuem leis que fazem isso. Inclusive, a Câmara Legislativa de Goiânia aprovou uma lei que tornou o Dia da Consciencia Negra feriado em abril de 2009. A lei foi aprovada, apesar do veto do então prefeito Iris Rezende. Em novembro do ano passado, o Ministério Público propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). O comércio funcionará normalmente no Dia da Consciência Negra até que seja divulgada uma decisão final. Os tribunais de Justiça gaúcho e do Distrito Federal têm decisões que reconhecem a ilegalidade nos mesmos termos questionados em Goiás.
O problema é que os municípios só podem declarar feriados religiosos ou relativos à fundação das cidades e este dia comemorativo de hoje não preenche nenhum desses requisitos. O promotor de Justiça Eduardo Abdon Moura, que peticionou o Adin, assegura que “não se trata de ir contra a data em si, mas da legalidade da sua aprovação pela câmara”. O tema tem causado polêmica e o feriado é defendido com unhas e dentes por vários vereadores. Analisando essa disputa, pode-se ver que, mais uma vez, os políticos perdem o foco e defendem causas que mais tem a ver com tirar mais um dia de folga do que realmente discutir a ainda forte discriminação e opressão sofridas pelas pessoas negras.

Cinema e Consciência Negra
Quando: de hoje a 26/11, das 12h às 22h
Onde: Cine Goiânia Ouro – Rua 3, esquina com Rua 9 – Centro
Ingressos: R$ 1 por sessão
Informações: (62) 3524-2356 / www.asppir.wordpress.com

Ato Público
Quando: hoje, a partir das 15h
Onde: Teatro Liberdade e Rua 8 – Centro
Ingressos: entrada franca

"Eu vejo a injustiça. Falo como vejo as coisas. A polícia é preconceituosa”
Mano Brown,"
rapper do Racionais MC’s

"Há feriados religiosos desnecessários, que não abrangem todas as religiões, e esse se trata de algo que influencia toda a história do País”
MC Dyskreto,
coordenador da Cufa-GO

"Somente o tempo, a educação e um monte de boas escolas farão o racismo acabar”
 Nat King Cole,
músico norte-americano

"Temos o 1º presidente negro americano. Podem dizer que não teve nada a ver, mas é pedra sobre pedra que essas coisas vão sendo construídas”
Gilberto Gil,
músico

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Open bar com picolé

Publicado em 19 de novembro de 2010

Liderada pelo ator e cantor Fiuk, banda Hori se apresenta em evento que não vende bebidas alcoólicas e oferece refrigerante, água e muito sorvete

A banda Hori, sensação entre a meninada, faz show domingo no Atlanta Musica Hall. A turma do Fiuk, filho do Fábio Jr., sobe ao palco para tocar músicas que fazem sucesso como trilha sonora da “Malhação”, a novela teen da Rede Globo, além da canção Eterno para você que faz parte da trilha brasileira do filme de vampirinhos românticos Eclipse da saga “Crepúsculo”. Diga que me quer é a nova música de trabalho da banda e certamente será cantada na noite de domingo.

O show faz parte da turnê 2010/2011 que tem cenários e iluminação novos. Amanhã, eles cantam em Brasília. Em entrevista ao DMRevista, Fiuk diz estar ansioso para tocar em Goiânia. Na semana que vem, o grupo segue para o Paraná, onde se apresenta na cidade de Ponta Grossa. A direção do evento é de Joana Mazzucchellli que já dirigiu diversos artistas “Os públicos de Goiânia e Brasília foram muito receptivos da primeira vez que estivemos nas cidades. Os shows foram demais e esperamos repetir a dose.”, comenta Fiuk.
Apesar da haver uma censura de 16 anos, os teens que não atingiram essa idade podem entrar com a presença dos pais. Aqueles acompanhados por responsáveis devem apresentar uma carta registrada em cartório na qual um dos progenitores autoriza a ida dos pimpolhos acompanhados por outras pessoas. Os adultos mais preocupados podem relaxar um pouco. Neste show da banda Hori, não é permitida a venda de bebidas alcoólicas para o público. O open bar será de água, refrigerante, picolé e sorvete.

Fuik, responsável pelo vocal, é o mais novo deles: completou 20 aninhos no dia 25 do mês passado. O baterista Xande Bispo é o mais velho com 27, o guitarrista e tecladista Renan Augusto tem 22, o baixista Fê Campos tem 24 e o outro guitarrista Max Klein também tem essa idade. A pouca experiência de vida dos integrantes dessa banda de pop rock talvez possa explicar o sucesso entre os adolescentes. Porém, a força da Hori se deve bastante ao front man Fiuk.


Baladas românticas e pop rock são o forte da banda que já é sucesso em todo o País com seu estilo eclético


[+]

Apesar da assessoria de imprensa do grupo propagar o slogan “somos um ou somos nada”, certamente é o filho de Fábio Jr. quem atrai mais fãs. Tanto é verdade que todo o material de divulgação se refere aos meninos como “Fiuk [+] Banda Hori”. Se o vocalista resolver deixar a banda, os outros garotos terão que se esforçar bastante para não voltar ao anonimato. Nada errado com isso, pois a ascendência de Fiuk deu a ele o rótulo de celebridade desde seu nascimento e ele soube se aproveitar disso para divulgar seus trabalhos e seus talentos congênitos e adquiridos.

Em 2003, Fiuk criou a banda Hori, em 2008, o grupo assinou um contrato com a Warner Music e, em 2009, eles lançaram seu primeiro álbum. No dia 14 deste mês, Fiuk [+] Banda Hori receberam o Disco de Ouro no Domingão do Faustão por terem vendido 20 mil cópias do álbum “[+]Hori”. Um feito que realmente merece prêmio em tempos de downloads piratas grátis.

No entanto, Fiuk e companhia sabem usar a internet a seu favor. A presença constante de todos os membros nas redes sociais garante uma exposição constante e contato direto com seus admiradores que não só comentam os TTs, mas comparecem aos shows e compram discos ou qualquer publicação em que apareça Fiuk e a Banda Hori.

Aliás, além de fazer um especial para a Globo que mistura realidade e ficção (“Tal filho, tal pai” ) com Fábio Jr neste fim de ano e ter sido escalado para uma novela da Globo, Fiuk lança sua biografia mês que vem, uma idéia surgiu com uma conversa com seu emrpesário. “O diário de Fiuk”, editado pela Criative Books e escrito pela jornalista Clene Salles, conta a trajetória dos 20 anos de vida deste garoto que parece ter experiência suficiente para encher um livro. Fiuk encerra nossa entrevista solicitando aos fãs que continuem pedindo suas músicas no rádio e comparecerem ao show.


fiuk [+] Banda Hori
Quando: Domingo, a partir das 19h
Onde: Atlanta Musica Hall - Br 153, Km 10, saída para São Paulo
Ingressos: R$ 30,00 (meia-entrada - pista sem open bar), R$ 40,00 (individual Camarote Teen - refrigerante, água, sorvete e picolé), R$ 40,00 (individual Front Stage - refrigerante e água), R$ 400,00 (mesa amarela para quatro pessoas - refrigerante e água), R$ 300,00 (mesa azul para quatro pessoas - refrigerante e água)
Pontos de venda: Creme Mel Sorvetes (Flamboyant, Portal Shopping, Shopping Cidade Jardim e Plaza Doro) / Atlanta Music Hall

terça-feira, 16 de novembro de 2010

vibradores históricos

Publicado em 16 de novembro de 2010

Saiba como o aparelho, inventado para facilitar o trabalho de médicos que tratavam de enfermidades femininas, se tornou popular entre as mulheres


O consolo mais antigo do mundo já descoberto em nossa era é da idade da pedra. Cientistas que o descobriram em um sítio arqueológico sueco, em julho deste ano, ainda não chegaram a uma opinião única sobre a utilidade do artefato. Porém, não é preciso ter uma mente fértil ou conhecimento científico contemporâneo para se imaginar como fazer uso daquele pedaço de osso esculpido. A partir desta constatação, não seria ousado afirmar que a prótese peniana, conhecida pelo famigerado nome de consolo, cuja finalidade é o prazer sexual, parece existir desde que o ser humano aprendeu a lascar uma pedra. Sabe-se lá o que se usava antes disso. Já o vibrador é uma máquina moderna inventada por homens para ser usada por homens e nada tinha a ver com sexo. Bom, pelo menos os médicos que usavam o aparelho em seus consultórios do século XIX achavam que o efeito produzido por vibradores em suas pacientes não era o orgasmo.

Cientistas estudam tanto que, muitas vezes, não conseguem enxergar o óbvio. Assim como os paleontólogos de 2010 veem um pênis ereto de osso e se recusam a imaginar o uso mais lógico para isso, os médicos ocidentais vitorianos eram incapazes de identificar o orgasmo feminino, apesar de conhecer seus benefícios para o equilíbrio psicossomático. No puritano universo ocidental da década de 1850, uma epidemia tomou conta das damas da sociedade. Inúmeras ladies corriam aos consultórios se queixando de sintomas como ansiedade, irritabilidade, distúrbios do sono, sonhos eróticos e excesso de lubrificação da vagina. Por incrível que pareça hoje, naquele tempo fantasias e desejo sexuais, normais em homens, eram consideradas anomalias quando eram experimentados pelo sexo feminino.

Esta moléstia, conhecida atualmente como desejo sexual feminino, foi primeiramente identificada por Hipócrates. A enfermidade foi batizada de histeria, por ser, na imaginação do pai da medicina, uma doença do útero (hístero em grego). Hipócrates postulou que os sintomas descritos acima, experimentados pelas mulheres de tempos em tempos, decorriam de um fluxo indevido de sangue na saída do útero e iam para o cérebro, provocando confusão mental. Se o diagnóstico era equivocado, pelo menos, a prescrição era acertada. Para aliviar o desconforto feminino, o remédio era massagear a vulva manualmente até que o útero entrasse em crise, provocando uma febre chamada de “paroxismo histérico”, caracterizada por contrações e lubrificação, ou seja, um simples e delicioso orgasmo.

A histeria foi uma das enfermidades mais diagnosticadas na história ocidental até que a Associação Americana de Psiquiatria removeu o mal do seu catálogo de doenças em 1952. A cientista e engenheira elétrica Rachel P. Maines afirma em seu livro The techonolgy of orgasm (A tecnologia do orgasmo) que desde a antiguidade, o sexo era visto como uma atividade de três passos: preparação para penetração (preliminares), penetração vaginal e orgasmo masculino. Qualquer outra atividade que não envolvesse estes dois últimos passos não era vista como a “coisa mesmo”. Eis então porque o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton acredita que não mentiu ao dizer que não fez sexo com Monica Lewinsky. Na cabeça dele e de muitos outros, sexo oral ou qualquer coisa que não envolva penetração vaginal não é sexo de verdade.

Quanto à mulher, nesta visão ultrapassada, restava atingir o orgasmo durante o coito. Se isto não acontecia, ela era estigmatizada como anormal ou frígida. Na sociedade androcêntrica, e em muitos casos até hoje, mesmo quando maridos e amantes sabiam como proporcionar prazer às suas companheiras com outras manobras fora a penetração, eles preferiam não se dar ao trabalho de prover o estímulo necessário para que a parceria atingisse o orgasmo. Como a masturbação feminina era considerada impura e ruim para a saúde, restava às mulheres insatisfeitas com sua vida sexual de casadas, viúvas e até as religiosas castas procurarem os consultórios ou parteiras para uma salutar massagem na vulva a fim de domar o útero e seus desejos impróprios diagnosticados como histeria. Quanto às virgens, a prescrição era arrumar um marido, ou seja, o tradicional conselho “quando casar sara”.

O pesquisador Alfred Kinsey concluiu, na década de 1950, que quase 70% das americanas não atingiam o orgasmo somente com o coito pênis-vaginal. Parece que as estatísticas não mudaram tanto desde a metade do século XIX, uma vez que três quartos das mulheres das altas sociedades americanas e inglesas eram diagnosticadas como histéricas e procuravam os médicos para as famosas massagens aliviantes. Com os consultórios e bolsos médicos se enchendo cada vez mais, os homens da ciência colocaram suas mentes brilhantes para funcionar e desenvolveram mecanismos capazes de substituir seus dedos cansados da labuta diária nas pélvis de tão recatadas damas e acelerar todo o processo que na cabeça deles nada tinha a ver com sexo.

Máquinas de prazer

A mecanização do tratamento da histeria ofereceu benefícios para os médicos (que tinham mais o que fazer do que meter a mão na massa), as pacientes (que atingiam orgasmos melhores e mais rápidos) e os maridos das pacientes (que não estavam a fim de levantar um dedo para satisfazer suas esposas “doentes”). Para substituir as mãos médicas lesionadas por esforços repetitivos, alguns tentaram jatos de água e banhos de imersão com correntes aquáticas. O problema é que nada disso era prático. Os primeiros massageadores que se propunham a promover o paroxismo histérico eram movidos a manivela e apareceram na segunda metade do século XIX. O clínico americano George Taylor inventou o primeiro massageador a vapor em 1869. Taylor avisou que o tratamento com o seu “Manipulator” deveria ser supervisionado por médicos. Uma recomendação bem fundamentada, pois o seu aparelho era muito eficiente em produzir orgasmos intensos.

Muitos vibradores movidos a manivela, a bateria e a eletricidade foram desenvolvidos nos anos seguintes. No início do século XX, a empresa americana Hamilton Beach patenteou o primeiro vibrador elétrico que começou a ser vendido como eletrodoméstico. Como não eram destinados ao sexo tradicional, publicações femininas anunciavam os aparelhos sem pudor e as senhoras não se preocupavam em esconder a máquina dos olhos alheios. Somente quando os vibradores começaram a ser usados em filmes pornográficos na década de 1920 é que cientistas, maridos e usuárias perceberam que o vibrador nada mais era do que um fazedor de orgasmos. A partir daí, as massagens pélvicas para o tratamento da histeria foram caindo de moda e o vibrador saiu da penteadeira para ser escondido no armário das damas que ainda ousavam usá-lo apenas para seu prazer .

Hoje, manter um vibrador em casa ainda é tabu. A mulher que tem não sai contando isso para qualquer um e a que não tem costuma não confessar que usa as mãos para se dar prazer. De fato, muitas não se atrevem a se masturbar de forma alguma. Aurélia Guilherme, instrutora de pompoar, afirma que, para a mulher ser feliz, é preciso se conhecer e o autoconhecimento passa pela masturbação. Aurélia esclarece que, durante o ato sexual com o parceiro, aquela que se conhece se solta mais e consegue usufruir de forma plena sua sexualidade o que é bom tanto para a mulher quanto para o homem.

Antiguidades e novidades

Massageador À manivela

A manivela substituiu, antes da década de 1870, os dedos cansados dos médicos encarregados de aliviar as queixas das damas que os procuravam. O sistema melhorou o trabalhos dos clínicos, mas tudo aquilo ainda era cansativo e entediante para eles.

Massageador a vapor

Um dos primeiros massageadores pélvicos automatizados foi inventado pelo clínico George Taylor que patenteou vários modelos de vibradores a vapor a partir de 1869. Os modelos eram grandes e se destinavam a consultórios médicos.

Massageador elétrico

Muito mais eficiente que o mecânico, o vibrador elétrico diminuiu o tempo médio de massagem de uma hora para dez minutos. O modelo patenteado pelo fabricante de instrumentos Weiss em 1883 era menor, provido por bateria e vendido como eletrodoméstico.

Vibrador pincel

Vários modelos atuais vêm disfarçados na forma de outros objetos para que a mulher moderna se dê prazer sem ser recriminada por isso.
preço: R$ 115,90
www.siteg.com.br

Sqweel Oral Sex Stimulator

Um vibrador diferente que simula o sexo oral e estimula o clítoris até o clímax.
preço: R$ 349,00
www.cliquesexshop.com.br

Massageador Hello Kitty


Vendido inicialmente como um massageador de ombros, o aparelhinho que leva a cara fofa da Hello Kitty pode ser vista no site You Tube massageando as partes íntimas de algumas garotas. A forma certa de usar fica a gosto da compradora.
preço: $ 25,00
www.j-list.com

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Katia Dotto apresenta novo álbum na Capital

Publicado em 11 de novembro de 2010

Cantora, guitarrista e compositora carioca sobe aos palcos de Goiânia pela primeira vez. Repertório reúne bagagem de sua carreira independente

Katia Dotto vem do Rio de Janeiro, dá um pulo hoje em Brasília e faz show no FNac Park Shopping antes de se apresentar amanhã, na Taverna do Ogro, em Goiânia. As apresentações fazem parte da turnê “Amabile” que divulga o mais recente álbum da cantora que também leva este nome.

A abertura será feita pela banda goiana The Galo Power e a discotecagem fica a cargo da dupla Oh! Mess, formada pelos DJs Naya Fidelis e Geeh Ferreira. É a primeira vez que Katia sobe aos palcos da região Centro-Oeste.

A cantora já havia lançado dois EPs anteriormente: Do lado de dentro (2003) e Katia Dotto (2005). Na época de lançamento dos EPs, Katia se apresentou pela cena independente do Rio de Janeiro, participando de pequenos festivais. Em 2005, ela ficou, pelo voto popular, entre os três finalistas selecionados pelo festival “Oi tem peixe na rede”.
Como prêmio, Katia ganhou uma miniturnê pelo país e uma indicação no site da Trama Virtual. Vale lembrar que a disputa envolveu mais de 800 bandas, cantores e artistas.



A guitarrista Katia Dotto tocou baixo nas bandas Leela, Penélope e “mim” (atualmente Madame Mim), antes de se lançar na carreira solo.
Segundo sua assessoria de imprensa, sua trajetória pela cena independente carioca possibilitou que Katia acumulasse bagagem suficiente par lançar, nas palavras da própria artista, seu primeiro “disco cheio”. O nome do álbum Amabile (2009) foi inspirado pelo sobrenome da avó paterna de Katia que também significa agradável em italiano. As lúdicas ilustrações da capa do CD são de autoria da artista plástica Juliana Russo.

O site da cantora e guitarrista afirma que referências como a infância, a afetividade e o amor resultaram em uma sonoridade leve e agradável que pode ser ouvida nas composições de Amabile. Ao todo são dez músicas, cuja metade foi composta pela cantora. As três músicas que abrem o disco são de autoria da baixista Erika Nande que também produziu o álbum de Kátia e o show que acontece amanhã. Erika e Katia dividem a autoria de uma música e a cantora Martha V assina uma canção do disco. Todo o disco está disponível para download no site oficial da cantora.

Na taverna do Ogro, Katia Dotto interpreta, além das canções próprias, músicas nacionais e internacionais. Sua versão da It's oh so quiet, bastante conhecida na voz da cantora Björk, se propõe a surpreender o público. Do ex-Titãs Arnaldo Antunes, a canção Fora de si ganhou uma releitura. Amanhã, Katia sobe ao palco acompanhada pelos músicos Flávio Abbes (guitarra), Erika Nande (baixo), Márcio Saraiva (bateria) e Jeferson Victor (trompete).

Amabile – Show de Katia Dotto Abertura com Galo Power e discotecagem com DJs Oh! Mess
Quando: Amanhã, a partir das 21h
Onde: Taberna do Ogro – Rua T-70, Setor Bueno (próximo ao Goiânia Shopping)
Ingressos: R$ 15,00 (até a meia-noite) R$ 20,00 (após a meia-noite)
Informações: 3251-8091 / www.katiadotto.com.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rock filantrópico

Publicado em 10 de novembro de 2010

Banda goianiense Goldfish Memories lança single que doa um centavo por cada download feito gratuitamente


Goldfish Memories alia internet e generosidade no lançamento da música The yellow eyes of the owl, que foi gravada este ano no Rocklab Estúdio

Desde o dia primeiro deste mês, a música The yellow eyes of the owl está disponível para download no site www.goldfishcent.com. Não é preciso meter a mão no bolso ou dar o número do cartão de crédito para baixar a música recém-lançada da banda de stoner rock de Goiânia Goldfish Memories, porém, para cada download feito até o dia 27, será doado um centavo de real para a Casa-Lar Maná, localizada em Mineiros, no interior de Goiás. Campanhas que destinam parte da renda obtida pela venda de produtos e serviços a instituições de caridade existem aos montes e estão por aí há muito tempo. O diferencial deste projeto, batizado de “Goldfish Cent”, é que o produto oferecido pelo site (a música) é gratuito e quem efetivamente desembolsa a grana da doação são as empresas patrocinadoras que têm sede na cidade de Mineiros.

Há quem diga que nada é de graça nesta vida. Então, calculemos os custos desta doação gratuita para quem baixa a música. Se a boa ação for feita em uma lan house que cobra um real por hora na internet, o custo dos 15 segundos dispensados para digitar o endereço do site, ele carregar e o usuário da internet clicar no botão “download” é de 0,0042 centavos. Além desta fortuna elevada à potência negativa, o internauta também gasta, durante todo o processo, 0,4 quilocalorias. Dessa forma, a Goldfish Memories conseguiu a proeza de fazer com que as pessoas façam doações gastando virtualmente nada, movendo apenas alguns dedos e ainda levando de brinde uma música da banda. Este é um bom exemplo de divulgação que alia internet e filantropia, uma equação na qual todos ganham, inclusive as empresas patrocinadoras que têm seus nomes aliados a uma boa causa.

O publicitário Danilo Melo, também conhecido como o guitarrista Xidan da Goldfish Memories, conta que a ideia do download do bem lhe ocorreu durante uma viagem de retorno a Mineiros, após a última sessão de gravação da música The yellow eyes of the owl. Ele queria lançar a música de forma diferente e ousada, visto que a banda é independente, sem selo ou gravadora. Se por uma lado, a banda não teria apoio externo para o lançamento, por outro, a Goldfish Memories tem total controle sobre seu material. Uma vez concebido o esboço do projeto, a proposta foi lapidada na Juicebox Publicidade e Propaganda, agência de Mineiros onde Xidan trabalha, e a estruturação, programação e montagem do site foram feitas com o apoio do Clube do Design e da Sofun. O guitarista/publicitário diz que acredita na originalidade da ideia e espera o apoio dos amigos e dos meios de comunicação para que tudo dê certo.

Um centavo por download pode parecer muito pouco, mas, segundo Xidan, o número de músicas baixadas é imprevisivel. Além disso, o site é bilíngue e, estando exposto a todo mundo que tenha internet e que leia em inglês, a ação pode receber divulgações expressivas a qualquer momento e, se o valor alcançado fosse extremamente alto, as empresas teriam dificuldades em cumprir o compromisso, explica Xidan. Como todo movimento feito na internet, o projeto lança mão das redes sociais para divulgação. Twitter, Orkut e Myspace estão sendo articulados pelos idealizadores, membros da banda e ativistas amigos da causa, exatamanete como a cartilha do marketing social manda. Dessa forma, se o projeto for bem sucedido, o grupo terá muita divulgação não só na internet, mas também em outras mídias.

Show beneficente

Os membros da Goldfish Memories parecem estar a fim de conseguir um carma para lá de bom nesta vida. Além dos downloads do bem, o show de lançamento do projeto “Goldfish Cent”, que acontece hoje no Bolshoi Pub, a partir das 22 horas, cobra como entrada dois quilos de alimento não perecível para doações ou R$ 10,00. Até o pessoal do Bolshoi entrou nessa de fazer caridade e resolver dar um chope Heineker extra a quem comprar uma unidade da bebida, mas só até às 23h30.

Orquestra Abstrata, banda instrumental que também já tocou em outros eventos beneficentes, divide o palco hoje no Bolshoi Pub
myspace.com/orquestraabstrata



Para dividir o palco com a banda stoner rock humanitária Goldfish, foi chamada a Orquestra Abstrata que, até 2008, era conhecida como Seven. Rica em referências psicodélicas e experimentalismo, esta banda explora improvisação e mistura rock, música eletrônica e jazz. Tudo isso sem um vocalista. A banda instrumental tem uma formação básica: Eduardo Kolody nas guitarras sintetizadores e programações, Wassily no piano e os teclados e Hudson na bateria. A fim de fazer cada show diferente, a Orquestra sempre convida músicos para complementar a formação e executar verdadeiras jams sessions nos palcos.

Memórias do peixinho

A memória de um peixe dourado dura apenas três segundos. No entanto, a história da Goldfish Memories é um pouco mais longa do que isto. A banda surgiu no cenário alternativo de Goiânia em 2006 e lançou, em 2007, um EP com quatro músicas que levou o mesmo nome da banda. O grupo encerrou suas atividades no fim de 2008, quando Xidan se mudou para Mineiros. Em julho deste ano, a banda voltou para um show com Pablo Villas Boas no vocal, Renato Cunha na guitarra e backing vocals, Chicão Maia no baixo, Danilo “Xidan” Melo nas guitarras e backing vocals e Lucas Ribeiro na bateria. Com o cachê da apresentação, todos se enfurnaram no Rocklab Estúdio, gravaram a música The yellow eyes of the owl e, como afirmou Xidan em entrevista ao DMRevista, “lançamos o projeto e reticências”.

Saiba mais

Links Goldfish Cent
www.goldfishcent.com
www.twitter.com/goldfishcent
www.myspace.com/g0ldfishmemories
www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=44572002

Empresas socialmente responsáveis
Associação dos Hospitais Regional Mineiros
Cirurgião Dentista Rodrigo Braga
Clínica de Ortopedia Dra Joice Melo
Colégio Ágape
Contato 10 eventos e publicidade
Juicebox Publicidade e Propaganda
Marchiò Materiais de Construção

Casa-Lar Maná
Fundada em 1989, a casa oferece moradia, alimentação, encaminhamento para escolas, acompanhamento, atendimento psicológico, desenvolvimento da espiritualidade, esporte, lazer, inclusão social e atividades culturais como dança, música e teatro. A casa conta hoje conta com 38 residentes e um dos objetivos da campanha é angariar recursos para providenciar uma mudança do local de funcionamento, uma vez que a infra-estrutura da sede atual já não comporta as necessidades da instituição. www.ministeriopaodoceu.org.br

Lançamento do projeto Goldfish Cent - Show com Goldfish Memories e Orquestra Abstrata
Quando: Hoje a partir das 22h
Onde: Bolshoi Pub - Rua T-53, esquina com T-2, nº 1.140, Setor Bueno
Ingressos: 2 Kg de alimento não perecível ou R$ 10,00 (tome um chope Heineken e ganhe outro até as 22:30)
Informações: (62) 3285-6185 / (62) 3274-1309 / (62) 9972-6396 / (64) 9653-6119

sábado, 6 de novembro de 2010

Diga adeus à bagunça

Publicado em 04 de novembro de 2010

Armário desorganizado? O personal organizer pode ajudar você a colocar em ordem tudo que está fora do lugar

Imagine a cena: você está atrasado para o trabalho e não consegue encontrar seu crachá. Já procurou na pasta de documentos, na mochila da academia, na sala, na cozinha e até no banheiro. Você então começa uma busca detalhada e afobada pelo quarto. Pega as coisas que estão no chão e joga, uma a uma, em cima da cama e nada. Daí, sobra para a cama e o que está em cima dela vai para o chão. No meio do desespero, encontra a fatura do cartão de crédito que venceu ontem e você acabou não pagando por não a ter encontrado. Mas não é isso que você quer: cadê o crachá?

Seu último recurso é procurar em cima da cômoda. Novamente, você joga, um a um, os objetos que estão em cima do móvel no chão. Não encontra o crachá, mas acha algo estranho, marrom, feito de madeira e fixo. Você retira mais alguns trecos de cima de lá e descobre que a coisa estranha que encontrou é o tampo da cômoda que, soterrado pela bagunça, não via há muito tempo. Quanto ao crachá, necas! O jeito é ir trabalhar e levar uma bronca do chefe por não estar usando a identificação obrigatória.

Não é necessário ser um expert em qualquer coisa para saber que, se você se encontra em uma situação parecida com a historinha acima, é preciso tomar uma decisão: se organizar. Felizmente, hoje existem muitos cursos à disposição que ensinam bagunceiros a mudar seus hábitos, além da ajuda de um profissional que organiza sua casa, seu escritório e até sua vida. O nome desse salvador é personal organizer.

Silvana Bessa é uma desses profissionais que dão um jeito na confusão alheia. A denominação que gosta de usar é consultora de organização de residências e escritórios. Dona do site www.organizadoabessa.com.br, ela se mudou de Brasília para Goiânia no início do ano. Apesar de ainda atender muitos clientes no Distrito Federal e dar cursos por lá, Silvana estuda a possibilidade de também ensinar goianienses de-sordeiros a arrumar sua baderna, atender clientes em suas casas, em Goiânia e a abertura de uma loja especializada em acessórios para organização.

Silvana sempre foi alérgica e, por isso, limpeza e ordem são necessárias. Com o tempo, ela foi gostando de deixar tudo arrumado e decorado, fez um curso sobre organização e, há dois anos, dá aulas e atende clientes que precisam de uma mãozinha no quesito arrumação. Segundo o site de Silvana, quanto “mais ordem, mais prazer na vida”. Quando é contratada, a personal organizer pergunta ao cliente o que mais lhe incomoda. Então, ela avalia o espaço, calcula o tempo que levará para organiza-lo e constata se serão preciso acessórios para a casa ou não.

Uma parte importante do trabalho do organizador é incentivar o descarte e o desapego do cliente. “Tem muita coisa que o cliente não usa, mas também não joga fora”, explica ela. Além disso, tirar o excesso inútil abre espaço para guardar o que realmente importa e não acumular mantém a arrumação. Por isso, organizar é um quebra-cabeça que exige método e práticas personalizadas. E não adianta ficar bonitinho se não ficar funcional.

Manutenção

Uma vez que Silvana organiza a casa ou o escritório de um cliente, ele deve se policiar para a bagunça não voltar. Ela diz que, se o cliente não consegue conservar a ordem estabelecida, basta chamá-la para que ela escolha um método de organização que melhor se adapte ao bangunceiro crônico. Até hoje, Silvana ainda não foi chamada de volta, mas ela diz que isso é bastante comum em sua profissão.

O custo, à primeira vista, pode parecer alto: em média R$ 375,00 por dia de arrumação. Já uma consulta pode sair por um preço médio de R$ 200,00. Uma cliente de Silvana achou o preço caro e decidiu resolver sua desorganização sozinha, durante um feriado. No dia seguinte, a consultora recebeu um telefonema da cliente que reclamava de dor nas costas e implorava para que a consultora desse uma jeito na sua bagunça. Silvana, além de ministrar cursos de organização, presta serviços arrumando cozinhas, guarda-roupas e closets, documentos particulares e profissionais, escritórios e clinicas.

cada coisa em seu lugar

Este é o nome de um programa de TV exibido pelo canal fechado “Discovery Home & Health” que ajuda americanos incrivelmente bagunceiros a darem um jeito em suas casas e suas vidas. A desordem mostrada o programa é incrível e o acúmulo de cacarecos extraordinário. Ver famílias norte-americanas que mal conseguem entrar no próprio quarto que se encontra soterrado por roupas sujas e limpas leva a questionar se o que é visto é uma constante naquele tipo de sociedade consumista ou se são apenas exceções. Existem pessoas que guardam presentes sem abri-los e outros que mantém, na pequena sala de jantar, uma gigantesca máquina de refrigerantes da década de 1970 que, ainda por cima, não funciona.

A equipe do programa, chefiada pela comediante e atriz Niecy Nash, ajuda as desorientadas famílias a se livrarem de suas tralhas nas famosas vendas de garagem. Cabe à equipe do programa decidir o que vai e o que fica e o dinheiro arrecadado é usado na reforma e organização da casa. Também é surpreendente ver a resistência dos americanos em abrir mão de suas coisas, mesmo que não as usem. Em cada episódio, é engraçado ver as negociações entre a equipe que quer mais espaço e as famílias que parecem ter uma síndrome de castor e tendem a não jogar nada fora.

Peter Walsh é um organizador pessoal e arrumou a baderna de inúmeras casas no “Chega de bagunça”. Autor do livro “Engordei ou minha roupa encolheu?”, Walsh percebeu uma relação entre o nível de bagunça de uma residência e o excesso de peso de seus moradores. No livro, ele afirma que a casa é um reflexo do que se é e a cozinha um reflexo da forma que a pessoa se alimenta. O organizador diz ter percebido que assim que os baderneiros passavam a ter foco nas vidas que queriam, eles começavam a transformar não só as casas, mas todas as áreas de sua vida, como locais de trabalho, carreiras, relacionamentos e atitudes em relação ao corpo. Walsh acredita que “ao se arrumar a casa e organizar a cozinha, a despensa, as compras e os planos alimentares, se faz escolhas mais claras para uma saúde melhor”.

Fim de jogo para o torturador Jigsaw

Publicado em 05 de novembro de 2010

Estreia hoje um dos filmes de terror mais esperados do ano: o último capítulo da série Jogos Mortais, longa dirigido por Kevin Greutert e com tecnologia 3D

O ator norte-americano Tobin Bell interpreta John Kramer, o sádico que tem sua adolescência explorada no sétimo e último filme da série

Se você estiver com vontade de começar o fim de semana sentindo fortes emoções, a sugestão é o filme Jogos mortais - O final (Saw 3D – 2010) que será exibido pela primeira vez nas salas brasileiras de cinema. O diretor é Kevin Greutert, que dirigiu Jogos Mortais 6 (Saw 6 - 2009) e editou os outros cinco primeiros filmes da série. Como o próprio título indica, o sétimo longa da franquia será a última tortura de Jigsaw, o maquinador dos jogos mortais. O motivo para finalizar a série, segundo Greutert, é sair de cena com estrondo e não um murmúrio. “Ninguém quer ver a série deteriorar em qualidade, como é frequentemente visto quando algo bom continua por muito tempo”, explica o diretor no site oficial do filme.
Na derradeira história, o roteiro esclarece passagens que ficaram obscuras nos outros filmes e apresenta alguns fatos inesperados que não serão mencionados aqui para não estragar a surpresa. Jigsaw é mostrado em sua adolescência, quando seu fanatismo por armadilhas torturantes começa. Além da estréia do filme em salas 2D e 3D, um videogame inspirado na trama também será lançado.
Jogos mortais – O final foi filmado no Canadá em estúdios e em diversas locações externas. Uma das armadilhas teve como cenário uma grande praça pública no centro de Toronto, com centenas de figurantes. Os atores Sean Patrick Flanery e Chad Donella são as novas faces do filme e foram bastante elogiados pelo diretor .

Doido sim

John Kramer, também conhecido como Jigsaw, é um assassino que não mata ninguém. Bem, não mata diretamente. O que ele faz é colocar suas vítimas em armadilhas, referidas pelo sádico Kramer como jogos, nas quais os participantes passam por torturas físicas e psicológicas e fazem escolhas difíceis como optar por matar o companheiro de cela ou ter a própria família morta por Jigsaw. A diferença é que este vilão não é apenas um sádico louco. Ele é um sádico louco que tem um propósito: colocar outros humanos em provas mortais, a fim de ajudá-los a apreciar a vida, testando a vontade de viver e o autosacrifício de cada um. Que altruísta da parte dele, não?

Cartazes Macabros

A franquia de Jogos Mortais ficou famosa por sua trama, seu vilão Jigsaw e por seus cartazes funestos que mostram partes humanas decepadas

Jogos Mortais
(2004) Dirigido por James Wan e escrito por Leigh Whannell e James Wan

Jogos Mortais 2
(2005) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Leigh Whannell e Darren Bousman

Jogos Mortais 3
(2006) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Leigh Whannell e James Wan

Jogos Mortais 4
(2007) Dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

Jogos Mortais 5
(2008) Dirigido por David Hackl e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

Jogos Mortais 6
(2009) Dirigido por Kevin Greutert e escrito por Patrick Melton e Marcus Dunstan

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Túmulos de estimação

Publicado em 02 de novembro de 2010

Cemitério de animais na França, o mais antigo do mundo, oferece lápides dignas aos pets queridos que já partiram

Quando se fala em cemitério de animais, certamente muitas pessoas se lembrarão do filme de terror Cemitério maldito (Pet sematary – 1989), que foi baseado no livro O cemitério (Pet sematary – 1983) de Stephen King. A história mórbida mostra um cemitério de animais que foi construído sobre solo sagrado e que ressuscita, de forma nada agradável, os seres mortos que porventura são enterrados lá. Porém, não sabemos exatamente para onde vão as almas de nossos bichos de estimação ou mesmo se eles, e até mesmo nós, temos alma. Porém, em todo mundo, inclusive em Goiânia, muitos corpos de pets que expiraram têm um destino, sem dúvida, mais digno que o aterro sanitário ou o esgoto.

A história ocidental dos cemitérios de animais começa na França, na primeira metade do século XIX. Devido à crescente preocupação com as condições de vida dos bichos e com os maus tratos dispensados aos cavalos usados como meio de transporte, foi criada a Sociedade Protetora dos Animais francesa (Societe Protectrice des Animaux - SPA). Com o decorrer dos anos, os avanços no que diz respeito à qualidade de vida e aos direitos dos seres não-humanos foram muitos e o amor das pessoas pelos animais só aumentou. Isso levou a questionamentos sobre o tratamento dado aos bichos queridos não só em vida, mas assim que eles morriam. O destino desses cadáveres, na Paris da época, geralmente era o Rio Sena ou fossas das fortificações.

Monumento no cemitério de animais francês ao são bernardo Barry que, durante sua vida, salvou muitas pessoas da neve

Os pets vislumbraram uma possibilidade de enterro e tumbas dignas com a instituição da lei sanitarista francesa de junho de 1898 que ditava que os animais domésticos deveriam ser enterrados “em uma cova, na medida do possível, a cem metros das casas, na qual o corpo seria coberto com uma camada de solo não inferior a um metro de espessura”. Ativistas pelos direitos dos animais, o advogado Georges Harmois e a jornalista feminista Marguerite Durand, então escolheram um lugar a noroeste da capital francesa, em Asnières, e criaram o Cemitério dos Cães de Asnières (Les Cimetière des Chiens d’Asnières), cuja inauguração oficial aconteceu em 15 de junho de 1899.

Cerca de 40 mil animais já foram enterrados até hoje no Cemitério dos Cães. Não existem somente cachorros e gatos nas covas, mas também jazem por lá o leão de estimação da fundadora Marguerite, um macaco, cavalos, coelhos, hamsters, ratos e pássaros, além de peixes que se salvaram de um funeral risível em volta de um vaso sanitário. Como em todo cemitério famoso e visitado por turistas de todo mundo, o Cimetière des Chiens também possui hóspedes ilustres. O mais conhecido, por certo, é o pastor alemão e ator de rádio e de cinema das décadas de 1920 e 1930 Rin Tin Tin (10 de setembro de 1918 – 10 de agosto de 1932).

O cão foi achado, juntamente com sua mãe e quatro irmãos, pelo então cabo das forças americanas Lee Duncan, como sobreviventes em um canil bombardeado em Lorraine, na França, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Com sua irmã Nenete, Rin Tin Tin acompanhou os soldados americanos na guerra para dar sorte e foi para Los Angeles assim que o combate terminou. Na costa Oeste dos EUA ele começou a se apresentar em show de cães, adestrado por Duncan. Depois, o cachorro atuou no cinema e no rádio fazendo efeitos sonoros. Nas ondas sonoras ele se tornou célebre com a série homônima. O cão morreu aos 14 anos e seus descendentes continuaram a estrelar programas e filmes usando o mesmo nome. O Rin Tin Tin original retornou à França e hoje seu corpo se encontra enterrado no Cemitéirio dos Cães sob um belo monumento.

Outra escultura bastante pomposa é a que homenageia o são bernardo suíço Barry (1800 – 1814). Durante sua vida, o cão resgatou cerca de 41 pessoas perdidas na neve. O corpo de Barry não está no cemitério francês, pois figura empalhado no Museu de História Natural de Bern, na Suíça.

Arte funerária animal

As homenagens aos animais que estão enterrados no cemitério são, ao mesmo tempo, inusitadas e enternecedoras. São lápides em miniatura espalhadas por todo o lugar com fotos e nomes dos pequenos amados que já se foram. Mausoléuzinhos e estátuas em tamanho natural de cães e gatos de diversas épocas e estilos figuram lá. Uma esfera de vidro em cima de um túmulo preenchida com as bolas de tênis com as quais o cão em vida costumava brincar é de trazer lágrimas aos olhos dos mais emotivos.
Mais inusitado ainda é perceber que o Cimetière des Chiens não possui apenas animais defuntos. Vez ou outra é possível ver alguns gatos passeando por entre as covas ou tomando sol em cima das tumbas. Nos fundos do local se encontra a Casa dos Gatos, um abrigo mantido por uma organização de proteção aos felinos. O site em inglês Europe for Visitors, que traz uma boa resenha sobre o cemitério de Asières, confidencia que “após passar uma hora ou mais entre os túmulos de animais mortos, é bom fazer contato com criaturas vivas, mesmo que seja uma gato cansado e com o olhar entediado”.

Entre os visitantes turistas do cemitério, uma francesa, que preferiu não dar o nome a nossa reportagem, costumava passar pelos jardins e pelas lápides frequentemente durante o ano de 2006. Ela tinha perdido seu amigo felino há pouco tempo e não quis arrumar outro. Ao ir ao cemitério, ela levava ração para os gatos que moravam lá e acariciava os bichinhos a fim de aplacar um pouco a saudade que sentia de seu companheiro insubstituível.

Cemitério dos
animais em Goiânia
Em 2005, quando a morte levou os cães da veterinária Inês Schroff Machado, a doutora percebeu que não havia um lugar apropriado na cidade reservado exclusivamente ao descanso final dos seus pets. Ela então cedeu uma chácara sua para criar um cemitério de animais em Goiânia. Foi então que surgiu o Cemitério da Dog’s & Cat’s Clínica Veterinária e Pet Shop. Situada no KM 8 da GO-080, na saída para Nerópolis, ele tem hoje apenas cães e gatos enterrados, mas outras espécies de animais domésticos podem ser recebidos pelo cemitério.
O preço dos lotes à disposição dependem do tamanho do bichinho. Animais de pequeno porte podem ter uma cova digna por R$ 255; de médio porte, por R$ 325; e de grande porte, por R$ 420. Os humanos enlutados ainda podem deitar seu querido pet em um caixão e fazer uma lápide que melhor homenageie seu amado animal de estimação. Para informações, ligue 3281-1666.

Le Cimetière des Chiens d’Asnières
Quando: De 16 de março a 15 de outubro: das 10h às 18h / de 16 de outubro a 15 de março: das 10h às 16h
Onde: 4, pont de Clichy - 92600 Asnières-sur-Seine
Quanto: Adultos: 3 euros / Crianças de 6 a 11 anos: 1 euro/ Entrada franca para menores de 6 anos
Informações: www.mairieasnieres.fr / www.europeforvisitors.com